segunda-feira, 21 de março de 2011

O trabalho e o prazer


O trabalho e o prazer, duas coisas fundamentalmente distintas, estão unidas indissoluvelmente por um laço natural. Algumas pessoas, no entanto, parece que vieram a esta vida só para pensar no fim-de-semana e nos feriados.

Frequentemente pergunto-me: “que está a fazer cada um de nós neste planeta?” Se a vida pudesse ser apenas tentar aproveitar o máximo possível as horas e minutos, seria uma autêntica farra.

Tenho a certeza de que existe um melhor sentido em tudo quanto vivemos. Para mim, a nossa vinda ao planeta Terra tem, basicamente, dois motivos: “evoluir espiritualmente e aprender sempre mais a gostar dos outros. Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos, uma vez que somos apenas as nossas almas.”

E, assim, devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembremo-nos sempre que os nossos fracassos são os melhores professores, que é nos momentos difíceis que precisamos de encontrar uma razão maior para seguir em frente.

As nossas acções, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores. A nossa capacidade de rsistir ás tentações, aos desânimos.., para continuarmos o caminho, é que nos torna seres especiais.

Ninguém veio a esta vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor. Ganhar dinheiro, ter bom padrão de vida e alimentar-se bem, fazem parte da vida, mas não podem ser a razão de viver.

Tenho a certeza de que Martin Luther King, Mahatma Gandi, Nelson Mandela e outros anónimos, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais pobres, não estavam motivados pela ideia de ganhar dinheiro.

Que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar? Talvez a consciência?

Quando temos a consciencia de que, através do nosso trabalho estamos a realizar nossa missão, desenvolvemos uma força extra, capaz de nos levar ao cume da montanha mais alta do planeta.

Infelizmente, muita gente perde-s nessa viagem, distorce o sentido da sua existência, pensando que o acumular bens materiais é o objectivo da vida.

Poucos pensam como tratam os pais, os irmaos ou os filhos e como tratam os amigos. A nossa disposiçao para “emprestar” a nossa atenção a quem precisa de desabafar a sua dor, a quem precisa de receber um gesto de carinho, deve merecer mais atenção, uma vez que estamos comprometidos com todos os que de nós precisam.

Reservemos pelo menos cinco minutos diários para falarmos sinceramente connosco próprios. E depois, saibamos agradecer o milagre da nossa vida, ouvindo a nossa alma, já que tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem fazer, lembrando-nos que tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

O passar dos anos, a vivencia do dia-a-dia, vão-nos ensinando que por trás de cada sombra se dá o sentimento de libertação, a existência da nossa plenitude, da nossa melhor parte.

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