quinta-feira, 31 de março de 2011

ADVERTÊNCIAS DA HISTÓRIA


Entre estudiosos da história restam poucas dúvidas sobre a existência, nos Estados Unidos, de um governo paralelo, invisível, bem sucedido, e verdadeiramente responsável pelas intermináveis incursões de todos os matizes na geopolítica mundial e, desde o início do século XX, nos países periféricos em busca do domínio político-econômico.

Dwight Eisenhower, no discurso de despedida da presidência, exercida entre 1953 e 1961, fez uma advertência profética sobre os riscos advindos da atuação do “complexo industrial-militar”:

“(...) precisamos estar atentos para evitar a conquista de uma influência indevida (...) pelo complexo industrial-militar (...) o potencial para o crescimento desastroso e o abuso de poder existe e vai continuar a existir.”

Aproveitando o mote cunhado por Eisenhower, o jornalista norte-americano Fred J. Cook lançou na época o “best-seller”: O Estado Militarista, onde pesquisa e disseca o tema levantado pelo ex-presidente, abrangendo inclusive o governo deste.

O consagrado escritor Gore Vidal, por seu turno, já chegou a denunciar o que ocorre nos EUA: “O país não é governado pelo presidente, e sim pelas grandes corporações”.

Apesar destas e de outras muitas evidências, paira um silêncio conivente, inquebrantável, nos veículos noticiosos sobre essa candente questão.

Nada obstante, há, pelo mundo, uma plêiade de intelectuais muito preocupados com a danosa atuação, para todo o planeta, desse “governo invisível” norte-americano.

O sociólogo René Armand Dreifuss, na obra de pesquisa histórica: A Internacional Capitalista – Estratégias e Táticas do Empresariado Transnacional/1918-1986, desvenda certos acontecimentos no jogo do poder universal, especialmente no seio da aristocracia norte-americana. As informações trazidas a lume por Dreifuss reforçam o juízo de que nos EUA de fato ponteia, incontrastável, um “governo invisível”. O surgimento desse pantagruélico gigante, acometido de insaciável fome de riqueza e poder, ocorre logo após o término da Primeira Guerra Mundial, em coincidência com a criação do Council on Foreign Relations-CFR (Conselho das Relações Exteriores), seguido, anos depois, pela fundação do Committee for Economic Development-CED (Comitê para o Desenvolvimento Econômico).

À primeira vista, essas duas entidades privadas - seguramente a parte dominante do governo virtual - podem levar à crença de ser órgãos públicos, em consequência de suas denominações estarem mais condizentes com as de instituições oficiais (talvez até propositadamente).

Vamos então ao relato de Dreifuss, na sua obra já citada:

“O Council on Foreign Relations ou Conselho das Relações Exteriores (...) existia desde 1918, vinculado a outra organização de elite, a Century Association de Nova Iorque. Três anos mais tarde, o Council on Foreign Relations, Inc. começava a funcionar, com o objetivo de “providenciar reflexão contínua sobre os aspectos internacionais dos problemas políticos, econômicos e financeiros dos Estados Unidos”. E se autodefinia como um “grupo de pessoas preocupadas (...) em desenvolver, refletidamente, diretrizes de política exterior dos Estados Unidos”.

Daí, pode-se inferir, pelas regras básicas definidas pelo Conselho para si, o seu decidido propósito de intervenção na política externa norte-americana. A respeito do imenso poder do capital financeiro, “Walter Rathenau, Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, 1923”, fez a seguinte declaração, chocante e válida também para o futuro: “Como membro do clube dos capitalistas, posso dizer que 300 homens estreitamente ligados entre si controlam o destino econômico e político do Ocidente”. Não se esqueça que Rathenau era Chanceler de um país arruinado por uma guerra devastadora, que só havia terminado há escassos cinco anos. Além do mais, ele deixou evidente o fato de estar “estreitamente ligado” aos “capitalistas” dos países vencedores da guerra, que eram, sem dúvida, os que detinham o maior quinhão do poder no Ocidente, como é óbvio.

“O Council on Foreign Relations (CFR), panteão do mundo dos negócios da política, das finanças, da universidade e da imprensa norte-americana foi um verdadeiro precursor das elites orgânicas, como uma das primeiras e mais significativas tentativas de reunir industriais, banqueiros, militares e burocratas de Estado, intelectuais e figuras de destaque da mídia num novo formato político e intelectual, que David Rockefeller chamaria de “casamento de cérebros e dinheiro” e Joseph Kraft denominaria de “Escola para Estadistas”.”

“O CFR alcançaria os mais altos patamares da política, a partir dos anos 40, desenvolvendo seus importantes “War and Peace Studies”. Esses “Estudos de Guerra e Paz” realizados antes da participação aberta dos EUA na Segunda Guerra Mundial tinham como finalidade viabilizar a grande estratégia (política, social, econômica e militar) que conduziria à vitória dos Aliados sobre as potências do Eixo. Mas o CFR ia além disso: visualizava as questões que diziam respeito à nova ordem a ser construída no pós-guerra. Esses “Estudos de Guerra e Paz” foram de singular importância para delinear o almejado “século norte-americano”, que pretendia adequar a ordem política e econômica internacional às necessidades das grandes indústrias e bancos vinculados ao CFR. O pretendido reordenamento político-econômico propiciaria e exigiria do Estado norte-americano o papel de uma potência hegemônica central na rearticulação de um sistema global emergente.”

(...) Já nessa época, o CFR tinha praticamente fundido sua equipe com a do Comitê Especial de Planejamento do Departamento de Estado, sob o nome de “Comitê Assessor para a Política Externa do Pós-Guerra”, no qual tinha a maioria absoluta dos participantes com poder de decisão.

Para o CFR, os Estados Unidos deveriam “aceitar a responsabilidade mundial” já que “a medida da nossa vitória será a medida da nossa dominação após a vitória”. Isaiah Bowman, um dos diretores do CFR, também defendia uma conceituação ampliada do que seriam os “interesses da segurança americana”, para poder lidar com áreas “estrategicamente necessárias em termos de controle mundial”.

Em 1941, um grupo de industriais de excepcional formação intelectual e profissional (empresários e tecno-empresários), além de membros da comunidade acadêmica - muitos deles já vinculados ao CFR e ao Business Council - iniciaram uma “experiência inédita nos anais do capitalismo norte-americano”.

Formalizaram, em 1942, o Committee for Economic Development-CED (Comitê para o Desenvolvimento Econômico) “que ao longo dos últimos quarenta anos desempenhou papel fundamental, não somente como uma das elites orgânicas mais poderosas dos EUA”, mas também como inspiração e pivô na articulação transnacional de organizações congêneres” [Como foi o caso do IPES, no Brasil. Só que, enquanto o CED se propunha à dominação ianque pelo mundo, o IPES planejava um golpe de Estado em consonância com a própria elite empresarial do CFR/CED, para “conquistar” o alinhamento automático com os EUA].

“Foi com um discurso desse porte, de evidentes pretensões hegemônicas, que o CED se mostrou capaz de projetar, perante o público e o próprio governo, a sua imagem de “porta-voz dos interesses gerais do capital apresentados como sendo equivalentes aos interesses nacionais. Das reuniões de fim de semana (...) surgiram, entre outras iniciativas de peso, (...) certos pontos fundamentais do futuro Plano Marshall - para o qual o CED preparou o terreno e elaborou as diretrizes básicas, junto com o CFR (...)”. Também teve (...) “uma participação crucial na definição do marco do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (em conjunto com o CFR). (...)

O CFR, por seu lado, ampliou, modificou e adequou suas funções ao papel hegemônico dos Estados Unidos, consolidando seu papel privilegiado na formulação de opções político-estratégicas para as diretrizes da política exterior norte-americana. O CFR foi, de fato, extremamente eficaz como arquiteto da Pax Americana do pós-guerra, desenhando para os Estados Unidos a política de contenção do avanço soviético na Europa; inspirando a contribuição norte-americana para a Carta das Nações Unidas e estimulando a reformulação da doutrina nuclear, que passou da noção de “retaliação massiva” à de “resposta flexível”.”

A História tem uma faceta muito útil para o aprimoramento da ação humana: a característica de advertência permanente contra a repetição das desgraças que têm trazido, ao longo do tempo, miséria e morte para nações inteiras. A grande aliada dos agentes desses infortúnios é a ignorância. A falta de escolaridade começa por privar o cidadão do conhecimento quanto a direitos e obrigações de todas as pessoas, bem como dos países.

Em consequência, grupos de aristocratas poderosos se assenhoram do poder e das riquezas nacionais, em prejuízo dos que lhes ficam abaixo, especialmente os não escolarizados, condenados à massa dos excluídos.

E a gravidade dessa usurpação de bens e poder é tanto maior quanto mais enfraquecidos estiverem os povos, pelo desconhecimento das verdadeiras causas das suas desgraças.

Podem até ocorrer casos de multidões serem apascentadas para marchar pelas ruas por “Deus, pátria, família e liberdade”, quando o motivo real seria a tomada do poder por setores, interessados apenas em defender privilégios próprios e de grupos alienígenas a eles associados.

Atente-se para dois aspectos da “influência” exercida pelas elites orgânicas sobre o poder, mundo a fora. Em países desenvolvidos, como os EUA por exemplo, a ação se exerce também sobre o poder do Estado; mas as conseqüências mais danosas da atuação de entidades como o CFR e o CED, quem sofre são os países para os quais estas dirigiram o foco da sua ingerência. Já nos países-sede de tais instituições, a sua interferência no governo é contrabalançada pelos imensos recursos que lhes são carreados dos países periféricos, espoliados pelos conglomerados multinacionais e pelos grupos locais a estes associados.

Causa estranheza, portanto, que - quando um governo tenta quebrar os grilhões que prendem o País à categoria dos subdesenvolvidos - uma parcela expressiva da classe média lhe vire as costas, e tente fazer voltar ao poder a corrente política que infelicitou a Nação mediante “entrega” de quinhão considerável do patrimônio nacional.

(Enviado por um Amigo)

O MEU CÃO



O meu cão dorme em média 20 horas por dia; tem toda a comida preparada para ele e pode comer qualquer coisa que lhe apeteça. A comida é-lhe dada sem custo!



Vai ao veterinário uma vez ao ano ou quando necessário, sempre que algum mal lhe aparece; e não paga nada por isso e nada lhe é pedido.


Mora numa zona central, com boa vizinhança e numa casa que é muito maior do que ele necessita, onde nem precisa limpar nada; se ele fizer porcaria, alguém limpa!


Ele escolhe os melhores lugares da casa para fazer a sua soneca e recebe essas acomodações completamente grátis; vive como um rei e sem que isso lhe acarrete qualquer despesa extra.


Todos os seus custos são pagos por outras pessoas que têm de sair de casa todos os dias para ganhar a vida.

Eu estive a pensar sobre isto e de repente concluí...


.... O CÃO É DEPUTADO !!!...........................

(Enviado por um Amigo)

quarta-feira, 30 de março de 2011

CARTA DE UMA PROFESSORA UNIVERSITÁRIA

Porque penso valer mais que mil imagens, envio a carte que uma Professora Universitária enviou a uma «artista» brasileira.

*Exma. Senhora:

Foi com indignação que vi a ‘peça cómica’ que fez em Portugal e passou no rograma Saia Justa em que participa. Não que me espante que o tenha feito – está à altura da imagem que há muito tenho de si, pelo que me tem sido dado ver pelos seus desempenhos – mas sim pelo facto da TV Globo ter permitido que tal ignorância fosse para o ar.

Só para que possa, se conseguir, ficar um pouco mais esclarecida: A

‘vilazinha’ de Sintra é património da Humanidade, classificada pela UNESCO e unanimemente reconhecida como uma das mais belas e bem preservadas cidades históricas do mundo; Em Portugal, onde existem pessoas que olham para o mouse do seu computador como se de uma capivara se tratasse, foi onde foi inventado o serviço pré-pago de telefones móveis (os celulares) – não existia nenhum no mundo que sequer se aproximasse e foi também o que inventou o sistema de passagem nas portagens (pedagios, se preferir), sem ter que parar – quando passar por alguma, sem ter que ficar na fila, lembre-se que deve isso aos portugueses.

É um dos países do Mundo com maior taxa de penetração de computadores e serviços de internet em ambiente doméstico.

É o único país do mundo onde TODAS as crianças que frequentam a escola têm acesso directo a um computador (no próprio estabelecimento de ensino) – e em Portugal TODAS as crianças vão à escola.. Muitas delas até têm um computador próprio, para seu uso exclusivo, oferecido ou parcialmente financiado pelo Ministério da Educação – já ouviu falar do Magalhães? É natural que não... mas saiba que é uma criação nossa, que está a ser adquirida por outros países.

Recomendo-o vivamente – é muito simples e adequado para quem tem poucos conhecimentos de informática.

Somos tão inovadores em matéria de utilização de tecnologia informática e web nas escolas, que o nosso caso foi recomendado por especialistas americanos, como exemplo a seguir, a Barack Obama, que é só o Presidente dos Estados Unidos – ao Sr. Lula da Silva tal não seria oportuno, porque ele considera que a Escola não é determinante no sucesso das pessoas (e, no Brasil, a julgar pelo próprio, tem toda a razão).

A internet à velocidade de 1 Mega, em Portugal há muito que é considerada obsoleta – eu percebo que não entenda porquê, porque no Brasil é hoje anunciada como o grande factor diferenciador a transmissão por cabo que já não nos interessa. Já estamos noutra – estamos entre os países do mundo com a rede de fibra óptica mais desenvolvida.E nesse contexto 1 Mega é mesmo uma brincadeira.

O ditador a que se refere – o Salazar – governou, infelizmente, ‘mais de 20 anos’, mas para a próxima, para ser mais precisa, diga que foram 48

(INFELIZMENTE, é mais do dobro de 20). Ainda assim, e apesar do muito danoque nos causou a sua governação, nós, portugueses, conseguimos em 35 anos reduzir praticamente a ZERO a taxa de analfabetos e baixar para cifras irrisórias o nível de mortalidade infantil e de mulheres no parto ondeestamos entre os melhores do mundo.

Criar uma rede viária que é das mais avançadas do mundo – em Portugal, sem exceder os limites de velocidade e sem correr risco de vida, fazemos 300 km em duas horas e meia (daria tanto jeito que no Brasil também fosse assim!).

Melhorar muito o nível de vida das pessoas, promovendo salários e condições de trabalho condignos. Temos ainda muito para fazer nesta matéria, mas já não temos pessoas fechadas em elevadores, cuja função é apenas carregar no botão do andar pretendido – cada um de nós sabe como fazê-lo e aproveitamos as pessoas para trabalhos mais estimulantes e úteis; também já não temos trabalhadores agrícolas em regime de escravatura – cada pessoa aqui tem um salário, não trabalha a troco de um prato de comida.

Colocar-nos na vanguarda mundial das energias renováveis, menos poluentes, mais preservadoras do planeta; enquanto uns continuam a escavar petróleo, nós estamos a instalar o maior parque de energia eólica do mundo (é a energia produzida a partir do vento).

Poderia também explicar-lhe quem foi Camões, Fernando Pessoa, etc.,cujos túmulos viu no Mosteiro dos Jerónimos, mas eles merecem muito mais. Ah!, já agora, deixe-me dizer-lhe também que num ponto estou muito de acordoconsigo: temos muito pouco sentido de humor. É verdade. Não acharíamos graça nenhuma se tivéssemos deputados a receber mesada para votarem num certo sentido, não nos divertiria muito se encontrassem dirigentes políticos com dinheiro na cueca, não nos faria rir ter senadores a construir palácios megalómanos à conta de sobre-facturação do Estado, não encontramos piada quando os políticos favorecem familiares e usam o seu poder em benefício próprio. Ficaríamos, pelo contrário, tão furiosos, que os colocaríamos na cadeia.

Veja só – quanta falta de humor! Mas, pelo contrário, fazem-me riras sessões plenárias do senado brasileiro. Aqui em Portugal, e estou certa que em toda a Europa, tal daria um excelente programa de humor.

Que estranho não é?!

Para terminar só uma sugestão: deixe o humor para quem no Brasil o

sabe fazer com competência (e há humoristas muito bons no Brasil).

Como alternativa, não sei o que lhe sugerir, porque ainda não a vi fazer nada que verdadeiramente me indicasse talento...*

*Peço desculpa por não poder contribuir.

Mafalda Carvalho

Dra Profa Universidade de Coimbra*

(Enviado por um Amigo)

Assunto: Institutos públicos (onde se empregam os Boys)




Um grupito de Institutos que levam os dinheiros dos nossos impostos. Mas ainda falta pelo menos um. Tentem adivinhar o seu nome!



Ora tomem nota!


Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá. *


Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.


Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa - que parece ser mais sensato - os mesmos serem pura e simplesmente extintos.


Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.


Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:




ORGANISMOS DESPESA (em milhões de €)

Cinemateca Portuguesa 3,9
Instituto Português de Acreditação 4,0
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos 6,4
Administração da Região Hidrográfica do Alentejo 7,2
Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias 7,4
Instituto Português de Qualidade 7,7
Administração da Região Hidrográfica do Norte 8,6
Administração da Região Hidrográfica do Centro 9,4
Instituto Hidrográfico 10,1
Instituto do Vinho do Douro 10,3
Instituto da Vinha e do Vinho 11,5
Instituto Nacional da Administração 11,5
Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural 12,3
Instituto da Construção e do Imobiliário 12,4
Instituto da Propriedade Industrial 14,0
Instituto de Cinema e Audiovisual 16,0
Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional 18,4
Administração da Região Hidrográfica do Algarve 18,9
Fundo para as Relações Internacionais 21,0
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico 21,9
Instituto dos Museus 22,7
Administração da Região Hidrográfica do Tejo 23,4
Instituto de Medicina Legal 27,5
Instituto de Conservação da Natureza 28,2
Laboratório Nacional de Energia e Geologia 28,4
Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu 28,6
Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público 32,2
Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos 32,2
Instituto de Informática 33,1
Instituto Nacional de Aviação Civil 44,4
Instituto Camões 45,7
Agência para a Modernização Administrativa 49,4
Instituto Nacional de Recursos Biológicos 50,7
Instituto Portuário e de Transportes Marítimos 65,5
Instituto de Desporto de Portugal 79,6
Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres 89,7
Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana 328,5
Instituto do Turismo de Portugal 340,6
Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação 589,6
Instituto de Gestão Financeira 804,9
Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas 920,6
Instituto de Emprego e Formação Profissional 1.119,9
TOTAL......................... 5.018,4



- Se se reduzissem em 20% as despesas com este - e apenas estes - organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e evitava-se a subida do IVA.


- Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários.


- Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.


DIVULGUEM
QUEREM MANTER OS PRIVILÉGIOS E DEVANEIOS À CUSTA DOS MESMOS DE SEMPRE

(Enviado por um Amigo)






Brincando aos Deuses



para vender KRRR em garrafas de plástico !!!

lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo

terça-feira, 29 de março de 2011

CRISE EM PORTUGAL... (Acabou o recreio!!!!)



"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.


Acabou o recreio!

Se todos vocês reencaminharem como eu faço, ao fim do dia seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".Orçamento do Estado

Todos os ''governantes'' [a saber: os que se governam...] de Portugal falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta.

Não ouvi foi nenhum governante falar em:

. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados.

. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

. Acabar com os milhares de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego.

. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euros mês e que não servem para nada, antes acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc…

. Redução drástica das Juntas de Freguesia.

. Acabar com o pagamento de 200 € por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 € nas Juntas de Freguesia.

. Acabar com o Financiamento aos Partidos. Que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas actividades.

. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.

. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e família. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos às escolas, ir ao mercado a compras, etc. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis...

. Acabar com os "subsídios" de habitação e deslocação a deputados eleitos por circulos fora de Lisboa... que sempre residiram na Capital e nunca tiveram qualquer habitação nos circulos eleitorais a que concorreram!

. Controlar os altos quadros "colocados" na Função Pública (pagos por nós...) que quase nunca estão no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total: HÁ QUADROS QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO OS DA COISA PÚBLICA...

. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCEPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos e outros, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

. Acabar com as várias reformas, acumuladas, por pessoa, de entre o pessoal do Estado e de entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP, com os juros devidos!

. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam e recuperar essas quantias para os cofres do Estado.

. E por aí fora... Recuperaremos depressa a nossa posição, sobretudo a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado .

. Quem pode explicar porque é que o Presidente da Assembleia da República tem, ao seu dispor, dois automóveis de serviço? Deve ser um para a "pasta" e outro para a "lancheira"!...

Não podemos parar. Nós contribuintes pagamos tudo.

(Enviado por um Amigo)

Os horários dos professores



vale a pena ler REALMENTE!!

(talvez a profissão mais importante e responsável que existe)

Isto “ corre na internet “

Espero e aceito que todos os que fazem parte dos meus amigos internautas me digam de sua justiça sobre este assunto .

Eu aguardo

Eis uma boa resposta. Guarda para memória futura.

*Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os
professores.*

*Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela". *


Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,

Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras
coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que
dizem e do que falam.

O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores
também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado
anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores:
afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão,
(esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o
nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose
de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém
mais usufrui.

Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai
perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e
cinco, 9 horas são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere
como entende. As outras 26 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar
apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de
turma, de coordenação pedagógica, a resolver problemas disciplinares (e
outros do foro da psicologia, da assistência social,...), etc., etc.

Bom, centremo-nos naquelas 9 horas que estão destinadas ao trabalho que é
realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer
condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes,
correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos
individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos
imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem
5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de
professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos
com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para
sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as
suas horas de trabalho.

Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma
dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor
Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a
considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente
iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma
turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos
considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por
semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas,
como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um
total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por
período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez
testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar,
escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer
dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto
implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele
consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas,
seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão
pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os
testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só
manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um
em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10
minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final
de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o
prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e
que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41
trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um
deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados),
dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por
semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou
considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo:

84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.

Multipliquemos, agora, as 9 horas semanais que o professor tem para estes
trabalhos pelas 14 semanas do período: 9 hx14= 126 horas.

Ora 547h-126h=421 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no
período, 421 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para
o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no
Natal.

No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os
dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá
descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de
Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia
dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 421 horas a mais que o professor
trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 379
horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 379 horas!! Isto em dias de
trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 54 dias!!! O professor Simplício
tem um crédito sobre o Estado de 54 dias de trabalho. Por outras palavras, o
Estado tem um calote de 54 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve,
em média, a cada professor no final de cada período escolar.

Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso
prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia)
significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof.
Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os
professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um
professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa
altura, o amigo paga o que deve.

* Para que seja clarificada a situação, para que todos estejamos
correctamente informados , por favor, reencaminhem para todos os amigos,
conhecidos e anónimos!!!*

--
“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano”.


* Isac Newton*
(talvez a profissão mais importante e responsável que existe)

lélio m p o

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pertenço ao «grupo dos velhos»


Constantemente criticam-se as pessoas mais velhas porque não se adaptam ao mundo moderno.

Sem dúvida, reponsabilizamo-nos por tudo o que fizemos e não culpamos ninguém por isso. Não obstante, após uma serena meditação, gostaria de assinalar que, apesar de muito termos levado na trapabana, no pêlo, vivido uma revolução sexual e uma revolução militar e popular, rebelamo-nos contra certos valores, na época tradicionais, e dançamos ao som das músicas dos Beatles e dos Rolling Stones.

Não fomos nós que eliminamos a melodia da música, o talento e a engenhosidade das criações artísticas, a boa voz na hora de cantar, o orgulho pela nossa aparência exterior, a cortesia ao conduzir, o romance nas relações amorosas, o compromissso do casal, a responsabilidade da paternidade, a união da família, a aprendizagem e o gosto pela cultura, o sentimento de patriotismo, a recusa à vulgaridade e à grosseria.

Também não fomos nós que eliminamos o presépio nas escolas e cidades, o bom comportamento moral e intelectual, o refinamento da linguagem, a dedicação à literatura, a prudência nas despesas, a ambição de querer ser alguém na vida.

Tão-pouco tiramos Deus do governo, das escolas, dos hospitais e das nossas vidas. O respeito aos outros, às mulheres, às crianças e aos anciãos.

Muito menos fomos nós que eliminamos a paciência e a tolerância das nossas relações pessoais, nem as nossas interacções com os demais.

De facto, sou um velho!

Mas posso animar uma festa, mesmo que só resista pouco tempo. Abro frascos com tampas à prova de crianças, nem que tenha de usar um martelo.

Lembro-me de voltar para casa a horas decentes e de forma adequada.

E durmo como um bebé de noite, ainda que, no outro dia, o corpo demore mais um bocado a permitir que me levante.

Posso rir-me das críticas que me fazem, ainda que, às vezes não as ouça muito bem. Conto algumas anedotas, apesar de as repetir uma vez por outra.

Mas, que ninguém pense que me tenha tornado um lutador idiota, porque niso sou intransigente. Reconheço que há coisas que já não me agradam.

Nunca gostei de engarrafamentos do trãnsito, nem das multidões, da música alta, de crianças que gritam sem chorar, de cães que ladram sem motivo, e tantas outras coisas que agora me não lembro.

Mas, quero continuar a desfrutar a minha vida, a vida que Deus e meus pais me deram, respeitand os outros, esperando que os outros me respeitem.

Só as pessoas mais velhas podem compreender o quanto sabe bem enviar e receber mensagens e piadas picantes, seja pelo moderno correio electrónico, por telefone ou por bilhetinho dentro dum envelope.

E, sim, sinto saudades dos velhos tempos em que entoávamos canções de protesto e depois íamos dançar ao som dos Beatles e outros daquele tempo, com o espírito limpo de «produtos». Sou, realmente, um velho. E o pior, ou melhor, é que gosto de o ser.

POBRES ALENTEJANOS!


CONTINUAM A DAR MATÉRIA PARA ANEDOTAS.

FELIZ DIA PARA TODOS!

O Presidente dos Estados Unidos da América, Barak

Obama, ouviu tanto falar dos alentejanos, que decidiu

convidar um grupo deles para visitarem os Estados Unidos.

Mandou o seu próprio avião buscá-los ao Alentejo e

Prepararam uma grande recepção no hangar presidencial, onde passadeira e cartazes de boas-vindas.

Colocaram um grande palanque, com banda…

Ao chegar o avião, a banda começa a tocar, os coros a

cantar, abre-se a porta do avião, assoma-se a hospedeira

e,... nada, dos convidados… nada.

O presidente, descontrolado porque eles não descem,

manda o seu secretário investigar.

O secretário regressa, fala com o presidente e diz-lhe:

"Senhor, os alentejanos não querem descer porque têm medo do Well"!

O presidente não percebe nada e diz-lhe:

"Mas... quem é o Well?"

Regressa o secretário e diz ao alentejano:

- O Presidente pergunta quem é Well?

E o alentejano diz-lhe:

- Não sei! Mas ali, naquele cartaz diz:

*"WELL COME ALENTEJANOS"*

Para quê teimar?



Quando num grupo de 27 parceiros, 25 são americanistas, de nada serve sacrificar as populações nem teimar no impossível salvamento do euro.
Que vantagens recebemos da moeda única? Nenhuma.

Dirão alguns que sim senhor, que recebemos fundos estruturais que nos permitiram isto e aquilo. Respondo que os fundos estrurais são pagos pelos cidadãos através do IVA e que portanto, nada recebemos da União Europeia a não ser o que tinhamos pago através desse imposto de valor acrescentado.

Quando se falou de possíveis contrariedades, alertei po diversas formas que iriamos passar por tremendas dificuldades, pois os americanos tudo fariam para impedir os europeus de levar avante a dita união, que afinal não o é.

Os sucessivos governos gastaram mal todas as verbas, milhões de euros, que foram autorizados gastassemos em obras, na agricultura, em modernização do país. Que aconteceu?

A nossa agricultura quase desapareceu e importamos mais de 60% do que comemos, mas houve quem se apoderasse de muitos milhões em benefício próprio, dizendo ser para moderniza a agricultura, comprando máquinas que não apareceram nunca, embora houvesse facturas delas.

Na pesca, foi o desastre que se viu e sente. O peixe «fresco» que comemos, na sua maioria vem de Espanha.

As pensões de reforma dos portugueses nunca foram actualizadas, havendo quem se limite a receber cerca de 300 euros após toda uma vida d trabalho. E tudo se mentém neste estado.

Para que nos serve a União Europeia e a tal moeda única? «Tem sido a nossa desgraça», dizem muitos portugueses, e é verdade. Como é também verdade que os americanos, pelo soleno, deram já cabo da Grécia e preparam-se para dar cabo de Portugal e Espanha e Irlanda. Isto na primeira fase, porque os outros irão depois, mais devagar. Interessa começar a desmembrar.

O que custava 100 escudos passou a custar o dobro, um euro. Os salários mantiveram-se baixos e os portugueses foram perdendo poder de compra. Afundaram-se em dívidas muitos deles. Vejo com bons olhos o regresso ao escudo, essa sólida moeda que era a nossa.

CASA BEM GUARDADA

domingo, 27 de março de 2011

DEIXA QUE EU MARCO...



O FUTEBOL TEM DESTAS COISAS...
HILARIANTE...

Os proactivos e os reactivos


Pessoas reactivas são aquelas que pensam e actuam dentro de padrões de causa e efeito.

Pessoas proactivas influenciam o meio, garantem harmonia, emanam boas energias, iluminam tudo e todos à sua volta.

Nunca se sentem vítimas das circunstâncias, escolhem com sabedoria as coisas que podem influir para uma mudança significativa para muitos.

Quando um proactivo comete um erro, diz: “enganei-me”, e aprende a lição.

Quando um reactivo comete um erro, limita-se a dizer: “a culpa não foi minha”, responsabilizando terceiros.

Um proactivo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.

Um reactivo sente-se vítima perante uma adversidade.

Um proactivo sabe que o resultado das coisas depende de si. Um reactivo considera-se perseguido pelo azar.

Um proactivo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio e para os outros.

Um reactivo está sempre “muito ocupado” e não tem tempo sequer para os seus.

Um proactivo enfrenta os desafios um a um. Um reactivo contorna-os, nem se atrevendo a enfrentá-los.

Um proactivo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre-a.

Um reactivo faz promessas e, quando falha, sabe apenas justificar-se…

Um proactivo diz: “posso ser bom, mas vou ser ainda melhor”.

Um reactivo, diz: “não sou assim tão mau; há muitos piores que eu”.

Um proactivo ouve, compreende e responde.

Um reactivo não espera que chegue a sua vez de falar.

Um proactivo respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.

Um reactivo resiste a todos os que sabem mais e só se fixa nos seus defeitos.

Um proactivo sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho.

Um reactivo nunca se compromete e diz sempre: “faço o meu trabalho e é quanto basta”.

Um proactivo diz: “deve haver uma melhor forma de fazer isto…”

Um reactivo diz: “sempre fizemos assim. Não há outra maneira”.

Um proactivo é parte da solução. Um reactivo é parte do problema.

Um proactivo consegue “ver a parede na sua totalidade”.

Um reactivo fixa-se apenas “no azulejo que lhe cabe colocar”.

Um proactivo lê por exemplo esta carta, guarda-a e medita sobre ela.

Um reactivo, se a ler até ao fim, limita-se a criticá-la e a deitá-la ao lixo.

Não direi que é por esse motivo que Portugal não avança, pelo contrário.

Mas, uma coisa é certa. Há muito poucos proactivos e demasiados reactivos, sobretudo entre os governantes e políticos em geral.

BELA CHAMADA DE ATENÇÃO




DESTE MODO NENHUM CONDUTOR PODE NEGAR TER VISTO O SINAL
DE VELOCIDADE LIMITADA A 50 KM /HORA….

sábado, 26 de março de 2011

Se Parlamento parar 2 meses, deputados continuam a receber


Se Cavaco Silva decidir convocar eleições antecipadas, a Assembleia da República entra numa espécie de gestão. A maioria dos deputados terá pouco ou nada que fazer, mas continua a receber até novo Parlamento entrar em funções.

A queda do Governo vai mexer com o funcionamento de diversas instituições, entre elas a Assembleia da República. Se Cavaco Silva decidir convocar eleições e dissolver o Parlamento, na prática, a maioria dos deputados, estarão parados, já que o Parlamento entra em gestão e apenas funciona a Comissão Permanente. Mas não ficam sem salário.



«É-se deputado até à tomada de posse de novos deputados. Por isso, continuam a receber o salário normalmente. Um pouco como acontece com os membros de Governo, que estão em gestão, mas são Governo até à tomada de posse de um novo», explicou o deputado Duarte Pacheco, secretário da mesa da Assembleia, em declarações ao tvi24.pt.



Duarte Pacheco reforça que os deputados estarão, até tomada de posse, numa espécie de prevenção. Porque, recorda, «a Comissão Permanente pode convocar o Plenário a qualquer momento». Mas se as eleições se realizarem entre o fim de Maio e o princípio de Junho, podem passar mais de dois meses até haver novo Parlamento.



Por enquanto e até o Presidente da República tomar uma decisão, o Parlamento continua a funcionar. A prova disso foi a aprovação, esta sexta-feira da revogação da avaliação de desempenho de professores.



Quarto partidos da Oposição uniram-se e redigiram um texto de substituição aos projectos de lei apresentados pelo PSD e pelo PCP, com uma versão final, que acabou por ser aprovada já na generalidade, especialidade e votação final global. O deputado do PCP Bernardino Soares apresentou um requerimento oral a pedir a dispensa de redacção final e a redução para um dia a apresentação de reclamação sobre a redacção do texto e o requerimento foi aprovado. Isto significa que o texto em causa deverá mesmo ser a redacção final e já não baixa à discussão na especialidade na Comissão Parlamentar de Educação. Os partidos evitam assim a possibilidade de o Parlamento ser dissolvido e esta decisão ser anulada.



Cenários possíveis



O deputado Duarte Pacheco explicou que, daqui para a frente, o funcionamento do Parlamento depende do cenário pelo qual se decidir o Presidente da República: convocar eleições e dissolver a Assembleia ou nomear um Governo. Se Cavaco Silva nomear um Governo, pouco muda.



Mas, se Cavaco Silva se decidir, como lhe estão a pedir os partidos políticos com quem se reuniu esta sexta-feira, pela convocação de eleições, o Parlamento, tal como o Governo, entra em gestão. «No dia em que o Presidente assinar o decreto de dissolução do Parlamento, a Assembleia da República perde os poderes. O plenário deixa de funcionar, as comissões permanentes deixam de funcionar e as comissões de inquérito deixam de funcionar», explica o deputado.



Com isto, também «todas as iniciativas caducam». «Só não morrem as petições apresentadas ao Parlamento pelos cidadãos é que transitam para a legislatura seguinte. Assim como as resoluções apresentadas pelas assembleias regionais. O Governo foi dissolvido, mas as assembleias regionais não e os cidadãos são os mesmos», acrescentou.



Só a Comissão Permanente continua em funcionamento. «Ela visa a substituição do plenário, quando este não pode reunir. Isto significa que o Governo, mesmo em gestão, nunca fica sem fiscalização», explicou ainda Duarte Pacheco.



Mais uma Comissão de Camarate interrompida



A nona Comissão de Inquérito ao caso Camarate é a única comissão de inquérito actualmente em funcionamento. No caso de Cavaco Silva dissolver o Parlamento, também ela será dissolvida. O deputado do CDS-PP Ribeiro e Castro, relator da Comissão, recordou que não é a primeira vez que tal acontece em relação ao caso Camarate. «Já aconteceu, por exemplo, cm a segunda e com a sétima comissões», sublinhou.



«Se houver dissolução, tenciono apresentar relatório. Isso depende também dos meus colegas de comissão, mas eu tenciono apresentar relatório», disse.

(TVI24 – Diário.iol)

PS: Que beleza de democracia a nossa. Não é?

sexta-feira, 25 de março de 2011

O que eles dizem de nós…



Se o dizem, pensam-no!

Durante a campanha presidencial é-nos insinuado por “democratas” aliados a “Demo” cratas que sustentaram e serviram abnegadamente a ditadura, que ceifou vidas e sonhos de gerações inteiras de portugueses, uma degenerada (i) lógica insana de que seria uma ameaça para a democracia a eleição de exactamente alguém que colocou a sua vida em grande risco para a trazer para Portugal.

A isso se chama subversão mitológica pela desconstrução da lógica.

Continuam a fazê-lo agora, encobertos por uma difusa névoa que “discute” o mito socialista.

Muito feio…

Bonito, foi quando se começou a usar, em cartazes, páginas da Internet e camisas vestidas, em vez da bonita fotografia preparada para a campanha, exactamente a fotografia da ficha espúria, contrastando com a promessa pátria de que “verás que um filho teu não foge à luta!”

Ainda durante a campanha, nenhuma menção ao evidente, gritante, retumbante, incandescente rasto brilhante (tal cometa) de competência deixado pela candidatura, durante toda a sua carreira.

«Devemos criar de novo o Ministério do Mar”, após ter sido o causador do abate de mais de 80% dos barcos de pesca”, que eram o ganha-pão de milhares de portugueses, em obediência cega aos ditames de Bruxelas.

Quanta lata e promiscuidade e um pouco de perversão se nos oferece debaixo de semelhantes palavras…

Que oferece, finalmente, a Portugal, um exemplo único de meritocracia na política, ao tornar-se o primeiro técnico a chegar ao máximo da República pela simples e sucessiva promoção dum cargo para outro superior?

E o seu cargo era tão somente o de primeiro-ministro dum governo que pariu leis aberrantes e negou a palavra ao povo. Mesmo assim, preferiu sofismar – “demo” crata – e destruir para reconstruir depois um tosco mito de que o Excelentíssimo Senhor Melhor Presidente da República havia sido escolhido do nada, por súbito impulso ou falta de opção.

E teve ainda a infeliz infelicidade de se presentear com o impensado “apelido” de poste, marco…

Como sabe pouco, tão pouco de humor este soberbo soberano português…

E menos ainda de energia, aliás, especialidade especialíssima dele, o “poste”. Talvez por isso Portugal viva um verdadeiro apagão, porque bem sabem que aos postes é dado o poder de iluminar.

O nobre lusitano, ícone global da economia, meteu água. Já o sabem, como sabem também – e com que ênfase - o quanto é motivo de honra, admiração e orgulho para qualquer povo, e qualquer ser humano, uma pessoa que foi incapaz de, no melhor da sua juventude, arriscar a vida na luta contra a repressão, pela libertação do seu país, enquanto se entretinham a mandá-los para as masmorras da Pide e para o degredo sem qualquer julgamento.

Mito com a história por lastro, créditos e credenciais à frente, e o sacrrossanto e imaculado direito a novas opções, confirmações ou correcções divergentes da sua própria trajactória…

Mitos com pessoas acima do mito!

Pelo povo português, por Portugal e pelo que Portugal e nós, seu povo, podemos ainda oferecer ao mundo, quem dera que um dia (já muito próximo) as boas falas sobre nós ecoem por aqui…

Obrigado, Caríssimo amigo…

Assim pensa Mia Couto



Um dia, isto tinha de acontecer.

Geração à Rasca - A Nossa Culpa

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência.

E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não".

É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Mia Couto.
(lélio m p o)