sexta-feira, 25 de março de 2011

O que eles dizem de nós…



Se o dizem, pensam-no!

Durante a campanha presidencial é-nos insinuado por “democratas” aliados a “Demo” cratas que sustentaram e serviram abnegadamente a ditadura, que ceifou vidas e sonhos de gerações inteiras de portugueses, uma degenerada (i) lógica insana de que seria uma ameaça para a democracia a eleição de exactamente alguém que colocou a sua vida em grande risco para a trazer para Portugal.

A isso se chama subversão mitológica pela desconstrução da lógica.

Continuam a fazê-lo agora, encobertos por uma difusa névoa que “discute” o mito socialista.

Muito feio…

Bonito, foi quando se começou a usar, em cartazes, páginas da Internet e camisas vestidas, em vez da bonita fotografia preparada para a campanha, exactamente a fotografia da ficha espúria, contrastando com a promessa pátria de que “verás que um filho teu não foge à luta!”

Ainda durante a campanha, nenhuma menção ao evidente, gritante, retumbante, incandescente rasto brilhante (tal cometa) de competência deixado pela candidatura, durante toda a sua carreira.

«Devemos criar de novo o Ministério do Mar”, após ter sido o causador do abate de mais de 80% dos barcos de pesca”, que eram o ganha-pão de milhares de portugueses, em obediência cega aos ditames de Bruxelas.

Quanta lata e promiscuidade e um pouco de perversão se nos oferece debaixo de semelhantes palavras…

Que oferece, finalmente, a Portugal, um exemplo único de meritocracia na política, ao tornar-se o primeiro técnico a chegar ao máximo da República pela simples e sucessiva promoção dum cargo para outro superior?

E o seu cargo era tão somente o de primeiro-ministro dum governo que pariu leis aberrantes e negou a palavra ao povo. Mesmo assim, preferiu sofismar – “demo” crata – e destruir para reconstruir depois um tosco mito de que o Excelentíssimo Senhor Melhor Presidente da República havia sido escolhido do nada, por súbito impulso ou falta de opção.

E teve ainda a infeliz infelicidade de se presentear com o impensado “apelido” de poste, marco…

Como sabe pouco, tão pouco de humor este soberbo soberano português…

E menos ainda de energia, aliás, especialidade especialíssima dele, o “poste”. Talvez por isso Portugal viva um verdadeiro apagão, porque bem sabem que aos postes é dado o poder de iluminar.

O nobre lusitano, ícone global da economia, meteu água. Já o sabem, como sabem também – e com que ênfase - o quanto é motivo de honra, admiração e orgulho para qualquer povo, e qualquer ser humano, uma pessoa que foi incapaz de, no melhor da sua juventude, arriscar a vida na luta contra a repressão, pela libertação do seu país, enquanto se entretinham a mandá-los para as masmorras da Pide e para o degredo sem qualquer julgamento.

Mito com a história por lastro, créditos e credenciais à frente, e o sacrrossanto e imaculado direito a novas opções, confirmações ou correcções divergentes da sua própria trajactória…

Mitos com pessoas acima do mito!

Pelo povo português, por Portugal e pelo que Portugal e nós, seu povo, podemos ainda oferecer ao mundo, quem dera que um dia (já muito próximo) as boas falas sobre nós ecoem por aqui…

Obrigado, Caríssimo amigo…

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