sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

«O QUE SOMOS E COMO VIVEMOS»


















Empanturrados de sensações e do seu corolário, o devir, somos seres não libertos, por inclinação e por princípio, condenados de eleição, presas da febre do visível, pesquisadores desses enigmas de superfície que estão à altura do nosso desânimo e da nossa trepidação.

Se queremos recuperar a nossa liberdade, devemos pousar o fardo da sensação, deixar de reagir ao mundo através dos sentidos, romper os nossos laços.

Ora, toda a sensação é um laço, tanto o prazer como a dor, tanto a alegria como a tristeza. Só se liberta o espírito que, puro de toda a conivência com seres ou com objectos, se aplica à sua vacuidade.

Resistir à sua felicidade é coisa que a maioria consegue; a infelicidade, no entanto, é muito mais insidiosa.

Já a provaram? Jamais se sentirão saciados, procurá-la-ão com avidez e de preferência nos lugares onde ela não se encontra, mas projectá-la-ão em vós mesmos, porque, sem ela, tudo lhes parecerá inútil e baço.

Onde quer que a infelicidade se encontre, expulsa o mistério ou torna-o luminoso. Sabor e chave das coisas, acidente e obsessão, capricho e necessidade, far-vos-á amar a aparência no que ela tem de mais poderoso, de mais duradouro e de mais verdadeiro, a amarrar-vos-á para sempre porque, “intensa” por natureza, é, como toda a “intensidade”, servidão, sujeição.

A alma indiferente e nula, a alma desentravada – como chegar a ela? E como conquistar a ausência, a liberdade da ausência? Tal liberdade jamais figurará entre os nossos costumes, tal como neles não figurará «o sonho do espírito infinito».

Para nos identificarmos com a doutrina vinda de longe, seria necessário que a desposassemos sem restrições: de que serve aceitar as verdades se rejeitamos a transmigração, base da ideia de renúncia?

"Se os sem-abrigo aguentam porque nós não aguentamos?"


O presidente do BPI, Fernando Ulrich, autor da expressão, que ficou famosa, “ai aguenta, aguenta”, relativa ao facto de Portugal ter de suportar as políticas de austeridade impostas pelo Governo, voltou ‘à carga’ com o seguinte comentário: “Se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos?”, indica a edição desta sexta-feira do jornal i.
O presidente do BPI, Fernando Ulrich, é sobejamente conhecido pelo cunho provocatório que imprime às considerações que tece. Em Outubro do ano passado, o célebre ‘ai aguenta, aguenta’, reportando-se à capacidade do País em tolerar tamanha austeridade ditada pelo Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, ainda hoje é lembrado e, tudo indica, continuará a ser.

Desta vez, questionado por um jornalista acerca da polémica expressão, Ulrich, sentindo-se beliscado, respondeu com uma outra não menos controversa: “Se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos?”, cita o jornal i.

E, prosseguiu o responsável do BPI, “se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer”.

Ainda no mesmo registo, Fernando Ulrich voltou à carga, num esforço para justificar a primeira de todas estas declarações, que, por sinal, surgiu no âmbito de uma comparação entre Portugal e a Grécia. “Se os gregos aguentam uma queda do PIB de 25%, os portugueses não aguentariam porquê? Somos todos iguais, ou não?”, interrogou o presidente do BPI, deixando a pergunta no ar.

Notícias ao Minuto

«OS PREGADORES»


















Será pela matéria ou matérias que tomam os pregadores?

Usa-se hoje o modo que chama de apostilar o Evangelho, em que tomam muitas matérias, levantam muitos assuntos, e quem levanta muita caça e não segue nenhuma, não é muito que se recolha com as mãos vazias. Boa razão é também esta.

O sermão há-de ter um só assunto e uma só matéria. Por isso Cristo disse que o lavrador do Evangelho não semeara muitos géneros de sementes, senão uma só: «Saiu o que semeia a semear.» Semeou uma semente só, e não muitas matérias. Se o lavrador semara primeiro trigo, e sobre trigo semeara centeio, e sobre o centeio semeara milho grosso e miúdo, e sobre o milho semeara cevada, que havia de nascer? – Uma mata brava, uma confusão verde.

Eis aqui o que acontece aos sermões deste género. Como semeiam tanta variedade, não podem colher coisa certa.

Quem semeia misturas, mal pode colher trigo. Se uma nau fizesse um bordo para o norte, outro para o sul, outro para leste, outro para oeste, como poderia fazer viagem?

Por isso nos púlpitos se trabalha tanto e se navega tão pouco. Um assunto vai para um vento, outro vai para outro vento; que se há-de colher senão vento?

O Baptista convertia muitos em Judeia; mas quantas matérias tomava? – Uma só matéria: «Aparelhai o caminho do Senhor!?; a preparação para o Reino de Cristo.

Jonas converteu os Ninivitas; mas quantos assuntos tomou? – Um só assunto: «Daqui a quarenta dias será Ninive subvertida»; a subversão da cidade.

De maneira que Jonas em quarenta dias pregou um só assunto, e nós queremos pregar quarenta assuntos numa hora! Por isso não pregamos nenhum. O sermão há-de ser de uma só cor, há-de ter um  só objecto, um só assunto, uma só matéria.

(…)

Taxa de desemprego subiu para 16,5%, é a mais alta de sempre















Portugal continua a ter terceira taxa mais elevada entre os Estados-Membros. Desemprego jovem baixou mas continua acima dos 38%


A taxa de desemprego em Portugal subiu para 16,5 por cento em dezembro, de acordo com o Eurostat. É a taxa mais alta de sempre.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia, esta taxa compara com os 16,3% tocados em novembro. Há um ano, o desemprego estava nos 14,6%, o que significa que em 12 meses aumentou 1,9%.

Portugal continua, por isso, a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada entre os Estados-Membros apenas atrás da Grécia (26,8% - valor referente a outubro) e de Espanha (26,1%).

Áustria (4,3%), Alemanha e Luxemburgo (5,3% cada) são os países que apresentam as taxas mais baixas. 

De acordo com a mesma fonte, na Zona Euro e na União Europeia, a taxa ficou igual: 11,7% no caso da primeira (igual à de novembro) e 10,7% no caso da segunda (onde já não mexe há três meses). Face há um ano, a taxa subiu uma décima na Zona Euro e 0,7 pontos entre os 27.

Entre os jovens [com menos de 25 anos], o nosso país registou uma taxa de desemprego de 38,3% em dezembro, abaixo dos 38,7% em novembro e dos 39% de outubro. Ainda assim, a taxa ficou acima dos 35,1% verificados em dezembro de 2011.

Já na região do euro, a taxa de desemprego juvenil manteve-se nos 24%, de novembro para dezembro, e subiu em relação aos 21,7% há um ano, enquanto na UE estabilizou nos 23,4%, na comparação mensal, e aumentou na homóloga, face aos 22,2% verificados em dezembro de 2011.

Há agora mais de 25,9 milhões de pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,715 milhões fazem parte da Zona Euro.

TVI24


Petição de Soares é teste à nova união no PS


A petição de Mário Soares que desafia Passos Coelho a demitir-se, se não mudar de políticas, recolheu quatro mil assinaturas e deu entrada no Parlamento na terça-feira. E será agora agendada para discussão no plenário.

Subscrita por seis deputados socialistas – da ala crítica da direcção – «terá um efeito interessante no PS», segundo um dos signatários: «E obrigará a uma clarificação em relação ao Governo». Será um dos primeiros testes práticos ao novo consenso interno agora prometido pelo líder, António José Seguro.

O líder parlamentar Carlos Zorrinho, contactado pelo SOL, diz que a posição do partido «ainda não foi tomada». Tem tempo para o fazer. A petição deverá ser conduzida pela Presidência da Assembleia da República (AR) para a primeira comissão. Em 60 dias esta elabora um relatório, que subirá a discussão no plenário. Aí, a questão é saber quem é escolhido no PS para falar sobre o tema. E para dizer o quê.

O texto, apresentado em final de Novembro, na ressaca do Orçamento do Estado, deu que falar. «Os signatários interpretam (...) o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o senhor primeiro-ministro altere, urgentemente, as opções políticas (...) sob pena de (...) ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão».

Uma petição na AR não pode, porém, assumir a forma de moção de censura. Mas o texto pode transformar-se numa resolução mais seca, que «recomende ao Governo que rectifique a política», o que pode obrigar à sua votação.

Soares é acompanhado por nomes da política, do BE (Daniel Oliveira Fernando Rosas e Helena Pinto) ao PS(Ferro Rodrigues, Pedro Nuno Santos, Pedro Delgado Alves, Duarte Cordeiro, João Galamba e Inês de Medeiros, todos deputados, mais Vítor Ramalho, António Arnaut, entre outros). E figuras públicas como Carvalho da Silva e Bruto da Costa, ou, mais à direita, como o militar Pires Veloso e Paulo Morais (ex-vereador no Porto).

Manuel A. Magalhães- (SOL)





TUA


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é lindo…lindo …lindíssimo CANTEMOS E OREMOS VEZES SEM CONTA  AO SENHOR JESUS…

Coimbra…



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- Foz do Douro - Porto


F. P.

António José Seguro

















Na tua entrevista de ontem na SIC conduzida pelo senhor doutor José Gomes Ferreira provaste mais uma vez que não estás preparado para governar nem para secretário geral do Partido Socialista.

        Foste confrontado com uma série de perguntas feitas por um economista que provou conhecer melhor o programa do governo do que tu. 

        Era da data do congresso do PS que se falava e que propostas tinhas para apresentar ao governo. Divagaste e não respondeste a nenhuma.

        Continuas a dar uma má imagem do partido, a destruí-lo e hoje na Assembleia da República tu e o PS voltaram a ser atacados.

        Foi mais um favor que fizeste ao CDS e ao PSD que com a sua governação estão a destruir e a roubar Portugal.

        Foi  o PS que na votação do programa do governo permitiu, ao abster-se, que fosse feito o maior ataque que algum governo fez aos trabalhadores, funcionários públicos e reformados.

        Foi o PS, pela mão do socialista João Proença que na concertação social votando ao lado das  várias confederações, destruiu as aspirações dos portugueses a uma melhor qualidade de vida.

        Na referida entrevista consideras-te, sem dúvida o melhor candidato a primeiro ministro. Vives no mundo da fantasia e não no país real.

        Como a maioria dos portugueses não tenho confiança em ti e, se entretanto não aparecer um novo secretário geral sério, com autoridade e competente, talvez em 2014 já estejamos a ser governados pelos partidos da ultra direita liberal.

        Foi a vaidade e vontade de mandar que te tornaste número um do partido mas nunca impuseste a tua autoridade.

        O assalto às eleições autárquicas já começou. Em Matosinhos já há luta pelo poder e noutros locais do país. 

        Se os autarcas são escolhidos pala direcção do partido porque esperas para impor a tua autoridade? 

        Oxalá no próximo congresso sejas derrotado para de uma vez por todas acabarem as tuas veleidades. 

M. M.