terça-feira, 19 de abril de 2011

Contra todos os fundamentalismos


Sou contra todo e qualquer tipo de preconceito, discriminação ou racismo, qualquer intolerância dentro do razoável. Se somos contrários ao fundamentalismo islâmico exacerbado, por justiça e igualdade, devemos sê-lo também contra o catolicismo, que forma padres pedófilos, sofredores, sem poderem formar família conjugal; temos de ser contra o judaísmo feroz que ataca osn palestinianos e qualquer que ouse enfrentar os dados do holocausto e do próprio comportamento enviezado de alguns judeus.

O fundamentalismo espírita africano, que dá asas à mercadologia e ao homossexualismo, e contra o fundamentalismo evangálico pentecostal, que está a dividir alguns países antes muito tolerantes com tudo e todos.

O mundo está bem próximo duma “guerra santa” entre os “crentes” e demais religiosos.

Sou apenas contra os radicalismos, não as práticas tradicionais doutrinárias, todas elas boas para os seus adeptos.

O que pretendo é chamar a atenção sobre o que se passa no mundo, logo em Portugal também, que só trata de fundamentalistas os islâmicos que ameaçam todas as fronteiras.

Ameaças pífias, que nem sequer arranham uma unha da real ameaça que os senhores do grande império ocidental estão a fazer com os países mais pobres.

Hoje, a OEA, capitaneada pelos EUA, a todo o custo, pretendem manter a hegemonia do mundo, que se sente ameaçada pela China e pela Rússia.

Os cabeças da OEA alegam estar a atender a acções impetradas por diversas entidades civis e religiosas do próprio organismo, pessoas que “tratam as pessoas pobres, doentes, deficientes…. Que só não morrem à míngua porque têm quem as defenda tenazmente e as ajudam contra ventos e marés.

Um diplomata foi bem claro: «Para implantar a não punição a quem difame religiões, precisamos de usar todos os meios e recursos, a começar pela propagação, podendo contar com o apoio de empresas jornalísticas.» “O alvo dos Estados Unidos é a religião islâmica, essa que agora chega quer via Internet quer via Televisão.”

Torna-se cruel essa encenação, mais uma, dos EUA contra quem quer que seja e nem mesmo nós escapamos, podendo levar-nos a uma nova ditadura além da económica, apesar de não terem desaparecido ainda as marcas profundas da que se viveu para além dos anos trinta, até aos setenta.

Se o fazem com outros povos, porque não fazê-lo connosco, que parecemos ter um olho apenas e que olha apenas para um lado?

Não caio nessa. E se os islâmicos passarem dos limites, que sejamos nós a enquadrá-los, embora esteja provado pela História que, quem passou os limites foram os EUA.

(Enviado por um Amigo)

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