Podemos utilizar os conhecimentos actuais
acerca do cérebro para melhorar o nosso bem-estar?
No topo da lista das técnicas destinadas a proporcionar-nos bem-estar e avalizadas pela moderna investigação sobre o funcionamento do cérebro, figura o exercício.
Poucas dúvidas existem de que o exercício tem
um efeito psicológico calmante, permitindo uma descarga da agressividade e das
tensões acumuladas, e beneficia as funções cardiorrespiratórias, além da
manutenção muscular.
O tão controverso “prazer do corredor” é
sentido quando uma actividade vigorosa e repetida estimula o cérebro a aumentar
a sua produção de endorfinas, compostos químicos endógenos semelhantes ao ópio,
que produzem uma sensação natural de prazer, mas que induzem também habituação.
A prática da meditaçãos, em moldes
semelhantes aos utilizados em religiões orientais, tem sido também largamente
aceite como benéfica para o nosso bem-estar.
Menos vulgar é o recurso à auto-hipnose como
meio auxiliar para ultrapassar fobias ou hábitos embaraçosos, como roer as
unhas ou comer em exagero. (O crescente reconhecimento do hipnotismo como
terapia válida afastou, pelo menos em parte, o espectro do hipnotizador
manipulador e malévolo.)
Outra técnica reconhecida cientificamente é o
biofeedback, método em que o indivíduo é ensinado a monitorizar, por meio de
instrumentos electrónicos, certas funções orgânicas até então inconscientes e
que passa assim a conseguir controlar.
As técnicas do biofeedback têm sido
utilizadas, por exemplo, no alívio das cefaleias de tensão e das nevralgias.
Que é a meditação?
Há muito parte integrante de grande número de
religiões, a meditação é a prática utilizada para esvaziar a mente de
pensamentos que a distraem.
Os sacerdotes hindus e budistas consideram-na
a única forma de se conseguir um espírito iluminado.
Os versos de William Blake “Se as portas da
percepção fossem eliminadas, tudo ao homem pareceria infinito”, representam o
objectivo de muitos dos que meditam.
Os principiantes começam habitualmente por se
concentrar na própria respiração.
A forma mais simples de o fazer é sentar-se
numa divisão às escuras, com os olhos fechados, e durante 20 minutos, dirigir
toda a atenção para o acto de respirar.
A fim de dominar a tendência natural do
espírito para divagar, pode ajudar o pensamento na palavra “dentro” quando se
inspira e na palavra ”fora” quando se expira.

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