"Não nos peçam para fazer consensos com
um Governo que está esgotado; não nos peçam para ir para o Governo, o PS só
voltará ao Governo por vontade dos portugueses." Foi desta forma que o
líder do PS reagiu ontem à mensagem do Presidente da República no dia 25 de
Abril, na qual defendeu a continuidade da austeridade.
No discurso de abertura do XIX Congresso do
PS, em Santa Maria da Feira, António José Seguro referiu-se mesmo ao
"maior erro" transmitido pelo Presidente, que foi o de "negar a
esperança e a evidência de que há um caminho alternativo para sairmos da
crise". Ou seja, o erro de negar a possibilidade de eleições antecipadas.
Tal como o CM noticiou ontem, o líder do PS acusou Cavaco Silva de
"dividir em vez de unir" os portugueses. Ontem, Seguro fez questão de
dizer que "o povo, mais tarde ou mais cedo vai escolher um novo
Governo" para substituir o atual, que, "agora em desespero, suplica o
nosso apoio".
Depois de repudiar a política de austeridade,
dizendo que foi "um retrocesso civilizacional", à qual é preciso
"pôr um ponto final e dizer com clareza: ‘Basta!'", Seguro disse que,
uma vez no Governo, o PS honrará os compromissos com a troika, mas adverte:
"Os nossos parceiros e credores sabem que não seremos súbditos de ninguém,
nem ficaremos de joelhos perante ninguém."
O líder socialista avançou ainda com
propostas: "Um pacto para o emprego a todas forças políticas e parceiros
sociais." A intenção é reduzir o desemprego jovem para metade (neste
momento em 39%) e aumentar a taxa de emprego para 70%.


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