terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A Revolta das Classes Trabalhadoras



Lenine tinha escrito que a socialista Comuna de Paris de 1871, tinha falhado devido à «excessiva generosidade» da classe trabalhadora.

Não tencionava repetir o mesmo erro. O novo Parlamento foi dissolvido sob as miras das armas; a Rússia soviética tornou-se no primeiro Estado com partido único.

Foi criada a Tcheca, ou polícia secreta, para destruir os opositores. O czar e a família foram mortos. O Exército Vermelho lutou contra os Brancos da ala direita, numa feroz guerra civil.

Quando Lenine faleceu, em 1924, o seu corpo foi embalsamado e exposto num mausoléu na Praça Vermelha de Moscovo.

O comunismo, supostamente científico, estava a tornar-se idólatra.

A posição proeminente de Lenine no partido acabou por ser ocupada e largamente expandida por José Estaline, o secretário-geral do partido, que forçou a União Soviética a uma segunda e mais radical revolução.

A partir de 1930 foram tiradas as terras aos camponeses, que foram mortos, forçados ao exílio ou a aderirem às novas propriedades colectivas, desastrosas em termos agrícolas.

O terror e a fome que acompanharam este processo terão morto provavelmente 14 milhões de pessoas.

Depois dos campos vieram as fábricas.

Foram introduzidos planos quinquenais, rigorosamente controlados por Moscovo, que permitissem à Rússia Soviética ultrapassar a indústria americana.

A economia soviética cresceu substancialmente na década da 30, mas o custo humano foi imenso.

Estaline fez questão que os rivais políticos, reais ou imaginários, se juntassem às vítimas das purgas que também varreram o país na década de 30.

Em 1941, Hitler voltou-se contra Estaline. O esforço industrial russo combinava com a persistência e coragem russas para derrotar a Alemanha nazi, nos maiores conflitos terrestres da Segunda Gruerra Mundial.

Em 1945, o comunismo foi imposto sobre a faixa da europa de Leste, que era ocupada pelo Exército vermelho.

Noutro local, completava-se uma revolução comunista na China em 1949, com Mao Zedong. Inssurreições sob liderança comunista deflagraram no Sudoeste da Ásia, na África e na América latina.

Os velhos defeitos continuavam. Os burocratas do partido, a “nova classe”, eram privilegiados.

O controlo do Estado não conseguiu assegurar que a economia se adaptasse às exigências do mundo moderno.

A brutalidade da rússia Soviética de antes da guerra foram repetidas na nova ideologia revolucionária da China, durante a Revolução Cultural.

As invasões soviéticas da hungria, em 1956 e da Checoslováquia em 1968, o tratamento dado aos dissidentes e o massacre da Praça de Tiananmen em Beijing, em 1989, mostraram até que ponto o comunismo se baseava na força para sobreviver. Os “cultos de personalidades”, na linha estalinista, continuaram com mao. Kim Il Sung, na Coreia do Norte, e na Europa com o ditador Nicolae Ceausescu.

A União Soviética, empobrecida pelos esforços na corrida ao armamento da guerra fria, cedeu em 1988.

O último líder soviético, Mikhail Gorbachov, acrditava que o sistema comuunista do seu país poderia ser reformado pela Perestroika, ou reconstrução económica, e pela glanost, ou abertura política.

Mas a indústria mostrou-se resistente à mudança e os países satélites da europa de Leste, seguidos pela própria URSS, aproveitaram-se da glanost para se livrarem dos seus sistemas repressivos.

Contudo, o comunismo não tinha morrido: em 1955, um Partido Comunista Russo revitalizado, ganhou mais de 20% dos votos numa eleição democrática, enquanto na China, o Partido Comunista mantém o controlo político.

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