Os nomes mais falados para sucederem a Bento XVI
não são europeus. Cardeais africanos, asiáticos ou da América latina são os
candidatos mais prováveis. O favorito é Peter Turkson, do Gana, de acordo com o
Expresso.
Gana, Brasil, Canadá ou Filipinas são as origens
mais prováveis para o próximo Papa. A um mês do conclave no Vaticano, a
probabilidade do sucessor de Bento XVI ser um homem de fora da Europa nunca foi
tão grande.
Dentro do Vaticano há dois nomes que representam as duas
principais tendências para o conclave, Angelo Sodano, decano do Colégio dos
Cardeais, com uma linha mais flexível, e Tarcisio Bertone, secretário de
Estado, mais ligado aos poderes da Cúria romana, escreve o Expresso.
Para o especialista em assuntos
do Vaticano Aldo Cazullo, Bertone “não tem poder” para eleger um nome, mas “tem
para bloquear um candidato”.
Por outro lado, Sodano tem mais
influência sobre os grandes contribuintes económicos da Igreja, alemães e
norte-americanos, o que poderá beneficiar um candidato com visões de reforma.
Já o cardeal Wilfried Fox Napier
considera que “os perfis não se destacam por nacionalidades, mas pelas
qualidades pessoais e pela capacidade de liderança”. Este sul-africano de 71
anos é um dos candidatos negros com maior apoio.
Independentemente do candidato,
a Igreja tem uma decisão a tomar, e escolher um nome é ao mesmo tempo decidir
qual o melhor caminho: reformar a estrutura e modernizá-la ou reconquistar a
popularidade e adiar grandes mudanças.
N. M.

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