quarta-feira, 6 de abril de 2011

descompressão !?! GP Boavista ?! e os Biões?!



Circuito da Boavista 2011.

Um circuito único. Uma cidade imperdível!

Foi hoje apresentada, no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, a edição de 2011 do Circuito da Boavista, numa cerimónia que contou com a presença de Rui Rio, Presidente da Câmara Municipal do Porto e de Luís Patrão, Presidente do Instituto de Turismo de Portugal, bem como de muitas outras destacadas personalidades da cidade, do País e do mundo automobilístico.

A cidade do Porto prepara-se, uma vez mais, para receber o Grande Prémio Histórico do Porto (GPHP) e mais uma etapa do campeonato de WTCC. Em 2011 estas provas estão de regresso ao Porto e ao Circuito da Boavista, para mais 2 fins-de-semana de velocidade e animação, onde a cidade voltará a estar no centro das atenções internacionais automobilísticas, e não só.

As datas previstas de realização, 17 a 19 de Junho para o Grande Prémio Histórico, e 1 a 3 de Julho para o fim-de semana do WTCC, surgem este ano integradas na Festa de S. João do Porto, durante a qual toda a cidade comemora o santo popular mais famoso em todo o mundo. O clima de festa que a cidade viverá todo o mês, e que em 2011 será com certeza reforçado pelo facto de se celebrar o centenário destas mesmas comemorações, permite prever um relevante incremento do já forte impacto destas duas provas, enquanto factor de
atracção turística à cidade.

“As corridas propriamente ditas são únicas, pois a configuração da pista torna as provas exigentes onde o mínimo erro pode ditar o abandono. É uma pressão enorme, mas ao mesmo tempo uma enorme satisfação, pois olho para as bancadas e percebo que o público está do meu lado. Dificilmente encontro uma prova que me diga tanto…”, são as palavras de Tiago Monteiro, um dos “responsáveis” pela onda de entusiasmo que, de dois em dois anos, invade o Circuito da Boavista e que, mais uma vez, marcará presença neste circuito que ele próprio intitula de “único” e que considera ter “uma aura especial”!

Novidades 2011

A par desta estratégica alteração de calendário, uma das grandes novidades da edição de 2011 é o modelo de gestão implementado e em curso, No qual o Município do Porto atribuiu à PortoLazer a liderança total do processo de promoção e gestão de todas as operações afectas à realização do Circuito da Boavista 2011 (CB11). Utilizar todo o potencial de recursos e valências existentes dentro de todo o universo Câmara Municipal do Porto, permitindo, desta forma, uma utilização ainda mais racional dos meios existentes, é o grande objectivo traçado, e que conta com todo o empenho de uma equipa multidisciplinar e transversal a todo o mesmo universo, e que tem vindo ao longo dos tempos a demonstrar uma elevada capacidade de organização de eventos de grande dimensão aptos a projectar internacionalmente a imagem da cidade e do país.

Quanto ao calendário de provas, no primeiro fim-de-semana, dedicado ao Grande Prémio Histórico, para além dos troféus internacionais com carros antigos, que farão as delícias de todos os amantes dos automóveis, os espectadores vão ainda poder assistir aos campeonatos nacionais de clássicos e de clássicos resistência, em três dias recheados de provas que prometem trazer um misto de nostalgia e adrenalina à zona circundante do Parque da Cidade.

De 1 a 3 de Julho, o CB11 faz prego a fundo, e o público poderá assistir a provas de velocidade pura e dura, com o Mundial de Turismo a vir ao Porto pela 3ª vez, depois da estreia em 2007.

Um fim-de-semana que terá, a juntar ao WTCC, as provas de TPGT e a Taça de Portugal Sport e protótipos, entre outras competições com carros modernos e em que a velocidade será sempre a nota dominante.

É na aposta que está a ser feita nos eventos paralelos ao CB11 que decorre a outra novidade deste ano. Assim, para além de fazer as delícias dos amantes do desporto de 4 rodas, esta edição integra dois relevantes eventos que prometem fazer as delícias de todos os que preferem as 2 rodas.

No dia 12 de Junho decorrerá a 1.ª Festa da Moto, uma exposição ao ar
livre, que ocupará a Rotunda do Castelo do Queijo e que terá patente o que existe de melhor em Portugal em termos de coleccionismo de motos. Entre 17 e 18 de Junho realizar-se-á, junto ao Edifício Transparente, a “Exposição de Motos Campeãs do Mundo”, na qual o público entusiasta poderá apreciar e ficar a saber tudo acerca de mais de 35 motos campeãs do mundo na sua classe e no seu tempo. Está ainda prevista a realização de quatro paradas com estas motos e também a presença de um convidado muito especial: Giacomo Agostini. 15 vezes campeão do mundo, 18 vezes campeão de Itália, e com 123 grandes prémios vencidos, Giacomo Agostini estará no Porto durante os 3 dias do GPH e desfilará no Circuito da Boavista
com a sua famosa MV Agusta 500.

Organização e parceiros

A organização do Circuito da Boavista conta com o apoio institucional do Turismo de Portugal, com o patrocínio já confirmado do Santander e da empresa Águas do Porto, e com o Jornal de Notícias e o Jogo como media partners para a imprensa escrita.

Serão parceiros da organização a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), a empresa Masters Historic Racing e Eurosport Events, que estiveram representadas nesta cerimónia de apresentação ao mais alto nível.

Um Circuito que eleva a cidade…

Números como o dos mais de 200.000 espectadores que, em 2009, encheram as bancadas do Circuito e a Cidade do Porto, permitem antever também uma forte adesão de público para 2011, e a reafirmação deste evento como um factor determinante na atracção de grandes massas a este Destino que, ao mesmo tempo que assistem a uma das mais importantes provas de competição automóvel mundial no segmento de automóveis de turismo e revivem momentos históricos do automobilismo mundial, não perderão a oportunidade de apreciar a beleza única de uma cidade histórica património cultural da humanidade, com uma frente
ribeirinha e marítima ímpares, os nossos espaços de arquitectura contemporânea, a nossa gastronomia e os nossos vinhos, com especial destaque para o Vinho do Porto, a nossa cultura e o nosso património, e a nossa já famosa tradição de bem receber. A contribuição do Circuito da Boavista para o incremento da performance económica da cidade é inegável, representando um factor determinante para o desenvolvimento económico local, com particular incidência no sector do turismo, nomeadamente na hotelaria, restauração, transportes e serviços turísticos.

Como referência, e considerando que na última edição o evento ocupou dois fins-de-semana do mês de Julho, a hotelaria do Grande Porto registou neste mês uma taxa de ocupação de 69,27%, superior à taxa média anual (AHP, 2010).

No que se refere à hotelaria no Norte de Portugal, e considerando o decréscimo registado ao nível nacional neste período, o saldo foi também muito positivo tendo-se verificado uma variação positiva de 4,6% nas dormidas, de 1,7% na taxa de ocupação, 0,3% nos proveitos totais e 4,2% nos proveitos por aposento, configurando-se o Porto e Norte de Portugal como uma das duas únicas regiões com variação positiva, juntamente com o Alentejo (INE, 2009).


Este evento pode assim ser afirmar-se como um sólido recurso turístico, sendo a
exequibilidade da sua integração em produto turístico já visível, concretamente para o segmento de turismo de interesse especial. A notoriedade que assume, no contexto nacional e internacional, permite-lhe afirmar-se como um dos principais aceleradores de procura da Cidade, permitindo diversificar e densificar a oferta turística e assim contribuir, de forma decisiva, para o aumento da procura, da receita e da estada no Destino.

… e que leva a cidade a todo o mundo.

O excelente desempenho mediático da edição de 2009 comprova o impacto positivo deste evento também ao nível da notoriedade e visibilidade nacionais e internacionais da cidade e da marca Porto, bem como das marcas que a ele se associaram. Em 2009, e só em território nacional, foi objecto de destaque em 530 notícias e 1657 promoções publicitárias, tendo obtido um tempo de antena em televisão de 19 horas e 41 minutos. O potencial mediático desta iniciativa atingiu os 7 milhões de euros, sendo 89% decorrentes de informação editorial e os restantes de informação publicitária. A nível internacional o CB2009 foi referido em 63 diferentes canais de televisão, 347 programas, tendo sido alvo de 490 notícias e de 17 emissões em directo, e obtido uma audiência total de 28,14 milhões (IFM). A cobertura dada pela Eurosport foi também fundamental para este desempenho mediático, tendo feito chegar a imagem do Porto a espectadores de todo o mundo e gerado um potencial de exposição mediática às marcas associadas, fazendo-as chegar a um universo de telespectadores de âmbito mundial.

Por tudo isto, o Circuito da Boavista é hoje um evento fundamental para a projecção da Cidade e da marca Porto a nível nacional e internacional, representando uma iniciativa essencial para o cumprimento de um dos objectivos estratégicos do Município do Porto ao nível da respectiva promoção turística e da afirmação da marca Porto além-fronteiras, objectivos integrados numa estratégia mais vasta de revitalização económica da própria cidade. Provas para todos os gostos, desde competições de clássicos até ao actual Mundial de Turismo, passando pelas motas, vão fazer com que os amantes do desporto motorizado não queiram perder pitada e com que muitos mais se rendam à beleza deste circuito citadino
único e a uma cidade cada vez mais imperdível! Para mais informações:


Gabinete de Comunicação e Imagem da PortoLazer
Rosário Serôdio
Tel.: 91 539 93 16
e-mail: rosarioserodio@portolazer.pt


Gabinete de Comunicação e de Promoção da Câmara Municipal do Porto
Paulo Neves
Tel: 22 209 71 33
e-mail: imprensa@cm-porto.pt

lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo




Internet por fios EDP



Oxalá os efeitos paralelos desta desmedida ambição não se traduzam em problemas sérios...


--- Mensagem original ---

O Prof. Augusto Albuquerque que eu conheço e que assina o texto abaixo, foi meu
professor de Telecomunicações no IST e é uma pessoa de grande idoneidade e de
muito conhecimento na matéria, está na União Europeia já lá vão muitos anos, sendo
Director do IST na Área de Projectos para a Sociedade de Informação.
[ ] s.../ Ricardo Vidigal da Silva

A SER VERDADE (E PARECE QUE O É), SERÁ MAIS UM ATENTADO À
SAÚDE DE TODOS NÓS!!!

(Penso que isto deverá ser objecto de estudo dos especialistas na
matéria...)

- Mais uma desgraça para a humanidade!

POWERLINE é um novo sistema de distribuição de Internet e
telefone digital, através da rede eléctrica. Em Portugal a ONI está a
desenvolver este sistema em algumas zonas de Lisboa, mas ainda
em fase experimental.

O POWERLINE funciona da seguinte maneira:

Nos postos de transformação da EDP são instalados os servidores
de Internet e telefone digital, estes servidores transmitem o sinal
em altas-frequências (HF) com potência suficiente para percorrer a
rede eléctrica até chegar às casas dos consumidores.

Nas casas dos consumidores são instalados modems próprios para
POWERLINE, estes modems são ligados a uma tomada de
electricidade para emitirem também para a rede da EDP sinais de
altas-frequências (HF) com potência suficiente para conseguirem
chegar aos servidores instalados nos postos de transformação da
EDP.

Portanto os sinais de POWERLINE passam a circular pelos cabos
da EDP, cabos esses que não têm qualquer blindagem (não são
cabos coaxiais), então os sinais de alta-frequência saem dos cabos e
são irradiados para o ar passando a estar presentes em toda a
parte.

Estes sinais são em altas-frequências em banda larga, entre os 8000
KHz e os 30000 KHz. Diz-se que os cabos eléctricos que
transportam electricidade a 50 Hz já fazem mal à nossa saúde, há
quem proteste por ter as suas casas debaixo de cabos de alta tensão
que mais uma vez chamo à vossa atenção, são cabos que
transportam 50 Hz, agora imaginem com o POWERLINE passam
a circular altas-frequências de 8000 KHz aos 30000 KHz por toda a
parte, porque estas frequências por serem muito elevadas saem dos
cabos e vão para o ar atingindo-nos a todos nós !!!

Este sistema é altamente perigoso para os humanos, assim como para todos os
outros animais, ou seja este sistema provoca o CÂNCRO. A leucemia tornar-se-á uma doença muito comum em grande parte da população das grandes cidades onde o POWERLINE estará em funcionamento!

Mas não ficamos por aqui, além de ser muitíssimo perigoso para a
nossa saúde, também trará muitos outros problemas, como
interferências nas nossas televisões, mesmo para quem tem TV
Cabo, interferências enormes nos nossos receptores de rádio,
telefones, intercomunicadores, walkie-talkies, etc...

Estas interferências poderão mesmo acabar com a escuta de rádio
por completo.

Para os cibernautas: não queiram a Internet por este sistema, além
de ter todas as desvantagens que já mencionei, é um serviço de
Internet péssimo, cheio de falhas e muito instável, devido às muitas
interferências que circulam por toda a rede eléctrica, interferências
de electrodomésticos, lâmpadas fluorescentes, todo o tipo de
motores, fábricas, etc...

Se querem Internet com qualidade, usem os serviços de ADSL que
são os melhores em todos os aspectos.

O POWERLINE foi proibido na Alemanha, Itália, Japão e outros
países.

Perante tal ameaça, vamos ficar de braços cruzados à espera que a
ONI e EDP, com o consentimento da ANACOM, avancem com este
projecto monstruoso e absurdo, para que a ONI e a EDP
enriqueçam ainda mais à custa da nossa desgraça?

NÃO, TEMOS QUE PROTESTAR ! Mandem e-mails para a
ANACOM, para o governo, para a assembleia da república, etc...
E NÃO QUEIRAM O POWERLINE NAS VOSSAS CASAS.
DIGA NÃO AO POWERLINE!

Eng. Augusto Albuquerque

Divulguem este texto o mais possível.

lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo

terça-feira, 5 de abril de 2011

PANDEMUNDIAL ))) EUROPA )))



Irlanda + Grécia + Portugal + Espanha _ UPADATA (III) > Porque silenciam a ISLÂNDIA? Afinal há outros caminhos...

Porque silenciam a ISLÂNDIA? Afinal há outros caminhos...

Assunto: Dá para pensar. É uma questão de cultura.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkel - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.

Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele)
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.

Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.

Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado.
Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.

A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).

País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.

Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.

Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores.
E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.

Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.

Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.

Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.

Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.

As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.

Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.

O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.

Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Por Francisco Gouveia, Eng.º

http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=349&id=23501&idSeccao=3973&Action=noticia

é bom que se esclareça que apesar do muito mau desempenho deste governo demissionário do ps,na verdade este só caiu porque o pec activava medidas económicas que afectariam as classes mais favorecidas !

por outo lado, o fmi, se solicitado, exigirá cortes nos salários públicos, no ordenado mínimo, nos subsídios vários, nos subsídios de férias e de Natal e nas diversas comparticipações e contribuições sociais ! pois é !


lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo

Crise financeira mundial

Islândia. O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

por Joana Azevedo Viana, Publicado em 26 de Março de 2011

A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não te1/1
Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.

Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.

Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.

Lição democrática n.º 1: Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.

Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.


Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido - e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia.

Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.

Lição democrática n.º 3: As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).

Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.

Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media internacionais.


http://www.ionline.pt/conteudo/113267-islandia-o-povo-e-quem-mais-ordena-e-ja-tirou-o-pais-da-recessao

(Estes endereços podem ser abertos mais abaixo)


lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo

Dívida Pública !?!

Cavaco Silva:

“Não vale a pena perder tempo com aquilo que os mercados estão a fazer”

09.11.2010 - 18:31 Por Cristina Ferreira, com Lusa

A saída do 4.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC – Associação Empresarial para a inovação, o Presidente da República e já recandidato ao cargo também se recusou a dizer se os mercados estão ou não a exagerar, afirmando: “Não entro nessa batota [criticar os mercados]. Acho mesmo que é uma retórica negativa para Portugal.”

"A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego, nós devemos fazer o trabalho que nos compete por forma a reduzir a nossa dependência do financiamento externo sempre com uma grande preocupação de distribuir com justiça os sacrifícios que são pedidos aos portugueses."

Sobre o facto do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter admitido que poderia ser necessário recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) caso os juros da dívida portuguesa atingissem os sete por cento, Cavaco Silva disse: "Espero que não seja necessário é só o que eu posso dizer."

Já na intervenção que fez no 4º Encontro da Rede PME Inovação COTEC, o Presidente da República reconheceu que Portugal se encontra num “contexto de urgência”, considerando que em tal cenário é “exigível” aos poderes públicos “a mais alta prioridade” à desburocratização da vida das empresas exportadoras. “A competitividade das nossas empresas não pode deixar de ser um desígnio nacional”, defendeu Cavaco Silva.

Por isso, sublinhou, “num contexto de urgência como aquele em que Portugal se encontra é exigível aos poderes públicos alta prioridade nos esforços para desburocratizar a vida das empresas exportadoras e reduzir, tanto quanto possível, os seus custos de contexto”.

Falando perante mais de uma centena de empresários, Cavaco Silva enfatizou igualmente a necessidade do Estado reconhecer o “esforço” das empresas, em particular através de “políticas fiscais que funcionem como incentivo aos ganhos de competitividade”.

Na intervenção, Cavaco Silva aproveitou também para voltar a deixar uma nota de optimismo, realçando que “nenhuma recessão é permanente” e insistindo na tónica das exportações.
“Os empresários devem olhar com acrescida atenção para um leque alargado de países, mercados e soluções de negócio e não ficar confinados aos espaços a que estavam habituados”, enfatizou.



http://www.publico.pt/Economia/cavaco-silva-nao-vale-a-pena-perder-tempo-com-aquilo-que-os-mercados-estao-a-fazer_1465169

lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo

PANDEMUNDIAL ))) EUROPA )))

Islândia + Irlanda + Grécia + Portugal + Espanha _ UPADATA (V) >

Vale a pena esperar pelo FMI ?



Atenção:
Não esquecer de fazer a proporção com os salários em Portugal, que pelos valores apresentados, são menores em Portugal. Assim, em Portugal, estas medidas tocarão em vencimentos mais baixos; ex: deduz-se que os empregados públicos de vencimentos 3000€ na Grécia correspondam aos de 1500€ em Portugal, e assim para todas as outras medidas.

Lista de medidas de austeridade aplicadas à Grécia (2010-05-02):

Esta lista foi traduzida a partir de:

• Greece: List of new austerity measures



Sector Público
• Corte do subsídio de férias e natal para todos os empregados públicos que ganhem mais de 3000€/mês brutos. Quem ganhar menos de 3000€ vai receber 250€ pela Páscoa, 250€ no Verão e 500€ no Natal;
• Reduzir os subsídios de 8 a 20% no sector público estado e 3% nas empresas públicas
• Uniformizar todos os salários pagos pelo estado;
• Congelar todos os salários do sector público até 2014.
Sector Privado
• Chegou-se a um acordo colectivo, assinado em 15 de Julho, pelo qual os empregados do sector privado na Grécia continuam a receber o seu salário anual em 14 pagamentos (chegou a ser sugerido passar para 12 pagamentos). Não houve aumentos em 2010 e prevê-se aumentos de 1.5 a 1.7% para 2011 e 2012 – muito abaixo da inflação actual que ronda os 5.6%.
• Imposição de um imposto aplicado uma única vez às empresas que tenham tido mais de 100 000€ de lucro em 2009:
o 100 000 a 300 000: 4%;
o 300 001 a 1 000 000: 6%;
o 1 000 001 a 5 000 000: 8%;
o Mais de 5 000 000: 10%.
• Alargar os limites pelos quais os empregadores podem despedir funcionários:
o Empresas com até 20 empregados: sem limite;
o Empresas com um número de empregados entre 20 e 150: até 6 despedimentos por mês;
o Empresas com mais de 150 empregados: até 5% dos efectivos ou 30 despedimentos por mês.
• Redução das indemnizações por despedimento, que também poderão ser pagas bimensalmente;
• Pessoas jovens, com menos de 21 anos podem ser contratadas durante um ano recebendo 80% do salário mínimo (592€). O pagamento da segurança social também será apenas de 80% e findo o ano de contrato têm direito a ingressar nos centros de emprego;
• Pessoas com idades entre os 15 e os 18 anos podem ser contratadas por 70% do salário mínimo, o que dá 518€;
• Os empregados considerados redundantes não podem contestar o despedimento a menos que o empregador concorde;
• Empregados pela primeira vez, com menos de 25 anos, podem ser pagos abaixo do salário mínimo;
• Pessoas que auto empregadas com OAEE (sistema de seguro para empresários em nome individual), que por qualquer motivo não tenham trabalho, são cobertos pelo seguro durante até dois anos desde que:
o Tenham trabalhado um mínimo de 600 dias, mais 120 por cada dia acima dos 30 anos até terem chegado aos 4500 dias ou 15 anos de trabalho;
o Não estejam segurados por um seguro do sector público.
• Liberalização das profissões ou sectores fechados (são aquelas profissões ou sectores que necessitam de autorizações do estado ou que estão altamente reguladas, tais como notários, farmácias, cirurgiões, etc). Esta medida não foi implementada dado que há processos a decorrer no Tribunal Europeio;
• Cancelar o segundo pagamento de pagamentos de solidariedade (NT: não sei muito bem a que se referem estes pagamentos.);
• Aumentar as contribuições para a segurança social em 3%, tanto para empregados como empregadores.
Pensões/Reformas

Notar que a reforma do sistema de pensões já tinha sido discutida muito antes da entrada do FMI, mas nunca tinha sido implementada. A grécia tem uma percentagem desproporcionada de população idosa, cerca de 2.6 milhões e uma população activa na ordem dos 4.4 milhões, isto para uma população total de 11.2 milhões. Isto obriga o estado a contrair empréstimos para puder efectuar os pagamentos mensais.

A 8 de Julho aprovou um conjunto de princípios depois de terem sido efectuadas mais de 50 emendas à lei. As medidas mais importantes foram:

• Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas que recebam mais de 2 500€/mês brutos. Aqueles que ganhem menos de 2500€ vão receber 200€ pela Páscoa, 200€ pelo Verão e 400€ no Natal;
• Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas com menos de 60 anos, excepto para aqueles que tenham o número mínimo de anos de contribuição, tenham menos dependentes ou estudantes com menos de 24 anos a viver na mesma casa;
• Todas as pensões congeladas até 2013;
• Calculo das pensões tendo em conta toda a carreira contributiva. Vai estar em vigor um sistema de transição até 2015;
• Passagem da idade de reforma no sector público e privado para os 65 anos;
• Ajustes da idade de reforma tendo em conta a esperança média de vida a partir de 2020;
• As pessoas podem-se reformar a partir dos 60 anos com penalizações de 6% por cada anos, ou aos 65 anos com pensão completa depois de 40 anos de serviço. A partir de 2015 ninguém abaixo dos 60 se poderá reformar;
• Os trabalhadores que tenham trabalhos de desgaste rápido podem reformar-se a partir dos 58 anos (antes era 55) a partir de 2011;
• Desconto para um fundo de solidariedade social (LAFKA), a ser feito pelos pensionistas que ganhem mais de 1400€, a partir de 1 de Agosto de 2010:
o 1401 a 1700: 3%;
o 1701 a 2300: 5%;
o 2301 a 2900: 7%;
o 2901 a 3200: 8%;
o 3201 a 3500: 9%;
o Mais de 3500: 10%.
• Aumento da idade de reforma para mães trabalhadoras:
o No sector privado: para 55 (era 50) em 2011, 60 em 2012 e 65 em 2013;
o No sector público: para 53 em 2011, 56 em 2012, 59 em 2013, 62 em 2014 e 65 em 2015;
o Com três filhos: 50 em 2011, 55 em 2012 e 60 em 2013.
• Retirada da pensão aos ex-empregados públicos que sejam apanhados a trabalhar e tenham menos de 55 anos; Corte em 70% se tiverem mais de 55 anos e se a pensão for mais de 850€/mês. A partir de 2011;
• Limitar a transferência de pensão de pais apra filhos segundo critérios de idade e rendimento, o que inclui o pagamento de 26 000 a filhas divorciadas ou solteiras de empregados bancários e empregados públicos. Se os filhos podem receber duas destas transferências, apenas receberão uma delas, a maior, a partir de 2011;
• A pensão completa pode ser transferida para viúvas(os) se a data da morte ocorreu após cinco anos de casamento e o cônjuge vivo tem mais de 50 anos e se certos parâmetros de rendimentos são cumpridos. No entanto, durante os primeiros três anos após a morte os pagamentos serão retidos;
• Estabelecimento de uma pensão mínima garantida de 360€;
• As pensões não devem exceder 65% do rendimento auferido enquanto se trabalhava (anteriormente este número podia chegar aos 96% baseado nos últimos anos de trabalho e nos mais bem pagos);
• Os que não pagaram segurança social podem receber a pensão mínima desde que tenham mais de 65 anos, não tenham rendimentos e que vivam há mais de 15 anos na Grécia;
• Fusão dos 13 fundos de pensão Gregos até 2018. Os fundos dos trabalhadores por conta de outrem, agricultores, empresários em nome individual e trabalhadores do sector público, serão integrados na segurança social até 2013;
• Reduzir o número de fundos que servem os advogados, engenheiros, jornalistas e médicos;
• Reforma completa das condições de reforma dos militares e forças de segurança o que inclui aumentar a idade de reforma e a remoção de bónus especiais;
Impostos
• IVA: todas as taxas de IVA foram aumentadas 10%: 5 para 5.5%, 10% para 11% e 21 pra 23%;
• Imposto sobre tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis: imposto adicional de 10%;
• Imposto em automóveis de luxo (novos e usados): 10 a 40% baseado no valor em novo e no valor de mercado;
• Publicidade na TV: toda a publicidade na TV está sujeita a um imposto de 20% a partir de 2013;
• Imposto especial de 1% para aqueles que tenham um rendimento líquido de 100 000€ ou mais.

O que conseguiram, 10 meses depois:
Risco
Juro da dívida grega em máximos de sempre
Margarida Vaqueiro Lopes
08/03/11 14:25
Em semana de cimeira extraordinária dos líderes da zona euro os juros da dívida helénica atingiram novos máximos.
O agravamento da percepção de risco por parte dos investidores no que se refere à dívida grega acentua-se, um dia depois de a agência de notação financeira Moodys ter cortado, em três níveis, o 'rating' da Grécia.

O juro sobre Obrigações do Tesouro gregas a 10 anos está a subir para 12,821%, o valor mais elevado de sempre, numa semana em que os líderes da zona euro se reúnem em cimeira extraordinária para discutir, entre outras coisas, a flexibilização do Fundo de Estabilização Europeu.

Em relação a Portugal, a tendência dos juros é também de agravamento, com o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos a subir para 7,603%, depois de ter fechado ontem nos 7,558%, enquanto a 'yield' da linha viva de dívida pública portuguesa na mesma maturidade se agravava para 7,518%.

Já os juros sobre OT a cinco anos continua também a agravar-se, e sobe para os 7,653%, a reforçar máximos de sempre.

Amanhã Portugal volta a testar os mercados, com uma emissão de mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro a dois anos, dois dias antes de os líderes da União Europeia se reunirem em cimeira extraordinária, na sexta-feira.




lélio magalhães pinto de oliveira lélio m p o lempo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

População incapacitada


Quando uma adolescente com síndrome de Down começou a cantar, com uma voz espectacular, a maioria dos assistentes não pôde conter as lágrimas ante o prodígio que via e ouvia.

De baixa estatura, duns 20 anos, vestida naturalmente e com uma cara que irradiava alegria e segurança, estava a dar, com a sua atitude, uma maravilhosa lição de vida e, ao mesmo tempo, ratificava o belíssimo trabalho da instituição, e outras similares; através da arte encontra-se uma das melhores formas de superar diversas incapacidades.

Quão pouco respeito e que falta de consciência há pela que hoje se denomina população em situação de incapacidade. Nas contendas eleitorais anunciam-nos que tudo farão em prol dos incapacitados. Não chega, todavia, para assegurar uma política de segurança democrática, em clara referência àqueles que têm o mérito de mostrar ao país, meio cego, que os incapacitados existem e necessitam de apoios.

A doença de Alzheimer, por exemplo, é um transtorno cerebral que se apresenta em pessoas com mais de 60 anos sob a forma de demência.

Segundo estudos realizados, existem cerca de 160 mil pessoas afectadas em Portugal. Segundo se pode comprovar, há pouca vontade em ajudá-las, sobretudo às mais pobres, talvez por não renderem o desejado.., sabendo-se que, a continuar desta forma, não demorará muito tempo para que o número se eleve e tenhamos um país muito mais envelhecido e, em grande parte, demente.

João Paulo II era um papa viajante; ao encerrar o Ano Internacional e Europeu das Pessoas com Incapacidade, em 2003, expressou: «Uma sociedade que dê espaços unicamente aos membros plenamente funcionais, totalmente autónomos e independentes, não será uma sociedade dugna do ser humano.

A discriminação em virtude da eficiência não é menos condenável que a que se realiza em virtude da raça, do sexo ou da religião».

Teremos nós uma sociedade digna de todos os portugueses? Não!, porque não somos uma sociedade inclusiva nem equitativa nem, muito menos, tolerante. E o pior é que a exclusão social é limitativa do desenvolvimento humano. Por isso campeia a violência.

Uma sociedade inclusiva respeita e valoriza a diferença e contrói justiça, desenvolvimento, tolerância, respeito, solidariedade e democracia.

Os efeitos da cultura, em todas as suas manifestações, são tão mágicos, tão milagrosos, que está demonstrado ser o melhor meio, o caminho indicado para que as pessoas incapacitadas possam encontrar uma luz.

Todas as instituições devem adquirir o compromisso de contribuir, seja como for, música, pintura, dança, teatro e porque não leitura, com esses 10% da população nacional que está marginalizada.

Há aí uma boa esponsabilidade ética e um excelente compromisso social.