Comissões pagas aos bancos responsáveis pelas operações estão
dentro da média praticada em outras emissões, esclarece o IGCP.
O Estado
pagou 83,8 milhões de euros em comissões pelas duas emissões de dívida de longo
prazo realizadas este ano, uma a cinco anos, no dia 23 de Janeiro, e outra a
dez, a 7 de Maio.
Recorde-se
que ambas as operações não foram leilões de dívida, mas sim emissões
sindicadas, com a ajuda de bancos.
Na emissão a
cinco anos, o Estado pagou aos bancos responsáveis pela operação - Barclays,
BES, Deutsche Bank e Morgan Stanley - um total de 31,25 milhões de euros.
Na operação
a dez anos, foram pagos 52,5 milhões de euros. Os bancos responsáveis foram o
Caixa BI, o Crédit Agricole, o Goldman Sachs, o HSBC e o Société Générale.
A informação
consta de uma resposta do IGCP a um requerimento do líder parlamentar do Bloco
de Esquerda, Pedro Filipe Soares. A agência que gere a dívida pública nacional
esclarece que as comissões pagas nas duas operações estão dentro da média
praticada em outras emissões de médio/longo prazo.
Nesse
sentido, a instituição liderada por Moreira Rato disponibiliza ao BE dados
sobre 13 linhas sindicadas, nas quais foi pago um total de 620 milhões de euros
em comissões, pela colocação inicial de cerca de 40 mil milhões de euros em
títulos do Tesouro.
=Económico=

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