quarta-feira, 3 de abril de 2013

«O ESPÍRITO SOBRE A MATÉRIA»


Podemos utilizar os conhecimentos actuais acerca do cérebro para melhorar o nosso bem-estar?

No topo da lista das técnicas destinadas a proporcionar-nos bem-estar e avalizadas pela moderna investigação sobre o funcionamento do cérebro, figura o exercício.

Poucas dúvidas existem de que o exercício tem um efeito psicológico calmante, permitindo uma descarga da agressividade e das tensões acumuladas, e beneficia as funções cardiorrespiratórias, além da manutenção muscular.

O tão controverso “prazer do corredor” é sentido quando uma actividade vigorosa e repetida estimula o cérebro a aumentar a sua produção de endorfinas, compostos químicos endógenos semelhantes ao ópio, que produzem uma sensação natural de prazer, mas que induzem também habituação.

A prática da meditaçãos, em moldes semelhantes aos utilizados em religiões orientais, tem sido também largamente aceite como benéfica para o nosso bem-estar.

Menos vulgar é o recurso à auto-hipnose como meio auxiliar para ultrapassar fobias ou hábitos embaraçosos, como roer as unhas ou comer em exagero. (O crescente reconhecimento do hipnotismo como terapia válida afastou, pelo menos em parte, o espectro do hipnotizador manipulador e malévolo.)

Outra técnica reconhecida cientificamente é o biofeedback, método em que o indivíduo é ensinado a monitorizar, por meio de instrumentos electrónicos, certas funções orgânicas até então inconscientes e que passa assim a conseguir controlar.

As técnicas do biofeedback têm sido utilizadas, por exemplo, no alívio das cefaleias de tensão e das nevralgias.

Que é a meditação?

Há muito parte integrante de grande número de religiões, a meditação é a prática utilizada para esvaziar a mente de pensamentos que a distraem.

Os sacerdotes hindus e budistas consideram-na a única forma de se conseguir um espírito iluminado.

Os versos de William Blake “Se as portas da percepção fossem eliminadas, tudo ao homem pareceria infinito”, representam o objectivo de muitos dos que meditam.

Os principiantes começam habitualmente por se concentrar na própria respiração.

A forma mais simples de o fazer é sentar-se numa divisão às escuras, com os olhos fechados, e durante 20 minutos, dirigir toda a atenção para o acto de respirar.

A fim de dominar a tendência natural do espírito para divagar, pode ajudar o pensamento na palavra “dentro” quando se inspira e na palavra ”fora” quando se expira.

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