Durante
o discurso de sábado, na Praça do Município, em Lisboa, o secretário-geral da
CGTP, Arménio Carlos, prometeu dias de luta contra o actual Governo de Passos
Coelho: até finais de Março, não existirá “um dia de calendário sem luta”.
Em dia de mais uma manifestação, Portugal saiu à rua
com cartazes e palavras de ordem contra a actual situação do País e do Governo.
Mas os protestos não vão ficar por aqui: segundo Arménio Carlos, até ao final
de Março todos os dias serão dedicados a manifestações e reivindicações.
As greves
começam no sector dos transportes com uma paragem em forma de protesto nos dias
6, 7 e 8. Segue-se uma semana de luto para os professores que começa já na
próxima segunda-feira. A grande manifestação nacional para os trabalhadores da
Administração Pública está marcada para o dia 15 de Março, avança o Jornal de
Notícias.
O objectivo do secretário-geral da CGTP não apenas
continuar a alertar para a actual situação nacional, Arménio Carlos pretende
também mostrar que "o povo não se resigna".
A manifestação de ontem levou milhares de pessoas às ruas
de Portugal. Sob o lema 'Mudar de Política e de Governo, Contra a Exploração e
Empobrecimento', a cidade do Porto fez história com uma adesão de cerca de 40
mil pessoas, segundo a União de Sindicatos do Porto.
No seu discurso, Arménio Carlos teceu duras críticas a
Pedro Passos Coelho alertando que "a corda já partiu", referindo-se à
afirmação do primeiro-ministro que garantia que não iria exigir que a corda (os
esforços dos portugueses) se esticasse mais.
"Agora é a altura de o senhor partir!", exclamou
Arménio Carlos que criticou ainda a entrega do guião de preparação sobre o
debate da Reforma do Estado: "Mais do que guiões, precisamos de
soluções", afirmou.
N.
M.

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