sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Petição de Soares é teste à nova união no PS


A petição de Mário Soares que desafia Passos Coelho a demitir-se, se não mudar de políticas, recolheu quatro mil assinaturas e deu entrada no Parlamento na terça-feira. E será agora agendada para discussão no plenário.

Subscrita por seis deputados socialistas – da ala crítica da direcção – «terá um efeito interessante no PS», segundo um dos signatários: «E obrigará a uma clarificação em relação ao Governo». Será um dos primeiros testes práticos ao novo consenso interno agora prometido pelo líder, António José Seguro.

O líder parlamentar Carlos Zorrinho, contactado pelo SOL, diz que a posição do partido «ainda não foi tomada». Tem tempo para o fazer. A petição deverá ser conduzida pela Presidência da Assembleia da República (AR) para a primeira comissão. Em 60 dias esta elabora um relatório, que subirá a discussão no plenário. Aí, a questão é saber quem é escolhido no PS para falar sobre o tema. E para dizer o quê.

O texto, apresentado em final de Novembro, na ressaca do Orçamento do Estado, deu que falar. «Os signatários interpretam (...) o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o senhor primeiro-ministro altere, urgentemente, as opções políticas (...) sob pena de (...) ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão».

Uma petição na AR não pode, porém, assumir a forma de moção de censura. Mas o texto pode transformar-se numa resolução mais seca, que «recomende ao Governo que rectifique a política», o que pode obrigar à sua votação.

Soares é acompanhado por nomes da política, do BE (Daniel Oliveira Fernando Rosas e Helena Pinto) ao PS(Ferro Rodrigues, Pedro Nuno Santos, Pedro Delgado Alves, Duarte Cordeiro, João Galamba e Inês de Medeiros, todos deputados, mais Vítor Ramalho, António Arnaut, entre outros). E figuras públicas como Carvalho da Silva e Bruto da Costa, ou, mais à direita, como o militar Pires Veloso e Paulo Morais (ex-vereador no Porto).

Manuel A. Magalhães- (SOL)





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