quinta-feira, 24 de março de 2011

Porque se calam os mais novos?


Os governos europeus andam loucos. Aumentam à idade da reforma, esquecendo-se de toda essa juventude que necessita de trabalhar e que, com essas medidas, a impede de conseguir o seu primeiro emprego, organizar a sua vida, criar família, viver, enfim.

Não! Porque depois de afirmarem ser necessária mais formação, mais licenciaturas, mais e mais doutores e engenheiros, prolongando o tempo de serviço e a idade para a reforma, impedem os jovens de conseguirem fazer a sua vida. Um mais que «lírico» ministro abre vagas no ensino superior, para que possa haver mais licenciados no desemprego. O outro congela as admissões e pensa em despedimentos.

A Europa deveria refomar-se já e despedir todos esses que provocam tanta bandalheira, aliada à exercida nos países havendo, estranhamente, ainda quem vote nesses cobardes que se servem do poder para oprimir os povos.

Há aumento de consultas em psiquiatria sobretudo de jovens que procuram o seu primeiro emprego após uma licenciatura que custou os olhos da cara aos pais, alguns deles endividados para tentarem dar um futuro melhor aos filhos e nada conseguindo. Penso que os mais novos, a quem pertence o futuro, deveriam insurgir-se contra esses políticos da treta que só sabem olhar para os seus umbigos e carteiras.

E, no debate sobre o Estado da Nação ontem havido, pudemos assistir ao grande vazio político-social que norteia o governo e parte da oposição. Curiosa e paradoxalmente, porque da esquerda assistiu-se a uma tremenda hostilidade para com forças progressistas, acusadas pelo ministro da Economia de retrógradas e desencaixadas da Europa e de tudo quanto lhe diz respeito.

Que semelhantes acusações, com a grave decisão de exclusão de todo e qualquer debate ou conversação, partissem doutro partido como o CDS e o PSD, compreendia-se.

Mas, saídas da boca de quem sairam, a coisa agrava-se substancialmente, deixando antever uma mais forte viragem à direita do governo, dito socialista. São mais as incoerências apresentadas por este PS que infelizmente nos governa.

Parece estar totalmente esgotado, a precisar de longas férias. O debate pouco mais foi que ora acuso eu ora acusas tu, tudo ficando por ali, pairando no ar da AR a ideia de que ninguém quer tomar uma decisão de fund, ficando o governo e o primeiro-ministro por afirmar e reafirmar que está no poder por vontade dos portugueses e que é para eles que governa. Tal afirmação de modo algum corresponde à verdade.

O governo pode, quando muito, governar para alguns portugueses, os mais ricos, os capitalistas, banqueiros e grandes empresários. Mas não o faz em relação aos mais pobres e debilitados, os excluídos.

O ter afirmado e arrogar-se ter feito diminuir a pobreza em Portugal, não podia ter ficado pior ao primeiro-ministro, uma vez que não tem diminuído mas aumentado de forma assustadora e dramática.

A dada altura sentiu-se num beco sem saída, não sabendo para que lado se virar e, aquela arrogância que alguns confundem com determinação, deapareceu até do seu semblante e, o seu habitual cínico sorriso desapareceu também. Sinais inequívocos de que o debate esteve longe de lhe correr como desejava. Ficou também provado, uma vez mais, que serão os mais pobres e os desempregados quem pagará a «crise», com juros acrescidos.

A verdadeira crise reside na falta de ideias e ideais, durante o debate bem demonstrado e que, por força das cicunstâncias se reflecte sobre os mais desfavorecidos e que, este governo, apesar de afirmar sentir preocupações sociais não moverá uma palha para tentar valer-lhes no drama que se avizinha.

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