sexta-feira, 18 de março de 2011

O desafio


É um desafio do tamanho de Portugal… ou do Mundo…

“Reafirmamos que a mais obstinada luta do governo é o combate à miséria, o que significa fortalecer a economia, aumentar o emprego e aperfeiçoar as políticas sociais. Isso significa, em especial, melhorar a qualidade do ensino, pois ninguém sai da pobreza se não tiver acesso a uma educação gratuita, contínua e de qualidade.

Um país rico é um país sem pobreza e este será o lema do governo.”

No Fórum Social Mundial em Dackar, Senegal, o ex-presidente Lula da Silva, disse: “Inexplicavelmente, o combate à fome continua à margem da acção colectiva dos governos. É como se a fome fosse invisível. O mundo não terá êxito no combate à fome se não mudarmos radicalmente os padrões de cooperação internacional. É preciso virar a página dos modelos impostos de fora.

Não faz sentido que o FMI e o Banco Mundial imponham reajustes estruturais que inviabilizem as políticas de estímulo à agricultura dos países mais pobres.

A partir de 2003, o Brasil resgatou a sua soberania política e económica, afastou-se com determinação do neoliberalismo e adoptou um novo projecto de desenvolvimento, que nos permitiu dar um verdadeiro salto histórico, distribuindo rendimentos, conhecimento e poder.”

Agora, é preciso avançar para além do que já foi feito pelo governo de Lula, o que não será fácil.

Os avanços só acontecerão se houver decisão política do governo português, tomada a expressão publicamente, o apoio dos governos municipais e regionais e intensa participação da sociedade.

É preciso um compromisso nacional que estabeleça como prioridade o combate à miséria extrema, incorporando contribuições e críticas dos movimentos sociais e de educação popular.

Reduzir a extrema pobreza significa ir às causas que a originam, discutir qual o projecto de desenvolvimento capaz de produzir a inclusão social e melhor distribuição da riqueza, fazer reformas.., como a tributária e construir um projecto de sociedade capaz de garantir a dignidade de todos os portugueses.

Portugal não pode continuar na estagnação e, se for necessário mudar de governo, mude-se, pois é preciso que todos recebam uma comparticipação, dando-a, na reconstrução do equilíbrio social.

Portugal não é um país rico. É um país de ricos, onde só eles são chamados a tomar decisões que os enriquecem cada vez mais.

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