Sumário:
1 - A corrupção é tara genética?
2 – Corrupção e estruturas políticas e económicas
3 - Corrupção e a falta de democracia
4 – Há soluções!
Em uma das seguintes ligações
Súmula
- Não há
pessoas naturalmente corruptas e, muito menos a corrupção é imanente à
natureza humana. O que existe são meios sociais mais permissivos que
outros em relação a procedimentos corruptos;
- Quer os
poderes tradicionais, quer as alternativas “de esquerda” colocam a
corrupção no âmbito da moral individual, retirando-lhe a caraterística
sistémica, política;
- Não
sendo sistémica a corrupção não é argumento relevante para alargar a
democracia e, para efeitos de propaganda, esse aprofundamento cinge-se a
uma folclórica “democracia participativa”;
- A
corrupção sempre esteve associada ao poder dos senhores feudais mas é o
capitalismo que a faz alastrar para toda a esfera da economia real, mais
disfarçada sobre a forma de lobbying para satisfazer
sensibilidades luteranas, menos mascarada noutras culturas;
- Os
factores sistémicos que incutem procedimentos corruptos ou, são seus
instrumentos são a concorrência, a incerteza, a posse do aparelho estatal
e a globalização;
- A
corrupção é uma forma de privatização, à medida, da atuação do Estado como
materializador e reprodutor das desigualdades. O seu caráter endémico
torna letra morta o primado da lei e portanto a democracia sai,
forçosamente, em perda;
- Num contexto global de inerência ao capitalismo,
a corrupção é mais necessária nos países dependentes, menos dotados para a
competição global; e daí a sua ligação a modelos de baixos salários, menor
qualidade de vida, redução de direitos e menos democracia;
- A
corrupção demonstra a inconsistência da democracia dita representativa, a
irrealidade da concorrência, a inoperacionalidade programada do sistema
judicial;
- Os
sistemas informáticos reduzem a pequena corrupção e centralizam-na nas
grandes empresas, nas sociedades de advogados, por um lado e, nas altas
esferas do poder estatal e dos partidos que o ocupam;
- Essa
centralização torna a corrupção programada, institucional pois tudo se
passa com … “certificação” legal e contratual. A apropriação do Estado
pela associação entre poder financeiro, empresas de regime e o
partido-estado há uma normalização da corrupção, passando a questão a
colocar-se ao nível da legitimidade da classe política e da nulidade ou
anulabilidade dos seus actos;
- A
financiarização com a insana criação de capital-dinheiro, associada à
grande concentração de capitais na economia dita “real” altera o plano da
corrupção para uma escala global e densifica o tráfico de influências;
- Manipulada
por esses interesses a democracia desaparece da vida da população e os
sistemas políticos resvalam para ditaduras que se mostram tolerantes na
exacta medida em que mantêm as pessoas politicamente infantilizadas;
- É muito
duvidoso que a corrupção possa ser extirpada num quadro de capitalismo e
por isso é preciso construir com caráter de urgência um regime político
efetivamente democrático. Que contemple estes aspetos:
· Responsabilidades individuais na
representação política e não grupais ou partidárias;
· Possibilidade de cassação de mandato a
todo o instante, por referendo
· Períodos curtos de mandato e a sua
eventual repetição
· Ausência de classe política
· Total transparência da gestão das
necessidades coletivas
· Estado é sinónimo de autoridade,
desigualdade, hierarquia
· Independência do aparelho judicial e seu
controlo democrático
--
GRAZIA TANTA
Documentos e textos em:
Documentos e textos em:
http://grazia-tanta.blogspot.com/
http://pt.scribd.com/profiles/documents/index/2821310
http://www.slideshare.net/durgarrai/documents
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