Nunca, jamais, outrora, em tempo algum,
criticarei qualquer crítica que me seja dirigida, desde que não seja insidiosa
ou portadora de má-fé.
Vem isto a propósito de um crítica colocada
neste blog, por um senhor “toto”, relativa a uma imagem que um amigo me enviou
e que aqui coloquei.
Diz-me que “cheira a socialista”, como se
fosse algum crime ser-se socialista, ser-se social-democrata ou democrata
cristão, ser comunista ou mesmo bloquista, ou ainda verde.
No meu caso, não faço distinção alguma entre
os políticos, apesar de me sentir mais ligado à esquerda e, se algum dia me
filiasse num partido, fá-lo-ia, com toda a certeza, num de esquerda.
(Valerá a pena apreciar-se o que se passa no
seio do actual governo), antes de “sentir qualquer cheiro ao qual se sinta
alérgico”.
Desafio quem quer que seja verificar se estarei ligado a qualquer
partido!, o que é a razão de me assinar como Independente, que sou, apesar de
uma simpatia pela esquerda, coisa que de modo algum escondo.
Mas, também não escondo que não considero os
socialistas de esquerda, o que pode causar ao senhor “toto” num cruel dilema.
Será? Não será?
Na verdade não sou filiado em partido algum,
nunca o fui e jamais o serei.
A imagem a que se refere, diz respeito a frau
Merkel e à nossa garbosa e cintilante, além de “competentíssima” ministra das
finanças, como se tem comprovado.
Nada tenho a ver, por exemplo, com a simpatia
de cada um, mas tenho a ver, como vítima, com os cortes de que todos somos
vítimas, seja nos salários seja nas pensões de reforma ou aposentação.
Mas, como cada um come do que gosta e nunca
critico os gostos de cada um – pobre do amarelo se não fossem os gostos –
respeitando-os cuidadosamente.
Portanto, “caro senhor toto”, queira aprender
a respeitar a opinião de quem quer que seja, mais não seja para que possamos
todos respeitar ou continuar a respeitar a sua.
Como pode verificar, em vez de criticar o que
disse, embora podendo fazê-lo, jamais apagarei o que ali escreveu, que ficará
como recordação para a posteridade, recordando-lhe uma vez mais que se a
crítica deve ser livre e aberta, também o devem ser as opiniões e ideais de
cada cidadão. Só desse modo, em pleno pluralismo, se poderá viver em
democracia, seja ela tão frágil como a nossa.
As melhores saudações e muito obrigado pela
sua crítica, cá fico à espera de mais… já que será sempre um prazer
responder-lhe.
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