domingo, 17 de fevereiro de 2013

CGTP promete greves e protestos diários até final de Março


Durante o discurso de sábado, na Praça do Município, em Lisboa, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, prometeu dias de luta contra o actual Governo de Passos Coelho: até finais de Março, não existirá “um dia de calendário sem luta”.
 Em dia de mais uma manifestação, Portugal saiu à rua com cartazes e palavras de ordem contra a actual situação do País e do Governo. Mas os protestos não vão ficar por aqui: segundo Arménio Carlos, até ao final de Março todos os dias serão dedicados a manifestações e reivindicações.

As greves começam no sector dos transportes com uma paragem em forma de protesto nos dias 6, 7 e 8. Segue-se uma semana de luto para os professores que começa já na próxima segunda-feira. A grande manifestação nacional para os trabalhadores da Administração Pública está marcada para o dia 15 de Março, avança o Jornal de Notícias.

O objectivo do secretário-geral da CGTP não apenas continuar a alertar para a actual situação nacional, Arménio Carlos pretende também mostrar que "o povo não se resigna".

A manifestação de ontem levou milhares de pessoas às ruas de Portugal. Sob o lema 'Mudar de Política e de Governo, Contra a Exploração e Empobrecimento', a cidade do Porto fez história com uma adesão de cerca de 40 mil pessoas, segundo a União de Sindicatos do Porto.

No seu discurso, Arménio Carlos teceu duras críticas a Pedro Passos Coelho alertando que "a corda já partiu", referindo-se à afirmação do primeiro-ministro que garantia que não iria exigir que a corda (os esforços dos portugueses) se esticasse mais.

"Agora é a altura de o senhor partir!", exclamou Arménio Carlos que criticou ainda a entrega do guião de preparação sobre o debate da Reforma do Estado: "Mais do que guiões, precisamos de soluções", afirmou.

N. M.
     


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