

Procura-se voltar ao século XIX e promover uma nova repartição colonial do mundo…. Querem regressar ao estatuto colonial escancarado…!
Quem domina o sistema de governo dos Estados Unidos é o complexo industrial militar, com mandato do Pentâgono e Wall Street. Este movimento pela pré-colonização por parte das antigas metrópoles, desenvolve-se com a globalização, a fim de manter o nível de conforto e consumo dos países centrais, sendo necessário usar todos os recursos naturais e humanos dos países periféricos.
Também existem, em países de dimensões continentais, riquíssimas reservas minerais, biológicas, aquíferas e imensas extensões de solos férteis para suprir as necessidades da continuada riqueza e elevado padrão de vida das elites do Primeiro Mundo.
Para isso se tornar realidade, não faltam os sócios menores, os subempreiteiros do colonialismo, como os portugueses, espanhóis e italianos.
A Europa e os Estados Unidos procuram voltar ao século XIX e fazer uma nova redistribuição colonial do mundo.
Na realidade, não houve a independência efectiva das antigas colónias. Mediante os artifícios do comércio internacional, e sobretudo da circulação de capitais, a dependência económica e política dos países periféricos permanece. Nos últimos vinte anos, com a globalização neoliberal, o domínio dos países centrais tornou-se ainda maior.
Razão tinha Disraeli, o controverso estadista britânico, ao dizer que as colónias não deixam de o ser pelo simples facto de se declararem independentes. Esse domínio indirecto, por si só, não lhes basta. Ao perceberem os sinais de insurreição geral dos povos contra a opressão dos seus propósitos, tomam a iniciativa da repressão preventiva.
Eisenhower denunciou e previu que, quem domina o sistema é o complexo industrial militar, hoje liderado pela Wall Street e Pentâgono.
O movimento pela recolonização desenvolve-se com a globalização e obedece ao discurso hipócrita de que, fora dos padrões católicos e protestantes da civilização ocidental, todos os povos são bárbaros e incapazes de se auto-governar. A realidade é bem outra. A fim de manter o nível de vida e consumo dos chamados países ricos, é necessário usar todos os recursos naturais e humanos.
O espaço de saque asiático, no entanto, estreita-se com o aumento da população e de consumo, conforme os padrões ocidentais – e o crescimento da China.
Os neocolonialistas tentam aproveitar-se duma rebelião sem ideias, embora justa, contra a corrupção e a ditadura nos países árabes. O seu êxito, todavia, não é certo. O que o é, é que para poderem obter o que pretendem, os povos dos países europeus visam uma crise constante – como em Portugal – sem que se vislumbre uma réstia de esperança no futuro próximo.
(Enviado por um Amigo)
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