Pai de Passos Coelho diz que primeiro-ministro "está morto
para se livrar disto"
Quem te ouve, não pode ficar gago !!!!
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Em plena campanha eleitoral, Passos Coelho - pai e filho - encontram-se.
"Vais-te lixar", anteviu, na altura, o progenitor
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"Vais-te lixar". Foi assim que Passos Coelho
- o pai - anteviu, em plena campanha eleitoral, há cerca de dois anos, o futuro
político do filho, Pedro, na liderança do Governo de um país que, como bem
realça, "não tem conserto". Hoje, o ex-presidente da distrital do PSD
de Vila Real garante: "A gente vai fazer uma festa quando ele se vir livre
disto".
Numa entrevista publicada, esta quarta-feira, pelo
diário "i", António Passos Coelho dá razão a si próprio quando, em
plena campanha eleitoral, há pouco mais de dois anos, avisou o filho apenas em
pensamento, já que "parecia mal" dar voz a tal convicção: "Toda
a gente que aqui está vai vaiar-te. Agora estão todos aqui contigo, mas daqui a
um ano vão vaiar-te".
O patriarca confessou que a decisão do filho em enveredar
pela política colheu o desagrado da família. "Nunca gostámos que ele fosse
para onde foi, porque a ideia cá em casa, na família, é que isto não tem
conserto. Há muitos anos, não é de agora".
O pai Passos Coelho, um médico reformado prestes a
soprar 87 velas, diz ao diário que está bem certo das aflições pelas quais o
filho está a passar. "Julgam que o meu filho não sabe? Coitado, sabe Deus
o que ele passa", garante, para logo assegurar que o Pedro "está
morto por se ver livre disto".
E sobre as "aflições" por que vai passando a
coligação, António Passos Coelho realça o papel de Paulo Portas, no seu
entender "um moço inteligente, um moço sobredotado" que age como
todos os presidentes dos partidos: "não fazem aquilo que querem, fazem
aquilo que são obrigados a fazer".
Numa antevisão às autárquicas, o pai do
primeiro-ministro mostra-se certo de que o PSD "não consegue fugir a ser
penalizado pela ação do Governo".
F. P.

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