
Diz-me um amigo que no próximo dia 1 de Maio, de forma concertada, as Grandes Superfícies Comerciais Distribuidoras de produtos alimentares, Continente, Jumbo e Pingo Doce pretendem abrir as portas e impedir que os seus trabalhadores gozem e comemorem o Dia Mundial do Trabalhador.
Coisa inédita no mundo e em Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Torna-se incompreensível que a coisa não tenha sido divulgada pelos órgãos de informação social e não tenha ainda sido comentada pelos partidos políticos e até pelos sindicatos.
Passados os 37 anos da Revolução de Abril de 1974 e graças a políticas que fazem cair os direitos fundamentais do povo português, eis que regressam em força aqueles que antes colaboravam com a ditadura.
Existe uma forte semelhança no modo como tudo está a ser feito e dito aos trabalhadores que recusam obedecer a semelhante ditame, pois são ameaçados com a marcação de FALTA INJUSTIFICADA e respectivo processo se recusarem trabalhar nesse dia.
Trata-se de mais um atropelo aos direitos dos cidadãos que ali prestam serviço, que não posso, podemos deixar em claro, devendo ser denunciado, para que seja reposta a liberdade ora ameaçada.
Quando as coisas se “cozinham” em profundo silêncio é porque não respeitam a legalidade e temos o dever de as denunciar publicamente, tentando que não aconteçam e sobretudo se acabem as ameaças aos trabalhadores, sobretudo precedidas de ilegalidades, como é o caso.
Torna-se incompreensível o silêncio das entidades reguladoras do trabalho, como também por parte dos sindicatos e sobretudo do governo – Ministério do Trabalho.
É aberrante o que pretendem fazer pois em nenhum outro país europeu vão tão longe como em Portugal nos atropelos às leis vigentes e até à Constituição em vigor.
A minha solidariedade com todos os trabalhadores dessas Empresas Distribuidoras de Produtos Alimentares
ou outros e que os empresários tentem ganhar um pouco de juízo e saibam respeitar os seus direitos.
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