quarta-feira, 8 de maio de 2013

«HOMENAGEM A TODAS AS MULHERES»

Nenhuma delas é, foi ou será apenas membro do sexo feminino, todas merecem manter-se fiéis à sua natureza de mulher, e, por aí, fazer realçar toda a originalidade do génio feminino, e, daí, devo render-lhes a mais justa e mais sensível homenagem.

Vejo-a, à mulher, e sempre a verei, no Porto ou pelo país, como uma rosa, sempre a mesma, com essa sensualidade exacta e brusca, esse amor da vida de todos os dias, uma lucidez inflexível.

Ouço-a e ouvi-la-ei sempre resumir a sua existência a grandes traços: “Trabalho e peno. É uma profissão de forçado que, de se fechar cada dia para escrever, lavar, cozinhar, cuidar dos filhos, do marido.., enfim, quando está tão bom tempo, que me sinto convidada a cada instante. Venham ver o meu quintal… onde tento ter de tudo um pouco, e onde passo boas horas todos os dias, bastando ver os calos que tenho nas mãos.

Por vezes fala de todas as dificuldades que a assolam e que a impedem de ser a mãe que desjava ser, pois parte-se-lhe o coração saber não poder proporcionar aos filhos, ao seu marido e a si mesma, o que desejaria, se a vida lho permitisse.

Há muito que deixou de ter emprego, e, com o ordenado do marido, sem o abono de família que antes recebia, muito dificilmente consegue dar de comer aos filhos, vesti-los e comprar os livros para aqueles que já frequentam a escola.

Gostaria de poder fazer uma viagem rumo ao sol. Uma viagem para uma terra com luz sempre brilhante e quente, mas ainda uma vez mais deve ficar pelos desejos; por vezes ergue os olhos para o céu e ali fica por momentos, parecendo sonhar olhando o azul imóvel…

E cheiro esta sensibilidade, a de todas as mulheres portuguesas – aquelas que conhecem a vida e sabem que para elas e os seus jamais haverá outra forma de vida que a pobreza!

Nunca entendeu essa coisa da política, mas sempre ia votar em quem lhe parecia ser o melhor, aquele que mais coisa belas prometia a todos e a todas da sua igualha, pensando ainda vir a poder viver com essa coisa a que alguns chamam de dignidade humana, porque se sentiu sempre digna, sendo-o efectivamente.

E o génio das mulheres que os portugueses sentem tão vizinhas suas, da mesma família e da mesma essência, é precisamente porque respondem a todas as questões da vida interior da maneira estricta, como uma Phylie generosa.

A mulher portuguesa conhece o sofrimento e a dor de todos os dias, mais que nenhuma outra no mundo, mas não deixa de ser devotada, e de no meio de tanta miséria viver algumas alegrias repletas de tristeza, como as de ver crescer e desenvolver os filhos que adora.

Não haja a menor dúvida de que, apesar de todas as adversidades, é a mulher mais forte que conheço neste mundo.

E quando aqui deixo imagens de mulheres despidas de preconceitos, é pensando em todas as mulheres, respeitando-as e ao mesmo tempo admirando-as, numa mera homenagem bem merecida, pois não posso conceber um mundo sem a sua presença, sem a sua beleza bem patente nos seus corpos de fadas que enfeitiçam qualquer homem.

Resta-me agradecer-lhe, à mulher, a sua presença, a sua beleza e a sua bondade, agradecendo a Deus, ao mesmo tempo, pela dádiva que teve para connosco, dando-nos a companhia – e que seja eterna – da mulher.


Penso que algures haverá alguém que como eu se recorda que o mundo não o seria sem a presença eterna da mulher, pelo que saúdo todas as mulheres do mundo.

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