sábado, 16 de fevereiro de 2013

E depois de Bento XVI


Os nomes mais falados para sucederem a Bento XVI não são europeus. Cardeais africanos, asiáticos ou da América latina são os candidatos mais prováveis. O favorito é Peter Turkson, do Gana, de acordo com o Expresso.
Gana, Brasil, Canadá ou Filipinas são as origens mais prováveis para o próximo Papa. A um mês do conclave no Vaticano, a probabilidade do sucessor de Bento XVI ser um homem de fora da Europa nunca foi tão grande.

Dentro do Vaticano há dois nomes que representam as duas principais tendências para o conclave, Angelo Sodano, decano do Colégio dos Cardeais, com uma linha mais flexível, e Tarcisio Bertone, secretário de Estado, mais ligado aos poderes da Cúria romana, escreve o Expresso.

Para o especialista em assuntos do Vaticano Aldo Cazullo, Bertone “não tem poder” para eleger um nome, mas “tem para bloquear um candidato”.

Por outro lado, Sodano tem mais influência sobre os grandes contribuintes económicos da Igreja, alemães e norte-americanos, o que poderá beneficiar um candidato com visões de reforma.

Já o cardeal Wilfried Fox Napier considera que “os perfis não se destacam por nacionalidades, mas pelas qualidades pessoais e pela capacidade de liderança”. Este sul-africano de 71 anos é um dos candidatos negros com maior apoio.

Independentemente do candidato, a Igreja tem uma decisão a tomar, e escolher um nome é ao mesmo tempo decidir qual o melhor caminho: reformar a estrutura e modernizá-la ou reconquistar a popularidade e adiar grandes mudanças.

N. M.

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