
Que o presidente da República, na sua tomada de posse e discurso proferido na Casa da Democracia, lançou um apelo a uma rebelião popular, o que não afasta a hipótese de «apadrinhar» a movimentação de uma “geração à rasca”…. «um povo à rasca»…
Apelou a mais privatizações em todos os sectores sociais, assim como fez apelo à movimentação cívica, que conduza onde? A um caos ainda superior ao que se vive?
Combater as políticas, romper os caminhos que têm sido trilhados pode, evidentemente, provocar um sobressalto cívico, mas, o presidente sabe que nada disso pode mudar deste modo…
Os portugueses estão cansados de todo este desemprego, mas não querem criar um ambiente de conflitualidade, bem pelo contrário, anseiam pela paz e por ela lutarão se necessário for, para a conseguirem.
Todavia, foi causada uma forte fractura entre as presidência da república e o governo. Uma grave fractura institucional.
Pode dizer-se que o presidente da República tomou partido do seu partido que é, como bem se sabe, o PSD, para além dos seus tabus, chegando a mostrar-se agressivo ao indicá-lo como «política alternativa», mesmo sabendo ser o pai do monstro que a todos aflige e persegue.
Portugal não precisa de acrescentar mais uma crise, a do relacionamento entre as instituições, e precisa de paz e sossego. A análise feita pelo presidente sobre a situação económica e financeira, não foi rigorosa, pois esqueceu a social, da qual sempre se alheou, apesar de soltar algumas palavras nesse sentido, figurativamente.
Efectivamente, demonstrou que jamais poderá ser o presidente de todos os portugueses, quando se mostra tão sectário.
O presidente demonstrou querer desencadear a guerra que não serve a ninguém e muito menos aos interesses nacionais.
E errou na receita passada ao efermo Portugal. Logo, errou antes no diagnóstico – razão da receita errada – uma vez que o estado de saúde de Portugal precisa de muito mais, mas também precisa de calma e repouso, coisa que, ou muito me engano, ou não vai poder ter tão cedo. E aí, senhor presidente, todos sofremos ainda mais. Nós! Entenda-se..!
Foi um discurso marcante pela negativa, mas também pelos apelos já referidos, que poderão conduzir-nos mais rapidamente para o abismo que pretendemos evitar.
Foi, também, um discurso um tanto desesperado e, como se sabe, o desespero não conduz a nada de bom… a não ser que se deseje apressar a hora final, não sendo isso que os portugueses querem, razão pela qual não poderá jamais ser o presidente de todos os portugueses.
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