terça-feira, 21 de maio de 2013

«COM ELA JÁ O RISO PAGAVA IMPOSTO!!!»

Juntamente com minha esposa, íamos deambulando rua fora e, como me competia, mantinha-me atento ao que a minha companheira de longos anos dizia, falando de várias coisas, até que fomos ultrapassados por uma jovem que vi, levava vestida uma mini-saia.

Aliás, segui-a com o olhar, vi e calei, sendo minha amiga e companheira, quem me chamou a atenção da sua compostura.

Não podia recusar dar uma opinião, mas limitei-a a culpabilizar a mala que levava ao ombro, que repuxou a sua saia, mimoseando os olhos de quem a via.

Sim, porque nunca desvio os olhos quando lhes surge uma oportunidade de apreciar um belo espectáculo, sobretudo se feminino. Se mais uma palavra, puxei do telemóvel, e zás, fotografei-a.

Tendo guardado o telemóvel, ouvi atrás de nós, umas gargalhadas e reparei que ela virava a cabeça, curiosa por saber quem eram os autores das rizadas sonoras.

Como me mantive bem sério e a dar atenção ao que me dizia minha esposa, o olhar dela desviou-se mais para trás de nós, fixando-se por segundos em quatro jovens, duas raparigas e dois rapazes que vinham logo a seguir.

Francamente, não sei. Nem me interessa, de que riam eles e elas, nem sequer ousei fazer-lhe um gesto, como era minha vontade, para que baixasse a saia.

Altiva, voltou a olhar para diante, sem se aperceber de que mostrava parte das nádegas que, verdade seja dita, davam um ar novo à avenida porque seguíamos.

Mais adiante, minha esposa quis ver uma montra e parámos, depois entramos no estabelecimento e minha mulher comprou mais uns artigos de que gostou.

Após termos ido à caixa pagar, recuperar os artigos e sairmos dali, já ela ía longe, o que involuntariamente me fez ficar macambúzio, apesar de tudo, pois não teria desgostado poder manter na visão aquela altiva e soberba rapariga que nos proporcionava tão belo espectáculo.

Chegados a casa, minha esposa, que afinal se tinha apercebido da minha reacção, e tente-se enganar uma mulher que nos conhece há mais de quarenta anos, e aí sim, soltou uma sonora gargalhada, acabando por me explicar que só parou no estabelecimento e comprou aqueles artigos, para lhe dar tempo de se distanciar para bem longe do meu olhar.

Já viram melhor maneira de, sem ofender, ridicularizar um marido? Mas, abençoadas sejam as mulheres, especialmente a minha que tanto zela pelo meu bem-estar.


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