quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pensão de Jardim Gonçalves escapa a imposto especial


A maior parte da pensão do fundador do BCP, Jardim Gonçalves, escapa à contribuição extraordinária de solidariedade (CES), noticia esta quarta-feira o Jornal de Negócios, que adianta que dois terços dos 170 mil euros mensais provêm de uma renda vitalícia onde o Estado não pode tocar.
Dois terços da pensão de 170 mil euros mensais de Jardim Gonçalves não são apanhados pela contribuição extraordinária de solidariedade (CES), que o Governo criou para exigir um maior contributo a quem tem pensões acima de 1.350 euros, escreve hoje o Jornal de Negócios.

O antigo banqueiro é titular de uma das pensões mais elevadas do País e, de acordo com o jornal, os dois terços em que o Estado não pode tocar advêm de uma renda vitalícia em que o Estado não pode tocar.

Fonte próxima do antigo presidente do BCP frisou, ao Negócios, que Jardim Gonçalves “paga CES nos termos impostos pelo Orçamento Geral do Estado para 2013”. Sobre o contrato de renda vitalícia de que Jardim Gonçalves é beneficiário, a mesma fonte referiu que se trata de “prémios [que], na sua totalidade, constituíram rendimentos do trabalho do Engenheiro Jardim Gonçalves, até cessar funções na administração do BCP, e pelos quais foi pagando, sempre, IRS, nos termos legais”. 

N. M.

PS: Como se torna evidente, depois não há para pagar a quem trabalha, a quem se reforma e deve ter o direito de viver decentemente, dentro da dignidade humana.



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