
Dizem-nos que devemos manter e aumentar – se possível – o patriotismo, que é preciso amar Portugal com todas as suas mazelas, que é necessário lutar por uma sociedade melhor – coisa possível – ou deixá-lo e ir tentar a sorte noutro país.
Depois, quando a casa cai, como se nada fosse – vem um terramoto, um tsunami, desemprego em massa, a polícia a meter na cadeia sem qualquer direito e os juízes a libertar… e, então, toca a implorar a ajuda do governo português, ir à imprensa alardear que se é português, que se quer ser repatriado…
E se ficar aqui nesse barco, tem de se ajudar a tapar os furos – tantos que são – não fingir que se anda à boleia, que nada se tem a ver com os buracos – como faz a maioria dos causadores dos ditos.
Portugal é resultado da soma que fazemos, que nossos pais, avós, tios, primos, antepassados e ancestrais fizeram e que os nossos descendentes irão fazer.
Portugal não é um ente sobrenatural acima de todos. Portugal somos nós! Nós, exclusivamente, nós, que determinamos o que o solo em que vivemos é e será.
Resultado das nossas escolhas, de que fazemos ou do que deixamos de fazer… e vamos isentar os passarinhos que nos depositam em cima da cabeça – quando instalados num ramo de árvore ou fio eléctrico ou mesmo em voo – o resultado do esvaziar das suas tripas…
Infelizmente, temos muitos passarocos que falam e nem são gagos.
Reparei, ontem, numa notícia muito engraçada, vinda a lume pela tarde, quando um desses pássaros – que sempre se afirmou completa e totalmente livre de qualquer ligação partidária – será candidato por um partido às legislativas de 5 de junho! »Boa te vai, Mariana!»… e disse cá para os meus botões: “Se Cuba me aceitar, deixo tudo e vou para lá viver com a minha aposentação, deliciar-me com a salsa e os mojitos”…
Ouvi, com grande admiração – de espanto – como, subitamente se pode perder toda a “bela intenção de mobilizar a cidadania na total independência – para se colar ao lado daquele que parece o mais forte.
E, minhas senhoras e senhores, é por isso que o país Portugal estagna; porque há muitos que precisam dum tacho ou dumas boas tetas de vaca leiteira onde mamar…
Portugal não avança porque lho não permitem. Ah, já agora, que está aí o FMI, que se debruce sobre todos os tachos e panelas ou caldeirões que fazem belas comezainas para todos os papões da vasta praça nacional.
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