Por várias vezes já pedi ao senhor Pedro que
se demitisse, se fosse embora e deixasse os portugueses em paz.
Amanhã, segundo parece, poderei ver
concretizadas as minhas esperanças, que de modo algum são só minhas, mas de
mais de dois terços de cidadãos que o entregariam voluntariamente a satanás,
para que ele o julgasse bem no mais profundo do inferno, se bem que apenas
metaforicamente falando.
No entanto, existe o inferno na Terra, que é
o local onde se encontram milhões de portugueses desde que outros se lembraram
de oferecer o poder ao Pedro.
Pelo nome, creio que nem satanás o desejaria
ver pelo inferno…
Mas, creio bem que, quando chegar a sua vez
de prestar contas pelos actos praticados na Terra, o senhor Pedro não poderá
receber outra recompensa que – e sem pretender antecipar qualquer julgamento
que cabe apenas a Deus e a Pedro – a ida para o inferno, onde nem satanás
poderá dormir tranquilo, com medo que se lembre de racionar o combustível com
que alimenta as suas fogueiras, ou comece a despedir os diabos menores,
pretendendo causar o caos nas profundezas infernais, tal como o causou em
Portugal desde que subir ao poder.
Sem tentar exercer qualquer pressão sobre os
juízes do Tribunal Constitucional, espero bem que apresentem um chumbo ao
OE/2013, para que todos possam respirar mais e melhores ares, mais oxigénio que
aquele que podem respirar hoje.
Portugal precisa de regressar ao bom caminho,
pois durante quase dois anos andou como que extraviado, vítima da mais rigorosa
austeridade que lhe foi imposta desde Abril de 1974, chegando por vezes a
ultrapassar o velho ditador, tal como ultrapassou os ditames da troika, só para
se armar e ficar bem na fotografia.
O mês de Abril tem vindo a ser, desde 1974, e
já antes tinha havido as Abriladas de que nos fala a história de Portugal, e
sempre o povo saiu vencedor, razão pela qual renascem as esperanças de poder
ver pelas costas o senhor Pedro muito em breve, esperando que o senhor Silva
convoque eleições antecipadas, dando a voz ao povo, que nas ruas tem mostrado o
quanto desejam o mesmo que eu.
Não podendo, apesar do que diz ao mundo
Francisco – que devemos saber perdoar as ofensas recebidas, como simples
cristão pecador como os demais, de modo algum posso perdoar ao senhor Pedro
todos os maus momentos que fez passar aos portugueses de menores recursos,
pelos motivos acima citados e pela vaidade e arrogãncia com que sempre actuou o
senhor Pedro.
E como já se encontra nas mãos de
satanás, não poderei desejar-lhe que vá
com Deus.

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