
Novas medidas de austeridade abrem caminho a fundo de resgate mais flexível. Mas líderes europeus estão preocupados com ruptura nacional.
Os ministros das Finanças da Zona Euro negoceiam esta segunda-feira os detalhes do acordo firmado em Bruxelas na sexta-feira, que permite aumentar para 440 mil milhões a capacidade efectiva de empréstimo do fundo de resgate europeu aos países em dificuldade.
Para conseguir esse apoio, o Governo abriu um cenário de crise política nacional.
A partir de Abril, Portugal pode pedir uma ajuda externa mais favorável e flexível. Nessa altura, o fundo de resgate da Zona Euro poderá comprar dívida emitida pelo Estado português a uma taxa mais baixa dos que os actuais preços de mercado.
Para ter a possibilidade de uma ajuda europeia mais favorável, o Governo comprometeu-se em Bruxelas com um novo e duro pacote de austeridade, sem negociar com a oposição nem avisar o Presidente da República.
Mercados vão acalmar, diz ministro.
O ministro das Finanças acredita que as medidas decididas sexta-feira pelos líderes da Zona Euro e pelo governo português possam acalmar os mercados, onde Portugal quer continuar a financiar-se.
Os chefes de Estado e de Governo da Zona Euro chegaram ainda a acordo para aumentar para 440 mil milhões de euros a capacidade efectiva de empréstimo do fundo de resgate europeu aos países em dificuldade, assim como dotar de 500 mil milhões o mecanismo permanente que lhe vai suceder em 2013.
Também decidiram flexibilizar a utilização destes fundos que passam a poder comprar directamente dívida pública emitida pelos Estados-membros.
Com o anúncio do PEC 4, o Governo abriu um cenário de crise política que preocupa Bruxelas; mas para a comissão, seria pior caso o Governo caísse antes do final do mês, momento que as decisões europeias são formalizadas: um cálculo político que terá sido feito pelo Governo ao comprometer-se com mais austeridade negociando com os parceiros europeus.
(Diário.iol – 14/03/2011)
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