terça-feira, 30 de julho de 2013

Miguel de Sousa: Gostava de ser presidente do Governo Regional da Madeira

Vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira diz ter a certeza de que terá o apoio de Alberto João Jardim

Foi o número dois de Alberto João Jardim e, enquanto o líder regional não deixou o caminho livre, Miguel de Sousa esperou na sombra. Agora diz ter as condições para receber um legado de quatro décadas e inaugurar um "novo ciclo" na Madeira. Em dias de crise política, o gestor madeirense atribui a instabilidade no governo à "ambição desmedida" de Paulo Portas.

O executivo saiu fragilizado da crise do último mês?

Portugal não sai da crise, Portugal está em crise pelo menos desde o 25 de Abril. Fez-se uma revolução pela democracia e pela liberdade, criou-se a expectativa de que isso seria suficiente para fazer um país moderno e evoluído, mas Portugal ainda não conseguiu encontrar o sistema que possibilite governar-se.

É por isso que defende outra divisão de poderes?

Defendo um modelo presidencialista, em que o Presidente da República seja primeiro-ministro em simultâneo.

Cavaco Silva tentou ensaiar esse papel centralizador ao convocar os três partidos para um entendimento?

Chamar os três partidos devia ser uma atitude de há muito tempo e acontecer a um ritmo quase diário.

Porque é que as negociações falharam?

Não há maturidade política sequer para se fazer uma coligação. O Dr. Paulo Portas ia deitando o governo abaixo e acaba por quase parecer que foi o seu salvador. Não é verdade.

Como olhou então para este passo?

Paulo Portas é uma pessoa instável, que revela ambição desmedida e que percebe que através do CDS não vai conseguir. Quem é do CDS tem de pensar que tem a representação que tem. Não pode pensar em ter mais.
Mas o CDS sai claramente reforçado com esta mudança no governo.

Por fragilidade do sistema, talvez por fraqueza do PSD. Até agora não se percebeu que houvesse uma área económica do governo entregue à direita e ao liberalismo. Ela está entregue, vamos ver se resulta. Se resultar é sinal de que nestes 35 anos andámos todos enganados.

Com a remodelação, a coligação chegará a 2015?

Estou convencido de que chega. Pelas pessoas que entraram, estou certo que nenhum aceitaria entrar num governo de curto prazo. Terão garantias de que haverá entendimento para fazer alterações no âmbito da economia, com mudanças do IRC, do IVA?

Álvaro Santos Pereira também tinha essas bandeiras.

E falou muito bem, mas não teve um ministro das Finanças ou um primeiro--ministro que o deixasse concretizar. É por isso que se mudam políticos, uns têm mais força que outros.

São já três os nomes de quem se diz que já chegam fragilizados (Franquelim Alves, Maria Luís Albuquerque e Rui Machete) ao governo. Isto não enfraquece o executivo?

Se forem verdade os pecados que se vão apresentando, naturalmente que fere o governo e fragiliza o primeiro-ministro. Mas é preciso chegarmos à concretização das denúncias de actos difíceis de aceitar por quem presta serviço público. Se não forem verdade, têm toda a legitimidade para continuar.

A conquista de espaço do CDS no governo revela incapacidade política do primeiro-ministro?

É natural que a liderança actual do PSD tenha de aceitar mais do que quem estivesse numa outra posição de maioria. Para existir, e pelo que se percebe, a coligação tem de suportar as birras e os entendimentos do Dr. Paulo Portas. E parece que há quem aceite.

E o Presidente da República, como fica na história?

Depois de um acto espectacular que prometia o céu, o Presidente da República acabou por nos deixar na continuidade do purgatório em que vivemos.

Foram 20 dias perdidos?

O governo não esteve em funções da forma que estaria se não tivesse havido esta intervenção. Vinte dias são importantes num Estado, não é só a questão dos mercados, mas também a da paralisia em decisões. Foi um mês que toda a gente perdeu.

O governo está a meio da legislatura.
É possível avaliar se Passos Coelho terá condições para ser novamente candidato pelo PSD?

Falta muito tempo e depende também do interior do PSD. É no PSD que se afirmam os líderes que depois se candidatam ao governo.

E Passos Coelho ainda tem esse apoio interno?

O PSD não está à beira de eleições. Mas não me parece que tenha uma tradição de que, quando tem um líder de governo à sua responsabilidade, o vá deixar mal internamente e quebrar o seu trabalho no governo. Se o PSD perceber que o país continua a acreditar, o partido vai com certeza aceitar a continuidade do Dr. Passos Coelho.

E o país continua a acreditar nesta solução?

Não acredita, mas também não tem alternativa. O povo já acha que ninguém consegue pegar de forma credível e bem sucedida no governo de Portugal. O PSD será sempre uma boa solução para ter apoio dos portugueses a uma liderança do governo. Quer agora, quer no próximo futuro. O PS é que não tem porque está partido.

O PS saiu mal destas negociações?

Se uma pessoa põe as cartas na mesa e ninguém lhe dá aceitação... Ninguém está muito preocupado por se ter perdido uma oportunidade para as propostas do PS. São demagógicas, o governo não as pode concretizar de imediato. O que está aqui em causa não é apresentar programas eleitorais, mas propostas concretas para resolver os problemas do país.

O PS tem apresentado propostas concretas, quer no parlamento, quer agora, no decorrer das negociações.

Mas isso o CDS também fez. Tirou espaço que cabia ao PS preencher. Ao contestar o rumo de políticas que o governo implementou, ao discutir a posse da ministra das Finanças, fez aquilo que caberia ao PS, como oposição, e não uma parte da coligação.

O anterior ministro das Finanças definiu um programa de ajustamento para a Madeira com fortes implicações. Essa correcção está a resultar?

Não está, ainda que a Madeira tenha cumprido com todas as regras. O problema é a que custo para a vida dos madeirenses. A Madeira caminha mais para um beco do que para uma estrada, e isso tem um custo social muito elevado.

As condições de ajustamento não são adequadas?

São demasiado apertadas. As receitas actuais da Madeira são extraordinariamente reduzidas. E temos de pagar o funcionamento da actividade pública com esse dinheiro, mais o serviço da dívida. Temos de pagar saúde e escolas quando, pela Constituição, essa actividade é de responsabilidade nacional. Vão faltar verbas. Mas o que mais me preocupa é a Madeira ter a solução para as suas dificuldades, mas não poder ir adiante.

Que solução?

O centro de negócios da Madeira seria, por si só, suficiente para não termos qualquer dívida, e, mesmo tendo essa dívida, conseguirmos regularizá-la.

Já disse que houve uma espécie de garrote neste caso do centro de negócios (zona franca da Madeira, com benefícios fiscais às empresas).

Um garrote à Madeira, por não deixarem o centro ser competitivo relativamente a outros centros idênticos na Europa (Luxemburgo, Malta, a city de Londres). A Madeira só não pode fazê-lo por falta de vontade política da Assembleia da República. Ou o estado aceita criar e desenvolver um centro competitivo na Madeira ou assume a dívida pública. Não nos pode obrigar a pagar a dívida e não ir à procura das receitas.

Faz sentido caminhar-se para uma maior autonomização da região?

Sempre o pretendemos. Aquilo que se vive neste momento é uma autonomia fictícia. A Madeira é uma colónia com liberdade de expressão. Podemos dizer o que queremos, mas só podemos fazer o que Lisboa nos deixa. Estamos num paradoxo difícil de entender, porque a Constituição atribuiu autonomia às regiões autónomas, mas ela é, neste momento, fictícia.

Como acha que Lisboa olha para esta solução?

Eu percebo que se possa pensar que queremos autonomia fiscal para obter receitas para um novo forrobodó. Mas não. Nós temos de aceitar fazer um contrato com regras, com responsabilidade, para obtermos a tal autonomia fiscal de que precisamos.

Com que compromisso?

Comprometermo-nos aos limites da dívida, dos défices orçamentais e, a partir daí, determinar as receitas que possamos obter. Neste ciclo que agora tem de começar na Madeira, com certeza que o que se pretende é diferente das necessidades que houve antes.

O novo ciclo coincide com o pós-Alberto João Jardim? Ele já disse que em 2015 abandona a liderança na Madeira.

O congresso regional está marcado para Janeiro de 2015, há-de haver um novo líder e esse líder há-de começar um novo ciclo. Não se pode apostar na continuidade, não porque o que há esteja errado, mas porque a realidade é outra.

Miguel Albuquerque ficou bastante próximo de João Jardim nas últimas eleições regionais e há dias o senhor foi alvo de insultos num episódio que envolveu o líder parlamentar do PSD-Madeira. São sinais de que o partido está dividido em dois?

Não me parece que seja razoável conviver com a continuidade desse tipo de intervenção política. Há que mudar qualquer coisa e o comportamento dessas pessoas, que abusaram da tal maioria absoluta que permitiu tudo, já não é admissível. Mas o PSD não se vai dividir.

A divisão não se tornou já evidente, no último congresso?

Não esteve dividido. O Dr. Alberto João Jardim ganhou por uma pequena margem e o PSD continua. Nas autárquicas logo se há-de ver.

Mas não foi a expressão de uma vontade de mudança?

Percebeu-se que quase metade dos eleitores do PSD pretenderam substituir o Dr. Alberto João Jardim pelo outro candidato. Mas não conseguiram. E em política ganha-se por um, não há só vitórias esmagadoras. Diria que o voto que não foi no actual líder foi contestatário a uma situação que era liderada pelo Dr. Alberto João Jardim, mas que tinha a responsabilidade de muito mais gente que já ninguém suporta. Mas não acredito que o PSD esteja dividido.

Já no último congresso se esperava que o senhor avançasse. Será candidato à liderança do PSD-Madeira em 2015?

Sempre entendi que nunca iria "trair" o Dr. Alberto João Jardim. Enquanto ele se candidatasse eu não me oporia.

Ele disse que não se candidata em 2015.

Estamos em aberto. Pela minha formação de gestor e experiência política, acho que tenho condições para liderar o governo. Gostava muito de ser presidente do governo regional. Tenho condições para criar uma dinâmica que tire a Madeira das dificuldades e pô-la num rumo de algum conforto. Parece que para isso é preciso primeiro ser líder do PSD. Se assim for, a seguir às autárquicas tomarei uma decisão imediata.

Seria importante poder contar com o apoio de João Jardim?

É obvio que sim, mas tenho a certeza de que ele me apoia. Fui sempre o seu melhor aluno. É uma pessoa que entendo bem. Creio que reconhece as capacidades que tive no governo e as que tenho para desempenhar esse papel.

As autárquicas trarão dificuldades ao PSD? Ou a figura conta mais que o partido?

Em Lisboa não tanto. Pasma-me como aqui se consegue eleger uma pessoa em qualquer lado, independentemente de onde vem. Aqui as pessoas acabam por votar mais no entendimento da situação nacional do que no candidato do concelho em particular.

Concorda com estas migrações de autarcas que procuram contornar a lei que limita os mandatos autárquicos?

Eu não votaria num militante de outro concelho. Compreendo, na situação portuguesa, essa limitação de mandatos.

Limitação ao cargo?

Nas autarquias acho que deve haver. Não sou tanto pela limitação de mandatos, porque acho que a vontade popular deve prevalecer. Mas na mudança de concelho isso é ferir a lei. O entendimento de todos é que cada um se candidatava três mandatos e ia embora, mas parece que aqui se conseguem imaginar soluções só para resolver ambições, e algumas das quais nem são legítimas.

Em Lisboa e no Porto o PSD arrisca-se a não ter candidato em Setembro...

Será uma boa justificação para a derrota que se perspectiva. Pelo menos têm uma boa justificação para apresentar.


=Jornal i=

«BELEZA LATINA»
































































































































































































domingo, 28 de julho de 2013

Destaques do "Setúbal na Rede"

Caro(a) ,

Eis os destaques do "Setúbal na Rede" da semana 811

Notícias

sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O Convento da Arrábida acolhe, ao longo de Verão, uma produção da companhia de teatro Fatias de Cá. A escolha do espaço prende-se com o facto de estar localizado num sítio "sossegado e isolado, acolhido por toda a natureza que envolve a Serra da Arrábida" , pelo que "tem todas as condições necessárias para a realização da peça" , afirma a diretora de cena. Heloísa Oliveira realça a importância do "reaproveitamento das construções históricas" , porque "é também uma forma valorizar a cultura" .

sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O Vitória de Setúbal pode avançar com a assinatura da escritura com a Câmara Municipal de Setúbal que lhe permite ter o direito pleno sobre os terrenos no Vale do Cobro mas ainda não é do conhecimento do "Setúbal na Rede" se tal já ocorreu. Os sócios do Vitória de Setúbal aprovaram na última Assembleia-geral por apenas um voto, 81 a favor, 80 contra e 23 abstenções, a proposta da direção do clube do Bonfim para utilização do património do clube.

sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
As lojas Pluricoop, que encerraram em maio de 2011, voltam a abrir progressivamente no distrito até ao final do ano, sendo que ontem foi reinaugurada a loja do Bairro da Azeda em Setúbal e em Agosto está prevista a abertura em Azeitão e Baixa da Banheira, no concelho da Moita. Fernando Parreira Rosa, presidente do grupo comercial, realça o "desejo demonstrado pelos clientes das loja em ter este espaço novamente ao seu dispor" e destaca ainda a "fildelidade da população que, apesar de não ter tido a loja durante dois anos, rapidamente volta ao espaço" .

sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
As obras de valorização e preservação de espaços pertencentes à Câmara Municipal de Sesimbra no Cabo Espichel vão custar cerca de 120 mil euros, comparticipados pelo Programa de Desenvolvimento Rural. Felícia Costa, vereadora do turismo na autarquia sesimbrense, destaca "a mudança de visual" que o Cabo Espichel vai passar a ter com "um novo espaço destinado ao estacionamento e aos produtores locais, a consolidação da Mãe de Água e uma vedação de segurança nas arribas" .

sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines, apela aos seus sucessores autárquicos para darem "continuidade" ao Festival Músicas do Mundo (FMM), visto ser um "benefício para os sineenses" . Na abertura da 15ª edição do festival, o edil justificou este pedido referindo  "o contributo do FMM para o desenvolvimento da economia local" .

sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O AtlanticPark de Setúbal vai organizar atividades desportivas durante este fim de semana com o objetivo de levar as pessoas ao espaço comercial. Com esta iniciativa, espera-se que haja "um grande impacto no comércio do retailpark e que o movimento das lojas aumente" , afirma o diretor. Ricardo Cotrim anseia também conseguir "uma maior divulgação do espaço e despertar o interesse de pessoas que ainda não o conhecem".

"O curso foi desenhado a pensar na realidade da região" – Paulo Carmelo, coordenador do curso de Petróleos do Piaget de Santo André
quinta-feira, ‎18‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O curso de Engenharia de Petróleos do Piaget de Santo André é, sobretudo, " procurado pelos empregados das refinarias da região, que tentam obter uma mais-valia para poderem subir na carreira" . O coordenador, Paulo Carmelo, em entrevista ao "Setúbal na Rede" , explica que "o facto de ser um curso único e diferente, que traz perspetivas de emprego, tanto a nível regional e nacional como também internacional" , faz com que um dos objetivos seja o de "ter mais alunos de outras regiões do país" . Desta forma, o Piaget está a fazer "uma oferta de alojamento para pessoas de outras áreas geográficas" , além da atribuição de livros, "para que os alunos possam dispor, com facilidade, de material de estudo" .

quinta-feira, ‎18‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O Instituto Piaget de Santo André passou a ser uma escola politécnica em vez de um instituto universitário . Com esta alteração, o ensino naquela instituição adquire uma "vertente mais prática e profissionalizante" , afirma a diretora. Elsa Neves explica ao "Setúbal na Rede" que esta nova linha vai ao encontro da "realidade profissional" de Santo André, pois é uma região com uma forte ligação ao "tecido empresarial" .

quinta-feira, ‎18‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Os banhos nas praias desde São João da Caparica ao Cabo Espichel são desaconselhados devido a queixas que surgiram por banhistas nos últimos dias por reações alérgicas. António Neves, presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica critica todas as entidades competentes neste processo "por lançarem o pânico entre os banhistas numa situação que deveria ser lidada com respeito e seriedade" .

quinta-feira, ‎18‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O auditório municipal Charlot em Setúbal voltará a exibir películas cinematográficas a meados de agosto, quando a máquina de projeção digital for adquirida pela autarquia setubalense. O equipamento cultural estava equipado com uma máquina de projeção analógica, "pelo que as distribuidoras cinematográficas deixaram de fornecer películas neste formato" , afirma Maria das Dores Meira, presidente da autarquia setubalense.

quinta-feira, ‎18‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
A criação de um parque aquático em Setúbal através de iniciativa privada está em análise pela câmara municipal, sendo que o local onde pode ser construído ou a data de arranque da obra não são dados públicos. Maria das Dores Meira, presidente da edilidade setubalense, admite que "todas as iniciativas privadas são bem vindas para a dinamização do concelho" . Rogério Matos

"Aqui preparamos campeões" - Sónia Leal, gestora da Solisform
quarta-feira, ‎17‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Com alguns títulos conquistados pelos formandos em competições internacionais de profissões, a Solisform assume-se "como uma escola de excelência" , característica que é atribuída aos "grandes mestres que ensinam a arte do saber fazer" . A gestora da unidade de negócio da Randstad vocacionada para a formação assume, contudo, que não pretendem formar "um campeão típico" , pois "a polivalência é uma grande defesa no mundo do trabalho" . Sónia Leal, em entrevista ao "Setúbal na Rede" , lamenta que os cursos profissionais sejam "muitas vezes vistos como último recurso" , o que cria alguma "dificuldade em encontrar jovens e em formar turmas" , mas explica que a Solisform é "uma escola frequentada por homens " e um sítio onde "eles adquirem valores e aprendem a respeitar-se" , consguindo obter o 12º ano, "mas também uma profissão" .

quarta-feira, ‎17‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O Festival Músicas do Mundo (FMM), em Sines, celebra o 15º aniversário com uma "edição comemorativa" . Carlos Seixas, director artístico do festival, explica que o cartaz deste ano procura "juntar alguns dos nomes mais importantes da música do mundo que deram alguns dos concertos mais memoráveis no FMM" , como HermetoPascoal, RokiaTraoré ou RachidTaha, com a possibilidade de "descobrir novos projetos de grande projeção" deste circuito, como DakhaBrakha ou Skip& Die. O regresso de alguns destes nomes é também "a memória de 14 anos de festival" , associada à "continuidade em descobrir" novas músicas do mundo no FMM.

"Esta escola é um símbolo do Barreiro" - Otília Dias, diretora da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do IPS

terça-feira, ‎16‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
"A escola é bastante conhecida" no Barreiro, quer enquanto instituição, quer através do edifício. Tem "um auditório muito solicitado que, quase todos os fins-de-semana está aberto à comunidade" e "as pessoas não podem dizer que nunca ouviram falar da escola" . Ainda assim, a diretora da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal reconhece a dificuldade em conseguir alunos, "o que poderá ter que ver com as ofertas formativas" , em áreas onde a crise se faz sentir de forma acentuada, mas, "acima de tudo" , por se tratar de um politécnico. Otília Dias, em entrevista ao "Setúbal na Rede" , reconhece que ainda existe esse estigma, embora contra argumente com "um plano curricular exigente" e "outra forma de tratamento" , pois "os estudantes são conhecidos pelo seu nome e não são um número" . Mas para se afirmar em pleno, "talvez tenha que ter mais anos de ensino e ser conhecida no mercado" .

segunda-feira, ‎15‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Palmela deseja um reforço do associativismo desportivo dirigido à população que não tem condições financeiras para frequentar os espaços desportivos, principalmente no verão. António Simões entende haver "uma necessidade para trabalhar em parceria com instituições e associações que não têm por hábito programas desportivos" , de forma a incentivá-las a realizar iniciativas lúdicas dirigidas à população mais idosa.

"O CNC é o futuro e uma mais-valia" - António Mouta, coordenador dos cursos de Manutenção e de CNC na ATEC

segunda-feira, ‎15‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
"Quem tira este curso é um técnico altamente qualificado e, portanto, é muito pouco provável que depois tenha empregos precários, pois é uma área que garante empregabilidade" . A garantia é do coordenador dos cursos de Técnico de Maquinação e Programação CNC na ATEC, que coordena igualmente o curso de Técnico de Manutenção Industrial que "procura dotar os futuros técnicos com conhecimentos amplos, apostando-se fortemente nas componentes de mecânica, eletrónica e informática" . António Mouta, em entrevista ao "Setúbal na Rede" , reconhece que "há uma certa dificuldade" em conseguir candidatos para estes cursos, "uns por falta de conhecimento e outros porque acham que a mecânica é uma atividade suja, o que já não corresponde bem à realidade" . O formador explica ainda que "os jovens têm mesmo que estudar" , porque os cursos têm uma componente teórica e "é preciso ter uma grande destreza mental" .

segunda-feira, ‎15‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
As praias do CDS e São João da Caparica estão hoje interditas a banhos por réplicas de casos de reações alérgicas registados por banhistas nas praias da Torre e de Carcavelos e que levaram à restrição nestas praias da Linha de Cascais. António Neves, presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, explica ao "Setúbal na Rede" que a população "está tranquila" pelo que o autarca não teme pela manutenção das medidas preventivas durante muito mais tempo.

segunda-feira, ‎15‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
A antiga ministra das Finanças do Governo de Durão Barroso apela à proliferação de políticas de emergência social incutidas pelas autarquias do distrito de Setúbal, já a partir do próximo mandato autárquico. Manuela Ferreira Leite entende ser necessário, em tempos de austeridade, que as autarquias tenham como prioridade "o auxílio às famílias mais carenciadas em vez da política de grandes obras municipais que deve ser adiada para uma altura de prosperidade económica" .

Crónicas de Opinião

Assento Parlamentar (BE) –Alice Brito (Dirigente do Bloco de Esquerda)
‎‎sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Os contratos são para ser cumpridos. Assim se diz desde o matricial direito romano.

Espaço Aberto – Luís Fuzeta da Ponte (Advogado)
‎sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
A realidade é uma: Portugal colocou-se na dependência dos credores, os quais, procurando aplicar o seu dinheiro, emprestaram.

Assento Parlamentar (CDU) – Francisco Lopes (Deputado do PCP eleito pelo Círculo de Setúbal)
‎quarta-feira, ‎17‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
A evolução da situação mostra as consequências profundamente negativas da política de direita, da política dos PEC, do Pacto de Agressão, da responsabilidade do PS, PSD e CDS-PP ao serviço do grande capital nacional e transnacional. É todo um rumo de agravamento da exploração, empobrecimento e desastre nacional que está em curso. A situação do País é marcada pela crise económica e social e pelo aprofundamento da crise política e institucional.

Entre Linhas – Brissos Lino (Dirigente Associativo)
‎terça-feira, ‎16‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Uma das maiores virtudes dos homens é serem capazes de aprender com os seus erros e os dos outros. Outra é a capacidade de ler os sinais à sua volta.

Assento Parlamentar (PS) – Duarte Cordeiro (Deputado do PS eleito pelo distrito de Setúbal)
‎terça-feira, ‎16‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Perante a crise política iniciada com a demissão do ex-ministro das Finanças, Vitor Gaspar, e intensificada com a demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, o Presidente da República poderia ter assumido uma decisão que permitisse a clarificação política. Uma das decisões possíveis passava por dar posse ao novo Governo, resultado do entendimento entre o PSD e o CDS, enquanto outra possibilidade seria demitir o primeiro-ministro, dissolver a Assembleia da República e convocar eleições antecipadas, reconhecendo que o Governo falhou, que as suas políticas não apresentaram resultados satisfatórios e que o apoio popular e político, quer dos partidos quer dos parceiros sociais, a este programa de ajustamento é cada vez menor.

Crónicas de Canal

Cultura - Rui Perpétuo (Associação Move-a-Mente)
‎sexta-feira, ‎19‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Porque a vida não pode ser só trabalho, desemprego, stress, crise, problemas é preciso cuidar da nossa saúde física para também melhorar a nossa saúde mental!

Segurança - António Loura (Presidente da Direção Distrital de Setúbal da ASPP-PSP)
‎quinta-feira, ‎18‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
A Excelentíssima senhora ministra da justiça, doutora Paula Teixeira, ter-se-á pronunciado recentemente na comunicação social sobre a necessidade de refletir e eventualmente restruturar conceções e procedimentos ao nível da execução de escutas telefónicas no domínio da investigação criminal.

Justiça - Canhoto Antunes (Advogado)
‎quarta-feira, ‎17‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
A Lei 31/2012 publicada no D. R. em 14/08/2012 entrou em vigor 120 dias após a publicação, como o nome de NRAU ou seja, Novo Regime do Arrendamento Urbano, mas que se tem tornado conhecida pela "Lei dos Despejos".

Educação - Conceição Pereira Palmela (Antropóloga, Mestre em Movimentos Sociais)
‎quarta-feira, ‎17‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Num mundo tão diversificado, estudar para uns é um direito adquirido, para outros é uma luta sem tréguas, com morte à vista. Talvez aqui devêssemos fazer uma dicotomia entre os dois géneros, porque são as raparigas as mais atingidas.

Juventude - Heliana Vilela (Co-fundadora da Associação Meninos de Oiro)
‎quarta-feira, ‎17‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Recordo-me que em criança quando um pedreiro andava lá por casa e se ouviu por 3 vezes a sirene da torre dos bombeiros, imediatamente, o senhor pediu licença para se ausentar. Nesse dia, fiquei a saber o significado dos sons da sirene, 1 toque - chamar os bombeiros; 2 toques - fogo na vila; 3 - fogo fora da vila; 4 - acidente.

Canal Europa - EuropeDirect
‎terça-feira, ‎16‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Pensar criticamente a identidade europeia

Ambiente - AMESEIXAL (Agência Municipal de Energia do Seixal)
‎terça-feira, ‎16‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Organizada anualmente, de 16 a 22 de Setembro, a Semana Europeia da Mobilidade é uma ótima oportunidade para propor alternativas sustentáveis aos cidadãos europeus, explicando os desafios com que se confrontam as cidades e induzindo uma mudança de atitudes que permita a implementação de uma política de transportes mais sustentável.

Saúde – Ana Cardoso (Psicopedagoga)
‎terça-feira, ‎16‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Os apoios e incentivos à investigação há muito que vêm sendo negligenciados e a verdade é que quem abraça a causa da investigação à qual se dedica não sente que lhe seja oferecido o reconhecimento que merece. Esta precaridade está sobretudo associada aos bolseiros de investigação científica.

Meio Rural – Rota de Vinhos (Península de Setúbal)
‎segunda-feira, ‎15‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
Enoturismo é turismo com o vinho... adegas, vinhas e lugares relacionados que permitem divulgar os recursos naturais, culturais, arquitectónicos da região.

Sociedade - António Figueiredo (Ex-Presidente da UDIPSS de Setúbal)
‎segunda-feira, ‎15‎ de ‎Julho‎ de ‎2013
A nomeação de D. Manuel Clemente como Patriarca de Lisboa abre a janela da esperança sobre a responsabilidade da Igreja Católica para com os pobres. A renovação da Igreja pobre para os pobres, no apelo do Papa Francisco, pode, na personalidade e pensamento de D. Manuel Clemente, acontecer em Portugal.


Visite a nossa agenda e a secção de passatempos.