quinta-feira, 24 de março de 2011

Portugal sob pressão da zona euro para pedir ajuda do fundo de socorro



Portugal está sob uma pressão cada vez mais forte dos seus pares da zona euro para pedir a ajuda do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FESF), de modo a acalmar o nervosismo dos mercados financeiros e evitar um contágio da especulação financeira a outros países.

A pressão está a ser exercida de uma forma indirecta, mas explícita, quando mais não seja pelo facto de vários responsáveis europeus terem começado a mencionar abertamente a possibilidade de uma ajuda a Portugal, o que nunca aconteceu até aqui.

Jean-Claude Juncker, primeiro ministro do Luxemburgo e presidente do Eurogrupo, considerou, em resposta a jornalistas, em Paris, que uma ajuda de uma ordem de grandeza de 75 mil milhões de euros poderá ser “apropriada”.

Interrogado se Portugal vai ser objecto de ajuda, aliás, Juncker respondeu: “Não o excluo”.

“Sempre pensei que seria útil organizar uma ajuda, simplesmente porque isso permite pagar menos encargos sobre a dívida (...) e pedir menos esforços, por vezes muito pesados, à população”, afirmou por seu lado Didier Reynders, ministro belga das Finanças, à margem de um encontro da família liberal europeia que precedeu a cimeira de líderes da União Europeia (UE) desta tarde. “Estamos evidentemente prontos para intervir e ajudar mas é preciso primeiro um pedido de Portugal”, lembrou.

Mark Rutte, primeiro-ministro da Holanda, afirmou que está “muito preocupado” com a situação portuguesa e lembrou que uma eventual ajuda só pode ser desbloqueada em troca de um programa rigoroso de redução do défice orçamental.

A crise política em Portugal, provocada pela demissão do Governo, vai ser catapultada para o centro das discussões da cimeira europeia que arranca às 16 horas. Acima de tudo, os europeus querem saber quais são os planos de Sócrates e averiguar as possibilidades de reunir um consenso nacional em torno de um programa de consolidação orçamental.

(Público – 24/3/2011)

PSD admite aumentar IVA para não mexer nas pensões e nos rendimentos



O porta-voz dos sociais-democratas, Miguel Relvas, afirmou, quinta-feira, que, a ser necessário, o PSD só admitiria mexer em impostos sobre o consumo, excluindo mexer em impostos sobre os rendimentos e nas pensões e reformas.

Numa declaração à agência Lusa, Miguel Relvas começou por afirmar que "ninguém pode, sem conhecer a verdadeira situação financeira, garantir que não mexe em impostos".

"Mas, a ser necessário, só consideraríamos mexer em impostos sobre o consumo e não nos impostos sobre o rendimento das pessoas e nem nas pensões e reformas dos sectores mais degradados e carenciados, como previa o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) do PS", acrescentou o porta-voz e secretário-geral do PSD.

"O combate ao défice não pode ser feito com medidas de impacto sobre os mais desfavorecidos do nosso país", defendeu.

O PS já respondeu, pela voz de Francisco Assis, que considerou a proposta laranja como "desgarrada". Segundo o líder parlamentar socialista, "o PSD chega muito mal preparado à hora da verdade".

O CDS-PP leva hoje a debate e a votos na Assembleia da República um projecto de lei para garantir que as pensões mais baixas serão sempre actualizadas, pelo menos, pelo valor da inflação.

Os centristas reservaram a sessão plenária de hoje para este debate.

O seu projecto de lei em causa aplica-se ao "o valor das pensões mínimas de velhice, invalidez e sobrevivência, incluindo as do regime não contributivo, do regime especial das actividades agrícolas e dos regimes transitórios dos trabalhadores agrícolas, indexadas ao IAS (indexante dos apoios sociais)".

O CDS-PP propõe que o valor destas pensões seja "actualizado, pelo menos, pelo valor correspondente ao IPC (Índice de Preços ao Consumidor), nos casos em que exista a manutenção do valor nominal do IAS".

Na exposição de motivos do diploma, o CDS-PP refere que no "chamado PEC 4", rejeitado na quarta-feira pelo Parlamento, "o Governo avança com o congelamento do IAS até 2013, o que significa que as pensões mínimas não terão qualquer aumento entre 2011 e 2013".

(JN – 24/3/2011)

PS: Pelos vistos, a merda continuará ou piorará mesmo.!!!

O sexo de Deus


Todo aquele que exerce uma profissão merece um salário justo, a começar pelos que realmente sustentam, com o seu árduo trabalho, a máquina pública. Além de criarem a riqueza do país.

Em Portugal, todavia, preferem pagar salários baixos a quase todos, salvo àqueles que pertencem ao “clube” e fazem, portanto, parte das chefias, directorias e administrações…

Um povo realmente educado, jamais aceitaria de forma passiva aquela centenária estratégia de acumulação de riqueza nas mãos duns quantos, o que sempre foi a manutenção do povo distante da escola, da educação, apático e dormente.

O abusivo reajuste dos proventos com que os parlamentares se auto-premeiam é, talvez a razão do “excessivo zelo” pela coisa pública e, para compensar o trabalho no Parlamento, como todos estamos cansados de saber…

A respeito desse despudorado e afrontoso acto legislativo, em proveito próprio, o que alguns chamam corrupção, faz com que os portugueses menos bafejados pela sorte, sejam vítimas da cobiça e da voracidade dos políticos seus representantes. Não se pense que o assalto aos cofres públicos se resume a isso, a essa vergonhosa atitude, uma vez que, frequentemente, deputados e ministros entram-nos no bolso através de “laranjas” e empresas fantasma, dinheiro e emendas. O saque às finanças do Estado e municípios, resultante disso, os consequentes aumentos de remunerações e benefícios auto-atribuídos, «para dignificar a classe política» – como disse alguém - pelos deputados, é vergonhosa.

Depois, ouve-se dizer: “Eu não tenho religião. Não vou à igreja, não participo em rituais, não acredito nos seus dogmas. Sou agnóstico. Não preciso de ter religião para amar a Deus sem medo, com alegria e, principalmente, sem nada pedir! (Não podem ter tão fraca memória que não recordem que tudo ou quase tudo tiram aos mais fracos, aos mais pobres) … e continuam:

“Não tenho religião, porque não concordo com as coisas que elas, todas elas dizem de Deus. Deus, meus senhores, é um Grande Mistério. Está para além das palavras. E, então, diante do grande mistério, calamo-nos. Fica o silêncio.»

“Discordo a partir do pronome «ele». Deus “ele” é masculino? Onde foi que souberam do sexo de Deus? Deus tem sexo? Se o tem, porque não ela? Deus mulher!”

Como a mulher do Cântico dos Cânticos? A Igreja católica não conhece a mulher. Conhece apenas a «mãe», que o foi sem ter sido mulher… Deus: porque não uma flor? A mais perfumada? Porque não um mar sem fim, onde se navega? Místicos houve que disseram que Deus é uma criança que nos convida a brincar… Mas pode ser também que Deus seja música, como pensaram os místicos pitagóricos.

Ter uma religião é pronunciar as palavras sagradas daquela religião e acreditar nelas. As religiões distinguem-se e separam-se pelas diferenças das palavras que usam para se referir ao sagrado. Se nada dissessem, se houvesse apenas o silêncio diante do Grande Mistério, a Babel das religiões não existiria.

Diante do Grande Mistério, apenas uma palavra é permitida, a palavra poética, porque a poesia não o diz, mas apenas aponta para ele. O Grande Mistério está para além das palavras. E é por isso que os portugueses vivem como vivem, calados, submissos, apáticos… talvez adormecidos…

(Enviado por um Amigo)

Porque se calam os mais novos?


Os governos europeus andam loucos. Aumentam à idade da reforma, esquecendo-se de toda essa juventude que necessita de trabalhar e que, com essas medidas, a impede de conseguir o seu primeiro emprego, organizar a sua vida, criar família, viver, enfim.

Não! Porque depois de afirmarem ser necessária mais formação, mais licenciaturas, mais e mais doutores e engenheiros, prolongando o tempo de serviço e a idade para a reforma, impedem os jovens de conseguirem fazer a sua vida. Um mais que «lírico» ministro abre vagas no ensino superior, para que possa haver mais licenciados no desemprego. O outro congela as admissões e pensa em despedimentos.

A Europa deveria refomar-se já e despedir todos esses que provocam tanta bandalheira, aliada à exercida nos países havendo, estranhamente, ainda quem vote nesses cobardes que se servem do poder para oprimir os povos.

Há aumento de consultas em psiquiatria sobretudo de jovens que procuram o seu primeiro emprego após uma licenciatura que custou os olhos da cara aos pais, alguns deles endividados para tentarem dar um futuro melhor aos filhos e nada conseguindo. Penso que os mais novos, a quem pertence o futuro, deveriam insurgir-se contra esses políticos da treta que só sabem olhar para os seus umbigos e carteiras.

E, no debate sobre o Estado da Nação ontem havido, pudemos assistir ao grande vazio político-social que norteia o governo e parte da oposição. Curiosa e paradoxalmente, porque da esquerda assistiu-se a uma tremenda hostilidade para com forças progressistas, acusadas pelo ministro da Economia de retrógradas e desencaixadas da Europa e de tudo quanto lhe diz respeito.

Que semelhantes acusações, com a grave decisão de exclusão de todo e qualquer debate ou conversação, partissem doutro partido como o CDS e o PSD, compreendia-se.

Mas, saídas da boca de quem sairam, a coisa agrava-se substancialmente, deixando antever uma mais forte viragem à direita do governo, dito socialista. São mais as incoerências apresentadas por este PS que infelizmente nos governa.

Parece estar totalmente esgotado, a precisar de longas férias. O debate pouco mais foi que ora acuso eu ora acusas tu, tudo ficando por ali, pairando no ar da AR a ideia de que ninguém quer tomar uma decisão de fund, ficando o governo e o primeiro-ministro por afirmar e reafirmar que está no poder por vontade dos portugueses e que é para eles que governa. Tal afirmação de modo algum corresponde à verdade.

O governo pode, quando muito, governar para alguns portugueses, os mais ricos, os capitalistas, banqueiros e grandes empresários. Mas não o faz em relação aos mais pobres e debilitados, os excluídos.

O ter afirmado e arrogar-se ter feito diminuir a pobreza em Portugal, não podia ter ficado pior ao primeiro-ministro, uma vez que não tem diminuído mas aumentado de forma assustadora e dramática.

A dada altura sentiu-se num beco sem saída, não sabendo para que lado se virar e, aquela arrogância que alguns confundem com determinação, deapareceu até do seu semblante e, o seu habitual cínico sorriso desapareceu também. Sinais inequívocos de que o debate esteve longe de lhe correr como desejava. Ficou também provado, uma vez mais, que serão os mais pobres e os desempregados quem pagará a «crise», com juros acrescidos.

A verdadeira crise reside na falta de ideias e ideais, durante o debate bem demonstrado e que, por força das cicunstâncias se reflecte sobre os mais desfavorecidos e que, este governo, apesar de afirmar sentir preocupações sociais não moverá uma palha para tentar valer-lhes no drama que se avizinha.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pobre Europa, pobres de nós…


O caso da Irlanda é um impressionante exemplo do sucesso das reformas liberais. Aderiu ao capitalismo global e isso permitiu um enorme crescimento económico.

Dá um espectáculo em toda a Europa na última década. Somente a Espanha se aproxima do nível irlandês, também como resultado de várias reformas liberais.

“Quem te viu e quem te vê…”

Porque, pressionada pela fuga de depósitos dos seus bancos, já periclitantes, a Irlanda, que garantia não precisar de ajuda, pelo menos até meados de 2011, capitulou a 22 de Novembro.

Receberá 90 biliões de euros em empréstimos do FMI e do BCE, mas terá de cumprir um plano de recuperação de quatro anos, que prevê um corte de 20% das despesas públicas até 2014, despedimento de 25 mil funcionários, redução do salário mínimo, de 8,65 para 7,65 euros por hora, corte nas aposentações e aumento dos impostos. E os neoliberalistas do costume, dizem o quê? Foi azar?

Quando interrogados, fazem lembrar aquele advogado que conduzia distraído quando, num Stop, passou sem parar, mesmo nas barbas dum carro patrulha, que de imediato o segue e manda parar.

Um dos agentes sai do carro, dirige-se ao advogado, cumprimentando-o respeitosamente: «Boa tarde. Queira mostrar-me os documentos do carro e também os seus, com a devida carta de condução.

O ‘astuto’ advogado limita-se a perguntar: “mas… porquê, Sr. agente?”

«Porque o Sr. não parou no Stop ali atrás.» “Eu diminui a velocidade e, como não vinha ninguém….” (Entretanto um outro carro patrulha parou e os agentes aproximaram-se do colega…)

«Faça o favor de mostrar os documentos que pedi.» “O Sr. agente sabe qual é a diferença jurídica entre abrandar e parar?» “A diferença, é que a lei diz que num sinal de Stop se deve parar completamente. Mostre-me os documentos.” «Ou não, Sr. agente. Sou advogado e sei as suas limitações na interpretação do texto da lei. Proponho-lhe o seguinte. Se conseguir explicar-me a diferença entre abrandar e parar, dou-lhe os documentos e o Sr. pode multar-me. Se não, vou-me embora sem a multa”.

«Certamente, aceito. Pode fazer o favor de sair do veículo, Sr. advogado?»

Quando o advogado sai, os agentes desatam a agredi-lo, bastonadas, pontapés, socos por todo o corpo…

Então, o advogado grita a pedir socorro e implora que parem. E o agente pergunta-lhe: «Quer que paremos ou que abrandemos?» “Parem. Parem!!!” «Muito bem; documentos!»

Muitos foram, muitas as vozes que pediram ao governo português que parasse com as políticas neoliberais. Muitos foram os que pretenderam acautelar Portugal do que se sabia seria inevitável… Mas o governo nem abrandou, pelo contrário, acelerou rumo à catástrofe que se avizinha, que se vive já entre os mais pobres.

E hoje, tal como aconteceu com a Grécia e com a Irlanda, estamos a caminho da bancarrota, da obrigatoriedade de recebermos o FMI e as ajudas do BCE, depois de termos contribuído com tantos biliões que na ajuda à Grécia quer à Irlanda, dificultando cada vez mais a vida ao bom povo português.

Certamente, estamoa a precisar de alguns que exliquem cabalmente o que é abrandar e parar aos governantes. Porque, se a procissão ainda nem saiu do adro, o que é verdade é que a vida dos cidadãos já se tornou num verdadeiro calvário.

Pelo menos, pareçam preocupados



Há que lutar muito para afastar o clima de angústia, de incerteza no futuro, como o que se está a viver na Europa. Não só porque as notícias da economia são todos os dias piores e porque não se sabe onde vamos parar mas, sobretudo, porque em vez de transmitir a sensação de que, antes ou depois, reverterão a situação, os líderes dos países e os colectivos supra-nacionais, parecem tanto ou mais perdidos que qualquer cidadão.

O pior da Senhora Merkel não são os seus erros na gestão da crise grega, senão que se deixou arrastar pelas atitudes mais histéricas e nacionalistas da sua opinião pública.

Com a que está a cair, Nicolas sarjozy está empenhado num debate “estúpido” (Le Monde dixit) sobre a burka.Os dirigentes dos dois grandes parttidos britânicos são humilhados pela ascensão de Nick Cllegg, um tipo “macho”, que só sobe porque muita gente já não acredita nem nos laboristas nem nos conservadores.

Vence a orfandade política. E a ascensão da ultra-direita, também em Portugal, reflecte, em parte, esse sentimento.

Aqui, a sessão de sexta no Parlamento foi uma nova marretada na esperança. O PSD, uma vez mais, tornou Sócrates em responsável de todos os males da economia portuguesa, exagerando, feliz. As palmas fizeram-se ouvir, pois a sua bancada aplaudiu, sorrindo, como se a encantasse o drma que entre nós se vive.

Sócrates, de novo, disse que a situação começa a melhorar. Como se pensasse que alguém acredita. E os seus também o aplaudiram, não menos felizes.

Ninguém pode dizer-lhes, a uns e a outros, que já não se pode aplaudir, e que têm de mostrar-se sérios, compungidos, que é como aas pessoas andam nas ruas e em suas casas?

Porque, precisamente quando brincavam às “bulhas”, a uns metros dali, a bolsa caía, e muito. E em Farkforte e em Londres, o preço da dívida pública portuguesa voltava a subir.

E o Parlamento dava um passo de consequ~encias imprevisíveis no conflito entre os portugueses e Portugal.

E, em cima deles, o desemprego. E logo dirão que o que têm são problemas de comunicação.

Sem dúvida, o grande deus da economia não pode ser procurado no Banco Central Europeu, nem no FMI, nem tão-pouco na Reserva Federal dos Estados Unidos- Ao fim e ao cabo, esres deuses são eleitos pelas administrações e, em consequência, têm um cargo untado pelo vencimento.

O verdadeiro deus económico é o que chama o Apocalipse e arroja os países para as trevas, onde tudo é pranto e rilhar de dentes.

Best of ... MAS QUE GRANDE LATA !..





A MEMÓRIA DOS BURROS É TÃO CURTA !... O OUTRO JÁ DIZIA, SÓ OS BURROS É QUE NÃO
MUDAM. ELE LÁ SABE PORQUE É QUE DISSE ISSO. ELE NÃO, CONTINUA A VIVER À TRIPA

FORRA, QUE É COMO QUEM DIZ, À NOSSA CUSTA !... MAS QUE GRANDE LATA...


SEM VERGONHA!

(Enviado por um Amigo)