A
cumprir um ano de mandato, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirma
em entrevista ao Jornal de Notícias (JN) que “os portugueses ultrapassaram a
barreira do medo” mas estão, neste momento, “muito condicionadas”
financeiramente para puderem aderir a uma greve geral. Ainda assim, o caminho
tem de ser o da “mudança” desta “política de sangramento dos portugueses e do
País”.
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, faz o balanço de um
ano de mandato em entrevista ao JN, hoje publicada, considerando que apesar de
não ter conseguido mudar de política e de Governo conseguiu que os
“trabalhadores e as trabalhadoras, mas também outras camadas da população”
fizessem “muito”.
“Um homem sozinho não consegue
fazer nada, mas o conjunto de homens e mulheres podem fazer muito. Neste
primeiro mandato, os trabalhadores e as trabalhadoras fizeram muito. Desde logo
ultrapassaram, não totalmente mas em parte, a barreira do medo. Tivemos um ano
de 2012 com uma expressão muito forte de contestação, de indignação mas também
de exigência de mudança de políticas”, destaca.
Questionado sobre se esse
protesto não perdeu fôlego desde a grande manifestação do dia 15 de Setembro,
Arménio Carlos lembra que ainda no passado fim-de-semana “os professores saram
à rua em Lisboa”.
“Isso dá-nos a perspectiva de que a contestação está a aumentar e
a indignação vai acentuar-se necessariamente por uma questão clara: hoje é por
demais evidente que este Governo tem uma política de sangramento dos
portugueses e do País. Por isso mesmo dizemos que é preciso acentuar a
contestação mas também a proposta. Nós não podemos ficar apenas e só pelo
protesto”, sublinha o sindicalista.
“O objectivo é resolver os
problemas dos portugueses (…). Isto tem que mudar, é preciso acreditar mas
acima de tudo é preciso participar para haver acção e mudança”, insiste Arménio
Carlos.
No entanto, o secretário-geral
da CGTP reconhece que este não é o momento para uma greve geral.
“O que nós temos programado,
neste momento, é uma jornada de luta a 16 de Fevereiro em todos os distritos do
Continente e nas regiões autónomas. Depois (…) veremos o que vem a seguir”, mas
é preciso não esquecer que estamos “num processo de desgaste, ou seja, as
pessoas estão hoje muito condicionadas no que respeito à adesão à greve pela via
da condição financeira”.
Notícias ao Minuto

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