
«A inércia dos trabalhadores em defender as suas prioridades e necessidades, como direitos, dá origem a um vazio que, certamente, será ocupado pelo grande capital, muito interessado na diminuição da sua carga tributária.»
Torna-se, pois, claro como água, e evidente que, quem não luta pelos seus direitos, acabará por os perder, como tem vindo a acontecer em Portugal nos últimos tempos.
É amplamente divulgado que, os estrondosos, formidáveis e copiosos lucros bancários e redução dos impostos, faz com que acumulem cada vez mais enquanto se corta nos salários dos trabalhadores, nos subsídios aos mais pobres, nas comparticipações dos medicamentos e outros abonos, como para frequência do ensino superior.
Entretanto, vai-se hipotecando o país e já meus netos devem o que não gastaram nem contribuiram para que fosse gasto.
Ao longo de 2008 foram dados montantes de recursos a empresas que se entretiveram a despedir pessoal e que já se candidataram aos benefícios duma diminuição de 30% da contribuição patronal.
Durante a discussão, na Assembleia da República do dia 10 de Fevereiro, foi anunciada a apresentação duma moção de censura, a apresentar pelo Bloco de Esquerda no dia 10 de Março, altura em que o presidente (re)tomava posse.
Não sei, ninguém sabe hoje se, naquela altura, a tal moção será votada e se o governo cairá. Mas sei, sabemos que é preciso alertar os trabalhadores em geral e os reformados e pensionistas que, se continuam no actual comodismo, na preguiça mental, nesta repugnância aos movimentos reivindicativos dos direitos de todos, na resistência em particpar.., enfim… pretendo dizer ser necessário mexer-se e apoiar as forças políticas progressistas – todos nós vamos acabar por ganhar cada cada vez menos – menos que um salário mínimo quando da aposentação.
Os empresários já se articularam para gastarem menos, e nós mantemo-nos parados ou, então, a aguardar que uma minoria tome a frente do “combate”.
O presidente do governo da Madeira alertou para a necessidade de apoiar, com o voto sim, toda a moção de censura apresentada na AR.
O BE, talvez pensando nisso, ameaçou apresentar uma em Março, após o presidente ser reempossado. Será que os deputados dos partidos de direita votarão favoravelmente a moção do BE? Permitam-me duvidar. O PCP havia recebido uma resposta ambígua do BE quanto à hipótese de voltar a apresentar uma moção de censura dias antes do anúncio agora feito, pelo mesmo que dias antes tinha dúvidas… Significativo..?!
É preciso, urgente mesmo, mudar o país, mudar as políticas do país. Toda a mudança é salutar e a que se possa prever não será excepção, desde que chegue o momento em que Sócrates deva reformar-se do cargo de primeiro-ministro, para bem dos portugueses mais desfavorecidos. Mas é isso que deve acontecer e não o contrário.
Entretanto, aguardemos sem qualquer ansiedade. Pelo dia 5 de Junho, sabendo que para pior não podemos ir.
Estou muito à vontade para criticar um governo que consegue ultrapassar o antigo ditador na opressão consignada ao povo português.
(Enviado por um Amigo)
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