«Quando se incomoda alguém, vale tudo para tentar calar-nos. Jamais o conseguirão, todavia, porque sempre que um blog termina outro se abre de imediato».
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Os proactivos e os reactivos

Pessoas reactivas são aquelas que pensam e actuam dentro de padrões de causa e efeito.
Pessoas proactivas influenciam o meio, garantem harmonia, emanam boas energias, iluminam tudo e todos à sua volta.
Nunca se sentem vítimas das circunstâncias, escolhem com sabedoria as coisas que podem influir para uma mudança significativa para muitos.
Quando um proactivo comete um erro, diz: “enganei-me”, e aprende a lição.
Quando um reactivo comete um erro, limita-se a dizer: “a culpa não foi minha”, responsabilizando terceiros.
Um proactivo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.
Um reactivo sente-se vítima perante uma adversidade.
Um proactivo sabe que o resultado das coisas depende de si. Um reactivo considera-se perseguido pelo azar.
Um proactivo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio e para os outros.
Um reactivo está sempre “muito ocupado” e não tem tempo sequer para os seus.
Um proactivo enfrenta os desafios um a um. Um reactivo contorna-os, nem se atrevendo a enfrentá-los.
Um proactivo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre-a.
Um reactivo faz promessas e, quando falha, sabe apenas justificar-se…
Um proactivo diz: “posso ser bom, mas vou ser ainda melhor”.
Um reactivo, diz: “não sou assim tão mau; há muitos piores que eu”.
Um proactivo ouve, compreende e responde.
Um reactivo não espera que chegue a sua vez de falar.
Um proactivo respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.
Um reactivo resiste a todos os que sabem mais e só se fixa nos seus defeitos.
Um proactivo sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho.
Um reactivo nunca se compromete e diz sempre: “faço o meu trabalho e é quanto basta”.
Um proactivo diz: “deve haver uma melhor forma de fazer isto…”
Um reactivo diz: “sempre fizemos assim. Não há outra maneira”.
Um proactivo é parte da solução. Um reactivo é parte do problema.
Um proactivo consegue “ver a parede na sua totalidade”.
Um reactivo fixa-se apenas “no azulejo que lhe cabe colocar”.
Um proactivo lê por exemplo esta carta, guarda-a e medita sobre ela.
Um reactivo, se a ler até ao fim, limita-se a criticá-la e a deitá-la ao lixo.
Não direi que é por esse motivo que Portugal não avança, pelo contrário.
Mas, uma coisa é certa. Há muito poucos proactivos e demasiados reactivos, sobretudo entre os governantes e políticos em geral.
BELA CHAMADA DE ATENÇÃO
DESTE MODO NENHUM CONDUTOR PODE NEGAR TER VISTO O SINAL
DE VELOCIDADE LIMITADA A 50 KM /HORA….
sábado, 26 de março de 2011
Se Parlamento parar 2 meses, deputados continuam a receber

Se Cavaco Silva decidir convocar eleições antecipadas, a Assembleia da República entra numa espécie de gestão. A maioria dos deputados terá pouco ou nada que fazer, mas continua a receber até novo Parlamento entrar em funções.
A queda do Governo vai mexer com o funcionamento de diversas instituições, entre elas a Assembleia da República. Se Cavaco Silva decidir convocar eleições e dissolver o Parlamento, na prática, a maioria dos deputados, estarão parados, já que o Parlamento entra em gestão e apenas funciona a Comissão Permanente. Mas não ficam sem salário.
«É-se deputado até à tomada de posse de novos deputados. Por isso, continuam a receber o salário normalmente. Um pouco como acontece com os membros de Governo, que estão em gestão, mas são Governo até à tomada de posse de um novo», explicou o deputado Duarte Pacheco, secretário da mesa da Assembleia, em declarações ao tvi24.pt.
Duarte Pacheco reforça que os deputados estarão, até tomada de posse, numa espécie de prevenção. Porque, recorda, «a Comissão Permanente pode convocar o Plenário a qualquer momento». Mas se as eleições se realizarem entre o fim de Maio e o princípio de Junho, podem passar mais de dois meses até haver novo Parlamento.
Por enquanto e até o Presidente da República tomar uma decisão, o Parlamento continua a funcionar. A prova disso foi a aprovação, esta sexta-feira da revogação da avaliação de desempenho de professores.
Quarto partidos da Oposição uniram-se e redigiram um texto de substituição aos projectos de lei apresentados pelo PSD e pelo PCP, com uma versão final, que acabou por ser aprovada já na generalidade, especialidade e votação final global. O deputado do PCP Bernardino Soares apresentou um requerimento oral a pedir a dispensa de redacção final e a redução para um dia a apresentação de reclamação sobre a redacção do texto e o requerimento foi aprovado. Isto significa que o texto em causa deverá mesmo ser a redacção final e já não baixa à discussão na especialidade na Comissão Parlamentar de Educação. Os partidos evitam assim a possibilidade de o Parlamento ser dissolvido e esta decisão ser anulada.
Cenários possíveis
O deputado Duarte Pacheco explicou que, daqui para a frente, o funcionamento do Parlamento depende do cenário pelo qual se decidir o Presidente da República: convocar eleições e dissolver a Assembleia ou nomear um Governo. Se Cavaco Silva nomear um Governo, pouco muda.
Mas, se Cavaco Silva se decidir, como lhe estão a pedir os partidos políticos com quem se reuniu esta sexta-feira, pela convocação de eleições, o Parlamento, tal como o Governo, entra em gestão. «No dia em que o Presidente assinar o decreto de dissolução do Parlamento, a Assembleia da República perde os poderes. O plenário deixa de funcionar, as comissões permanentes deixam de funcionar e as comissões de inquérito deixam de funcionar», explica o deputado.
Com isto, também «todas as iniciativas caducam». «Só não morrem as petições apresentadas ao Parlamento pelos cidadãos é que transitam para a legislatura seguinte. Assim como as resoluções apresentadas pelas assembleias regionais. O Governo foi dissolvido, mas as assembleias regionais não e os cidadãos são os mesmos», acrescentou.
Só a Comissão Permanente continua em funcionamento. «Ela visa a substituição do plenário, quando este não pode reunir. Isto significa que o Governo, mesmo em gestão, nunca fica sem fiscalização», explicou ainda Duarte Pacheco.
Mais uma Comissão de Camarate interrompida
A nona Comissão de Inquérito ao caso Camarate é a única comissão de inquérito actualmente em funcionamento. No caso de Cavaco Silva dissolver o Parlamento, também ela será dissolvida. O deputado do CDS-PP Ribeiro e Castro, relator da Comissão, recordou que não é a primeira vez que tal acontece em relação ao caso Camarate. «Já aconteceu, por exemplo, cm a segunda e com a sétima comissões», sublinhou.
«Se houver dissolução, tenciono apresentar relatório. Isso depende também dos meus colegas de comissão, mas eu tenciono apresentar relatório», disse.
(TVI24 – Diário.iol)
PS: Que beleza de democracia a nossa. Não é?
sexta-feira, 25 de março de 2011
O que eles dizem de nós…

Se o dizem, pensam-no!
Durante a campanha presidencial é-nos insinuado por “democratas” aliados a “Demo” cratas que sustentaram e serviram abnegadamente a ditadura, que ceifou vidas e sonhos de gerações inteiras de portugueses, uma degenerada (i) lógica insana de que seria uma ameaça para a democracia a eleição de exactamente alguém que colocou a sua vida em grande risco para a trazer para Portugal.
A isso se chama subversão mitológica pela desconstrução da lógica.
Continuam a fazê-lo agora, encobertos por uma difusa névoa que “discute” o mito socialista.
Muito feio…
Bonito, foi quando se começou a usar, em cartazes, páginas da Internet e camisas vestidas, em vez da bonita fotografia preparada para a campanha, exactamente a fotografia da ficha espúria, contrastando com a promessa pátria de que “verás que um filho teu não foge à luta!”
Ainda durante a campanha, nenhuma menção ao evidente, gritante, retumbante, incandescente rasto brilhante (tal cometa) de competência deixado pela candidatura, durante toda a sua carreira.
«Devemos criar de novo o Ministério do Mar”, após ter sido o causador do abate de mais de 80% dos barcos de pesca”, que eram o ganha-pão de milhares de portugueses, em obediência cega aos ditames de Bruxelas.
Quanta lata e promiscuidade e um pouco de perversão se nos oferece debaixo de semelhantes palavras…
Que oferece, finalmente, a Portugal, um exemplo único de meritocracia na política, ao tornar-se o primeiro técnico a chegar ao máximo da República pela simples e sucessiva promoção dum cargo para outro superior?
E o seu cargo era tão somente o de primeiro-ministro dum governo que pariu leis aberrantes e negou a palavra ao povo. Mesmo assim, preferiu sofismar – “demo” crata – e destruir para reconstruir depois um tosco mito de que o Excelentíssimo Senhor Melhor Presidente da República havia sido escolhido do nada, por súbito impulso ou falta de opção.
E teve ainda a infeliz infelicidade de se presentear com o impensado “apelido” de poste, marco…
Como sabe pouco, tão pouco de humor este soberbo soberano português…
E menos ainda de energia, aliás, especialidade especialíssima dele, o “poste”. Talvez por isso Portugal viva um verdadeiro apagão, porque bem sabem que aos postes é dado o poder de iluminar.
O nobre lusitano, ícone global da economia, meteu água. Já o sabem, como sabem também – e com que ênfase - o quanto é motivo de honra, admiração e orgulho para qualquer povo, e qualquer ser humano, uma pessoa que foi incapaz de, no melhor da sua juventude, arriscar a vida na luta contra a repressão, pela libertação do seu país, enquanto se entretinham a mandá-los para as masmorras da Pide e para o degredo sem qualquer julgamento.
Mito com a história por lastro, créditos e credenciais à frente, e o sacrrossanto e imaculado direito a novas opções, confirmações ou correcções divergentes da sua própria trajactória…
Mitos com pessoas acima do mito!
Pelo povo português, por Portugal e pelo que Portugal e nós, seu povo, podemos ainda oferecer ao mundo, quem dera que um dia (já muito próximo) as boas falas sobre nós ecoem por aqui…
Obrigado, Caríssimo amigo…
Assim pensa Mia Couto

Um dia, isto tinha de acontecer.
Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência.
E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não".
É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Mia Couto.
(lélio m p o)