Portugal é dos países europeus mais infelizes, assim como a Hungria e a
Grécia, e, no ranking mundial fica a meio da tabela. Ainda assim, os
portugueses contentam-se em ir procurar a felicidade onde a encontram,
nomeadamente nos mais simples prazeres da vida, de acordo com o Jornal de
Notícias (JN).
Na data de
estreia do Dia Internacional da Felicidade, ideia da ONU, Portugal surge no
final da tabela do ranking europeu do bem-estar. Mas, apesar de tudo, os
sociólogos e psicólogos reconhecem no País o talento de encontrar a felicidade
no que está ‘à mão’: amigos e família. Condenados a tanta coisa negativa, os
portugueses estão, afinal, condenados também a serem felizes.
A crise não deixa grandes margens para alegria e o sociólogo
Albertino Gonçalves fala mesmo em “sorte madrasta”. O especialista reconhece,
citado pelo JN, que a percepção de felicidade é especialmente difícil para quem
está em pior situação financeira, e acrescenta que os desempregados ou pessoas
que estejam em depressão profunda tem muita dificuldade em “encontrar centelhas
de alegria”.
Por
outro lado, o sociólogo indica que os portugueses têm “a capacidade para ir
procurar felicidade onde a encontram". "A nossa felicidade é bastante
íntima, vivida em família, entre amigos. É bastante ruminada, e é uma
felicidade que se vai saboreando aos poucos”, adianta.
Já
a psicóloga Leonor Balancho, embora admita a polémica do conceito de felicidade
na pobreza, vê nos portugueses “uma aspiração natural para a felicidade”.
Um
estudo realizado em Rabo de Peixe, uma das zonas mais carenciadas dos Açores e
até do País, revelou que o índice de bem-estar daqueles açorianos era de 6,6.
Um resultado justificado pelas prioridades apontadas por estes. Em primeiro vem
a família, depois a saúde e a fé, e só em quarto lugar é que surge o dinheiro.
“Percebi
que a [felicidade] encontravam em coisas pequenas. Todos nós desejamos ser
felizes. Ao que parece, valorizamos o que está ao nosso alcance”, sublinhou a
psicóloga.
N. M.

Sem comentários:
Enviar um comentário