Cavaco Silva:
“Não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados estão a fazer”
09.11.2010 - 18:31 Por Cristina Ferreira, com Lusa
A saída do 4.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC – Associação Empresarial para a inovação, o Presidente da República e já recandidato ao cargo também se recusou a dizer se os mercados estão ou não a exagerar, afirmando: “Não entro nessa batota [criticar os mercados]. Acho mesmo que é uma retórica negativa para Portugal.”
"A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego, nós devemos fazer o trabalho que nos compete por forma a reduzir a nossa dependência do financiamento externo sempre com uma grande preocupação de distribuir com justiça os sacrifícios que são pedidos aos portugueses."
Sobre o facto do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter admitido que poderia ser necessário recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) caso os juros da dívida portuguesa atingissem os sete por cento, Cavaco Silva disse: "Espero que não seja necessário é só o que eu posso dizer."
Já na intervenção que fez no 4º Encontro da Rede PME Inovação COTEC, o Presidente da República reconheceu que Portugal se encontra num “contexto de urgência”, considerando que em tal cenário é “exigível” aos poderes públicos “a mais alta prioridade” à desburocratização da vida das empresas exportadoras. “A competitividade das nossas empresas não pode deixar de ser um desígnio nacional”, defendeu Cavaco Silva.
Por isso, sublinhou, “num contexto de urgência como aquele em que Portugal se encontra é exigível aos poderes públicos alta prioridade nos esforços para desburocratizar a vida das empresas exportadoras e reduzir, tanto quanto possível, os seus custos de contexto”.
Falando perante mais de uma centena de empresários, Cavaco Silva enfatizou igualmente a necessidade do Estado reconhecer o “esforço” das empresas, em particular através de “políticas fiscais que funcionem como incentivo aos ganhos de competitividade”.
Na intervenção, Cavaco Silva aproveitou também para voltar a deixar uma nota de optimismo, realçando que “nenhuma recessão é permanente” e insistindo na tónica das exportações.
“Os empresários devem olhar com acrescida atenção para um leque alargado de países, mercados e soluções de negócio e não ficar confinados aos espaços a que estavam habituados”, enfatizou.
http://www.publico.pt/Economia/cavaco-silva-nao-vale-a-pena-perder-tempo-com-aquilo-que-os-mercados-estao-a-fazer_1465169
lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo
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