Associação
Portuguesa de Editores e Livreiros explicou à Câmara do Porto não ter verba
suficiente para realizar a feira
A Feira do
Livro regressou nos últimos anos aos Aliados, mas este ano não se realizará por
falta de verbas
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) suspendeu
a edição de 2013 da Feira do Livro no Porto por “falta de condições
financeiras”, informou esta quinta-feira a câmara, que “lamenta” tal decisão e
garante que vai organizar uma alternativa de animação dos Aliados em Julho.
A APEL
“optou pela suspensão da feira no ano em curso, alegando falta de condições
financeiras para a sua realização, tanto mais que admite a possibilidade de se
vir a registar um avultado prejuízo por força da forte quebra nas vendas, que
facilmente se adivinha neste dramático cenário económico-social em que estamos
mergulhados”, refere comunicado da Câmara do Porto.
A autarquia recorda o acordo feito
em 2009 com a APEL para “o regresso da Feira do Livro à Av. dos Aliados”, tendo
para o efeito celebrado um protocolo no valor de 300 mil euros, repartidos ao
longo de quatro anos, destinados ao investimento em novos equipamentos.
Tal apoio, explica, “correspondia
ao valor das prestações para amortização do investimento feito no ‘leasing’
operacional dos novos stands, que ficariam
liquidados no final dos quatro anos de vigência do contrato, pelo que restaria
agora, em cada feira, apenas o custo correspondente à sua manutenção, montagem
e desmontagem”.
Contudo, “ainda em 2012, a APEL
solicitou o apoio do município para a realização da Feira do Livro 2013,
assente naqueles que foram os pressupostos do protocolo anterior, reforçando a
insuficiência da verba anual de 75 mil euros a que correspondeu o apoio anual
decorrente do protocolo atrás referido, invocando o desdobramento por mais um
ano do ‘leasing operacional’ dos stands, em razão da necessidade de recuperação
de parte daquele equipamento por se encontrar em deficientes condições de
utilização”.
“O Município do Porto viu-se assim
confrontado com uma situação inesperada, tendo comunicado à APEL que era
inviável o apoio financeiro excecional nos mesmos moldes e valores do que fora
pago nas últimas quatro edições da Feira do Livro”, acrescenta o comunicado.
A câmara garante ter manifestado à
APEL “disponibilidade para continuar a apoiar tão importante iniciativa,
nomeadamente a ceder gratuitamente, para o efeito, a plataforma central da
Avenida dos Aliados, isentando a organização de todas as taxas e licenças, e
assegurando apoio logístico na segurança e na limpeza dos espaços de
circulação”, apoios que a associação considerou insuficientes.
“A Câmara do Porto compreende e
lamenta a decisão da APEL” e assegura ter “já em preparação uma iniciativa que
permita, no próximo mês de julho, proporcionar aos portuenses um evento de
lazer e cultura que colmate, na Avenida dos Aliados, esta suspensão da Feira do
Livro”, remata.
=Público=

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