Lenine tinha escrito que a socialista Comuna de Paris
de 1871, tinha falhado devido à «excessiva generosidade» da classe
trabalhadora.
Não tencionava repetir o mesmo erro. O novo Parlamento
foi dissolvido sob as miras das armas; a Rússia soviética tornou-se no primeiro
Estado com partido único.
Foi criada a Tcheca, ou polícia secreta, para destruir
os opositores. O czar e a família foram mortos. O Exército Vermelho lutou
contra os Brancos da ala direita, numa feroz guerra civil.
Quando Lenine faleceu, em 1924, o seu corpo foi
embalsamado e exposto num mausoléu na Praça Vermelha de Moscovo.
O comunismo, supostamente científico, estava a
tornar-se idólatra.
A posição proeminente de Lenine no partido acabou por
ser ocupada e largamente expandida por José Estaline, o secretário-geral do
partido, que forçou a União Soviética a uma segunda e mais radical revolução.
A partir de 1930 foram tiradas as terras aos
camponeses, que foram mortos, forçados ao exílio ou a aderirem às novas
propriedades colectivas, desastrosas em termos agrícolas.
O terror e a fome que acompanharam este processo terão
morto provavelmente 14 milhões de pessoas.
Depois dos campos vieram as fábricas.
Foram introduzidos planos quinquenais, rigorosamente
controlados por Moscovo, que permitissem à Rússia Soviética ultrapassar a
indústria americana.
A economia soviética cresceu substancialmente na
década da 30, mas o custo humano foi imenso.
Estaline fez questão que os rivais políticos, reais ou
imaginários, se juntassem às vítimas das purgas que também varreram o país na
década de 30.
Em 1941, Hitler voltou-se contra Estaline. O esforço
industrial russo combinava com a persistência e coragem russas para derrotar a
Alemanha nazi, nos maiores conflitos terrestres da Segunda Gruerra Mundial.
Em 1945, o comunismo foi imposto sobre a faixa da
europa de Leste, que era ocupada pelo Exército vermelho.
Noutro local, completava-se uma revolução comunista na
China em 1949, com Mao Zedong. Inssurreições sob liderança comunista
deflagraram no Sudoeste da Ásia, na África e na América latina.
Os velhos defeitos continuavam. Os burocratas do
partido, a “nova classe”, eram privilegiados.
O controlo do Estado não conseguiu assegurar que a
economia se adaptasse às exigências do mundo moderno.
A brutalidade da rússia Soviética de antes da guerra
foram repetidas na nova ideologia revolucionária da China, durante a Revolução
Cultural.
As invasões soviéticas da hungria, em 1956 e da
Checoslováquia em 1968, o tratamento dado aos dissidentes e o massacre da Praça
de Tiananmen em Beijing, em 1989, mostraram até que ponto o comunismo se
baseava na força para sobreviver. Os “cultos de personalidades”, na linha
estalinista, continuaram com mao. Kim Il Sung, na Coreia do Norte, e na Europa
com o ditador Nicolae Ceausescu.
A União Soviética, empobrecida pelos esforços na
corrida ao armamento da guerra fria, cedeu em 1988.
O último líder soviético, Mikhail Gorbachov, acrditava
que o sistema comuunista do seu país poderia ser reformado pela Perestroika, ou
reconstrução económica, e pela glanost, ou abertura política.
Mas a indústria mostrou-se resistente à mudança e os
países satélites da europa de Leste, seguidos pela própria URSS,
aproveitaram-se da glanost para se livrarem dos seus sistemas repressivos.
Contudo, o comunismo não tinha morrido: em 1955, um
Partido Comunista Russo revitalizado, ganhou mais de 20% dos votos numa eleição
democrática, enquanto na China, o Partido Comunista mantém o controlo político.

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