sábado, 9 de abril de 2011

O caso «Odisseia»



Ao qual chamaram «Operação», onde nada há de humanitário, pois são actos de guerra. Guerra suja pela energia, petróleo e gás. A França, que depois de Fuskushima já não tem futuro nuclear, precisa de gás e de petróleo.

Pelo menos desde o massacre de Ustica (conflito entre a França e a Itália pelo conteúdo dos recursos energéticos no Norte de África. Segundo Priore e Fasanella – autores do livro “Intrigo Internazionale – esse seria o pano de fundo do massacre de Ustica).

Um avião italiano que explodiu, em circunstâncias jamais esclarecidas, sobre a cidade de ustica, em 27 de junho de 1980. Suspeita-se que tenha sido abatido por um caça francês. Em 2008, a Itália reabriu as investigações sobre o caso TG2 Punto di Vista – 17/5/2010.

França e Itália lutam pelo controlo do petróleo da Líbia, quando os céus da Itália se tornaram teatro da guerra com a França, aviões italianos e Kadhafi, que estava presente e escapou por um fio. Kadhafi foi apoiado pelos italianos nos anos 70, e por eles foi também armado. Parte do exército da Líbia foi treinado em Itália, em troca de relações privilegiadas para a venda de gás e petróleo.

Essa é a guerra que os europeus não desejam. Do modo que os italianos foram informados, não passaria de notícia de rodapé nos noticiários, como um jogo de futebol.

China e Rússia são contra os ataques. A Alemanha absteve-se no CS da ONU e a União Africana rejeitou “qualquer tipo de intervenção estrangeira na Líbia, seja de que tipo for”. O presidente da Mauritânia, Abdel Aziz, disse bem claramente: «É uma crise gravíssima que se abate sobre um país irmão e que exige uma solução africana». O presidente Aziz dise também que “nenhum representante da União Africana participou no encontro internacional sobre a Líbia, em Paris”.

O CS ONU aprovou “uma zona aérea de exclusão”. Não aprovou bombardeamentos que reduzissem a Líbia a ruínas. Centenas de mísseis disparados pelos Estados Unidos e britânicos contra “alvos”, numa operação baptizada de «Alvorada da Odisseia».

Linguagem de videograma. Não é alvorada. É o caso. O caso “Odisseia”.

Há hoje mais civis mortos pelas mãos de Obama, Cameron e Sarkozy ou em Benghazi, que mortos pelas mãos de Kadhafi.

Talvez os líbios mortos por mãos líbias valham, cada morte, duas internacionais (…) Porquê os partidos políticos não estão nas ruas, brandindo a Constituição contra a guerra?

Está, o Ocidente, a bombardear uma nação muçulmana africana. Nenhuma nação, nem muçulmana nem africana participa do ataque “internacional” das potências ocidentais, ao lado dos “Cruzados”, como lhes chama Kadhafi.

A Arábia Saudita invadiu o Barhein, agitado por manifestações populares contra a ditadura. Quando começará o ataque dos “cruzados” contra as ditaduras Xeiques?

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