quarta-feira, 7 de agosto de 2013

«A CRÍTICA»

Nunca, jamais, outrora, em tempo algum, criticarei qualquer crítica que me seja dirigida, desde que não seja insidiosa ou portadora de má-fé.

Vem isto a propósito de um crítica colocada neste blog, por um senhor “toto”, relativa a uma imagem que um amigo me enviou e que aqui coloquei.

Diz-me que “cheira a socialista”, como se fosse algum crime ser-se socialista, ser-se social-democrata ou democrata cristão, ser comunista ou mesmo bloquista, ou ainda verde.

No meu caso, não faço distinção alguma entre os políticos, apesar de me sentir mais ligado à esquerda e, se algum dia me filiasse num partido, fá-lo-ia, com toda a certeza, num de esquerda.

(Valerá a pena apreciar-se o que se passa no seio do actual governo), antes de “sentir qualquer cheiro ao qual se sinta alérgico”.

Desafio quem quer que seja  verificar se estarei ligado a qualquer partido!, o que é a razão de me assinar como Independente, que sou, apesar de uma simpatia pela esquerda, coisa que de modo algum  escondo.

Mas, também não escondo que não considero os socialistas de esquerda, o que pode causar ao senhor “toto” num cruel dilema. Será? Não será?

Na verdade não sou filiado em partido algum, nunca o fui e jamais o serei.

A imagem a que se refere, diz respeito a frau Merkel e à nossa garbosa e cintilante, além de “competentíssima” ministra das finanças, como se tem comprovado.

Nada tenho a ver, por exemplo, com a simpatia de cada um, mas tenho a ver, como vítima, com os cortes de que todos somos vítimas, seja nos salários seja nas pensões de reforma ou aposentação.

Mas, como cada um come do que gosta e nunca critico os gostos de cada um – pobre do amarelo se não fossem os gostos – respeitando-os cuidadosamente.

Portanto, “caro senhor toto”, queira aprender a respeitar a opinião de quem quer que seja, mais não seja para que possamos todos respeitar ou continuar a respeitar a sua.

Como pode verificar, em vez de criticar o que disse, embora podendo fazê-lo, jamais apagarei o que ali escreveu, que ficará como recordação para a posteridade, recordando-lhe uma vez mais que se a crítica deve ser livre e aberta, também o devem ser as opiniões e ideais de cada cidadão. Só desse modo, em pleno pluralismo, se poderá viver em democracia, seja ela tão frágil como a nossa.


As melhores saudações e muito obrigado pela sua crítica, cá fico à espera de mais… já que será sempre um prazer responder-lhe.

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