CGTP anunciou
data na semana passada. O protesto junta sector público e privado.
Carlos
Silva anuncia hoje adesão à greve geral.
O Secretariado Nacional e o Conselho Geral da UGT reúnem-se
nesta segunda-feira para decidir se a central participa na greve geral de 27 de
Junho, juntamente com a CGTP e os sindicatos independentes.
Embora a
formalização da decisão dependa destes dois órgãos, há várias semanas que as
duas centrais sindicais tentam a convergência. Segundo fontes da UGT, citadas
pela Lusa “tudo se encaminha no sentido da participação na greve geral”.
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, já tinha admitido a
possibilidade de haver em Junho uma “jornada de luta conjunta”, tendo em conta
a “situação que o país atravessa”. Na semana passada Carlos Silva e o líder da
CGTP, Arménio Carlos, estiveram juntos no arranque no Metro de Lisboa, dando
visibilidade a uma convergência no terreno.
A CGTP anunciou na sexta-feira uma greve geral para dia 27 de
Junho contra as políticas de austeridade do Governo e por eleições antecipadas.
“Esta é uma greve geral de todos e para todas e também para
mudar de política, para mudar de Governo e para promover eleições antecipadas”,
declarou o líder da CGTP. Arménio Carlos acrescentou: “Se é verdade que o
Presidente da República quer salvar o Governo, nós queremos, com esta luta,
salvar o país".
Também para esta segunda-feira, uma frente de sindicatos da
função pública, liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) da
UGT, marcou uma conferência de imprensa para anunciar a adesão à greve geral. A
frente junta o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados (SNPL), o
Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), o Sindicato dos Enfermeiros
(SE), o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) e o Sindicato Independente
dos Profissionais de Enfermagem (SIPE).
Na passada sexta-feira, a Federação de Sindicatos da
Administração Pública (FESAP), também da UGT, já tinha garantido que estavam
reunidas as condições para na função pública se realizar uma greve conjunta.
Num comunicado, a FESAP convoca“uma greve da Administração
Pública para o dia 27 de Junho, convergindo assim com todas as organizações
sindicais no sentido da realização de uma greve geral”.
=Público=

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