domingo, 20 de março de 2011

P O R T U G A L




Manifestation à Lisbonne contre l'austérité sur fond de crise politique

Plusieurs milliers de salariés des secteurs publics et privés de différentes régions du Portugal ont manifesté samedi à Lisbonne contre les mesures d'austérité dans un contexte de crise politique après l'annonce d'un nouveau plan de rigueur du gouvernement.

"Salaire gelés, avenir condamné", "Le pays ne s'en sort pas avec des politiques de droite", "A chaque jour qui passe, le gouvernement ne sème que malheur", scandaient les manifestants qui se sont rassemblés dans le centre de Lisbonne à l'appel de la CGTP, la principale confédération des travailleurs portugais, proche du Parti communiste.

"Précarité ce n'est pas l'avenir" et "Basta! Les travailleurs en ont marre de payer la crise", pouvait-on lire sur des autocollants arborés par certains manifestants, tandis que d'autres brandissaient des pancartes colorées proclamant: "Nous luttons parce que nous avons raison!" ou encore "non à la précarité".

La CGTP n'a pas communiqué d'estimation sur le nombre de participants se contentant de souligner qu'il y avait "des milliers et des milliers de personnes". Quant à la police, refusant d'arbitrer entre les syndicats et le gouvernement lors de mouvements sociaux, elle ne communique aucun chiffre.

"On a le sentiment que ces politiques sont toujours contre les mêmes. Nous voulons simplement plus de justice sociale", dit Cristina Azevedo, une jeune mère de famille qui défilait dans le cortège.

"Baisse des salaires, baisse du pouvoir d'achat, gel des carrières ... les raisons d'être inquiets ne manquent pas", fait valoir de son côté Miguel Monteiro, un fonctionnaire du nord du Portugal.

Outre les travailleurs, de nombreux retraités ont également participé au défilé.
"Je suis ici pour soutenir cette génération aux abois", lance Idalina Raposo, une retraité du sud du pays, empoignant une statuette de la vierge d'un côté et une bougie de l'autre, afin, dit-elle, de prier pour que "ce gouvernement s'en aille".

Cette manifestation, la deuxième en une semaine, témoigne de la grogne sociale grandissante face aux mesures de rigueur qui se multiplient. Samedi dernier déjà, des dizaines de milliers de personnes, mobilisés via Facebook, avaient protesté dans une dizaine de villes contre la précarité.

Outre le programme de rigueur déjà en vigueur, cumulant hausses d'impôts et baisse des salaires de la fonction publique, le gouvernement a annoncé la semaine dernière un renforcement des mesures d'austérité pour garantir la réduction de ses déficits, comprenant notamment une taxation des retraites, une baisse des dépenses de santé et de certaines prestations sociales.
Mais, le refus annoncé par l'opposition d'entériner ce nouveau paquet de mesures a provoqué une crise politique, le Premier ministre José Socrates ayant menacé de démissionner en cas de rejet de son programme. Cet impasse politique pourrait déboucher sur des élections anticipées.

Selon des informations non confirmées des médias portugais, le nouveau programme d'austérité pourrait être débattu mercredi au Parlement.

"Le nouveau programme d'austérité représente indubitablement une déclaration de guerre contre les travailleurs, les retraités et les jeunes", a déclaré Manuel Carvalho da Silva, secrétaire général de la CGTP, qui s'adressait à la foule de mécontents.

"Le grand drame de cette crise, c'est que les politiques du gouvernement et celles du PSD (opposition), qui est impatient d'arriver au pouvoir, sont exactement les mêmes", a-t-il martelé avant d'appeler à une nouvelle journée de mobilisation le 1er avril prochain.


http://economico.sapo.pt

EC IV
Leia a carta do compromisso assumido por Sócrates com Bruxelas


São doze páginas que mostram o compromisso que Sócrates assumiu com Bruxelas e com o BCE.

O Governo enviou às autoridades europeias um documento de 12 páginas onde Sócrates se compromete com a aplicação das novas medidas de austeridade, anunciadas em Portugal pela primeira vez a 11 de Março.

No documento, que está disponibilizado no próprio ‘site' do Governo, surgem por diversas vezes as palavras ‘committed' e ‘full commitment', que ilustram bem o grau de compromisso assumido por Portugal perante as autoridades europeias.

O PSD, pela voz de Miguel Relvas, disse ao Expresso que "se for verdade o compromisso escrito, o primeiro-ministro enganou o País e os parceiros europeus".

Já o gabinete do primeiro-ministro desvaloriza o valor do "compromisso" que diz serem "cartas pró-forma" e "formalidades normais". Ou seja, na prática, o Governo mantém que continua disponível para negociar com a oposição, apesar dos compromissos assumidos em Bruxelas e em Frankfurt.

O semanário diz que o pacote das novas medidas de austeridade foi formalmente comunicado, por escrito, ao BCE e à Comissão Europeia no dia 10 de Março, acompanhado por uma carta dirigida a Jean-Claude Trichet e a Durão Barroso.


Veja em detalhe o que Sócrates prometeu a Bruxelas

Salário mínimo em risco e menos 100 milhões para a saúde. Documento foi enviado para Bruxelas antes de ser conhecido em Lisboa.


Comprometeu-se por escrito, enviou cartas a Jean-Claude Trichet e a Durão Barroso, acompanhado por um documento onde detalha as medidas do PEC 4. José Sócrates, segundo o «Expresso», avisou o BCE e a Comissão Europeia na véspera da conferência de imprensa de Teixeira dos Santos que revelou mais medidas de austeridade para o país. Entretanto a Comissão Europeia negou ter sido avisada na véspera, garantindo que apenas recebeu a carta de José Sócrates na sexta-feira.

Um documento que é mais específico, atribui valores a alguns dos cortes anunciados, nomeadamente na Saúde, e deixa claro que a actualização do salário mínimo até aos 500 euros está em risco.

Mas de uma semana depois de o país ter sido confrontado com novas medidas de austeridade, este documento, publicado em inglês, sublinha que o programa é um «compromisso» com o BCE e a Comissão Europeia e que o aumento do salário mínimo irá depender da situação económica, contrariando o que foi decidido em concertação social.

No PEC, enviado a Bruxelas, que só hoje ficou conhecido, através do jornal «Expresso», apesar de estar publicado há uma semana no portal oficial do Governo, lê-se ainda que o Executivo quer flexibilizar os horários de trabalho de acordo com a produção e melhorar os processos administrativos em caso de despedimento.

Na saúde, o Governo garante que irá cortar, este ano, mais de 100 milhões de euros e no sector empresarial do Estado 150 milhões.

Os institutos públicos também não escapam e levam um corte de outros 100 milhões de euros.

No documento detalhado, enviado a Bruxelas, na véspera de ter sido comunicado ao país, fica ainda explícito que escolas e outras obras públicas perdem prioridade, perante a crise da dívida soberana.

Nas cartas que acompanham o documento, Sócrates compromete-se a adoptar as medidas e uma fonte próxima da Comissão Europeia disse mesmo ao «Expresso» que sem este PEC mais austero Portugal não teria tido a «bênção» da Europa.

De quem o Governo não tem a «bênção» é do PSD, que esta manhã, e reagindo à manchete do semanário pela boca da vice-presidente Paula Teixeira da Cruz, garantiu que o partido «irá votar contra o PEC».

Pouco depois, foi a vez de o PS negar que tenha assumido qualquer compromisso com Bruxelas e acusar o PSD de recorrer ao insulto ao chamar mentiroso ao primeiro-ministro. É o sinal mais evidente da crise política que se instalou no país, e que terá o seu desfecho na próxima quarta-feira, no Parlamento.

PS: A última parte foi retirada da «Agência Financeira» Diario. iol.pt...

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