
A abordagem sobre a excrescência neoliberal da terceirização do emprego ainda não arrefeceu entre nós e eis que já se condena essa anomalia no ecrã televisivo, sob o título «Comunicação ao País».
A terceirização da Administração Pública e o cruzamento de favores, está a resultar num amplo «empreguismo».
A terceirização, por não exigir concurso público para a contratação de empregados, é, na verdade, a larga porta para o nepotismo. É por essas portas que saem os poderosos ramos da árvore do apadrinhamento e a consequente burla à proibição do empreguismo, acomapnhada pelas concessões dos benefícios para familiares e amigos de agentes públicos das três esferas do poder: legislativo, executivo e judiciário.
Sobre a Alemanha, escreveu François Mauriac, próximo do General De Gaulle, exprimindo oficiosamente o seu pensamento: “Gosto muito da Alemanha, que prefiro haja duas”. Os aliados partilham a segunte visão: desde 1945 eles vêm a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação.
As três primeiras – americana, britânica, fundida em bizona em 1946, depois em trizona com a francesa em 1948 – formam, a 23 de Maio 1949, a República Federal, que instala a sua capital na pequena cidade de Bona.
Quatro meses mais tarde, a 7 de Outubro, a zona Soviética transforma-se em República Democrática, cujas autoridades se fixam em Berlim Leste.
Passam 40 anos repletos de crises – após o bloqueio de Berlim, em 1948, virá em 1961 a construção do Muro – que ameaçará a paz no mundo, antes que essa decoração de teatro, inseparável do confronto entre os vencedores do nazismo se afunde e que a nação alemã se encarne de novo num só Estado unificado.
A acreditar em Helmut Kohl, a unificação iria transformar a Alemanha num país paraíso. É verdade, a mão/posta dos grandes grupos do Ocidente sobre o aparelho produtivo, a mão-de-obra e o mercado de Leste, estimularam um tempo de economia…
Mas, como o sabem bem os desportistas, o efeito da dopagem não é eterno. Os grandes patrões e o pessoal político ao seu serviço – de Kohl e Merkel, via a exportação, as privatizações, a descida de impostos para os ricos e as ajudas sociais para os pobres, etc…
O relevo de 2,3% da previsão de crescimento para 2011 não poderia mascará-lo: após a criação do euro, a Alemanha teve o mais fraco crescimento da zona euro, criou menos empregos que a França e conhece uma explosão de desigualdades. Deste balanço, a coligação de direita deveria pagar a factura eleitoral, como os rubro/verdes em 2009.
Entretanto, Portugal obedece cegamente às directrizes de Berlim e Bruxelas limita-se a assistir ao espectáculo dum povo que sofre as inclemências originadas pelas más governações (governanças), que têm conduzido o país e seu povo á miséria decadente.
Muito há a mudar neste jardim á beira-mar plantado e numa europa anti-social e selvaticamente capitalista.
(Dum Amigo)
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