segunda-feira, 11 de março de 2013

«CRENÇA EM FORÇAS DOMINADORAS»

As estrelas e os planetas influenciam a vida humana?

A astrologia é o estudo das posições e movimentos do Sol, da Lua, das estrelas e dos planetas e da sua influência na personalidade e na vida das pessoas.

A astrologia iniciou-se na Babilónia há cerca de 4 mil anos, e os seus seguidores ainda hoje se contam pelas dezenas de milhões. No Mundo inteiro, talvez haja mais astrólogos que cientistas.

Os modernos paladinos da astrologia tentam ligar as antigas conjecturas com as descobertas científicas mais recentes. Afirmam, por exemplo, que as variações no campo magnético da terra provocadas pelas diferentes combinações dos planetas influenciam os circuítos neuronais no cérebro dos embriões humanos. Mas os físicos contrapõem que uma mulher grávida, na sua casa, está sujeita às forças magnéticas – muito mais poderosas e, mesmo assim, inofensivas – do frigorífico e da televisão.

No entanto, certos acontecimentos no espaço afectam realmente a Terra.

A força gravitacional da Lua influencia as marés, os meteoritos caem por vezes na Terra, apesar de a ciência ter demorado a aceitar a sua origem extraterrestre.

Uma vez que estas ocorrências aparentemente fantásticas se revelaram verdadeiras, os que acreditam na astrologia (incluindo alguns cientistas) insistem que não é razoável rejeitar a ideia da influência dos astros na mente.

Mas a maioria dos cientistas argumenta que, mesmo que os planetas pudessem influenciar os terrestres, os antigos mapas utilizados pelos astrólogos seriam irrelevantes.

As posições dos planetas, vistos da Terra, mudaram desde que os mapas foram traçados e descobriram-se mais três planetas: Urano em 1781, Neptuno em 1846 e Plutão em 1930.

Com rigor os signos astrológicos predizem a personalidade?

Certos investigadores procederam a estudos para descobrir se as características da personalidade correspondiam realmente às tradicionalmente atribuídas às pessoas nascidas sob os respectivos signos astrológicos.

Michel Gauquelin, estatístico e psicólogo francês, descobriu uma correlação surpreendente entre as profissões escolhidas por personagens “eminentes” e o planeta, que se encontrava em determinada posição quando aquelas nasceram.

Mas houve quem criticasse os seus processos, e nem mesmo Gauquelin afirmou que estes “provavam” a validade da astrologia tradicional; encontrou apenas algumas combinações pertinentes.

Porque razão as pessoas se interessam pela astrologia?

Todas as técnicas que se propõem prever o futuro ou permitir conhecer o destino de cada um, sobretudo no amor, na saúde e na fortuna, sempre tiveram um grande atractivo para a natureza humana. A publicidade às previsões astrológicas que se revelaram verdadeiras e as pessoas proeminentes que acreditam na astrologia auxiliam a manter viva esta atracção.

Muitas pessoas sentem pala astrologia uma curiosidade superficial e vêem os signos astrológicos simplesmente como um passatempo, lendo os seus horóscopos nos jornais ou consultando um astrólogo uma vez na vida como uma experiência exótica, sem ligarem muita importância aos resultados ou às predições.

Outras pessoas têm uma posição activa apoiada na ciência positiva e lógica, evitando reflectir sobre factos que ainda hoje parecem derivar de forças inexplicáveis ou desconhecidas.

A astrologia trouxe algum benefício prático?

Foi a astrologia que levou a Humanidade a estudar as estrelas e a registar informações pormenorizadas dos seus movimentos durante muitas centenas de anos.

Na Índia e noutros países asiáticos, a astrologia desempenha hoje uma útil função social. Nesses países, é costume os pais combinarem os casamentos dos filhos.

Às vezes, os noivos não se encontram senão mesmo antes da cerimónia do casamento. Antes de este se realizar, um astrólogo prepara os horóscopos dos dois jovens. Se, quando estes finalmente se encontram, acharem que não agradam um ao outro, a desculpa de horóscopos incompatíveis oferece aaos familiares uma forma airosa de desfazerem o casamento.

E você? Acredita na astrologia? Nas forças dominadoras?

Sem comentários:

Enviar um comentário